Lesão única, de bordas endurecidas e indolor é o principal sinal da sífilis primária na cavidade oral e exige atenção médica imediata.
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Você passa a língua pelos lábios e sente algo diferente, uma pequena ferida que não estava ali antes. Como não dói, você decide esperar para ver se melhora. Essa lesão, que parece inofensiva, pode ser o primeiro sinal de uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que requer tratamento imediato: a sífilis.
Indicadores disponibilizados pelo Ministério da Saúde apontam que em 2024, pelo menos 24 mil pessoas foram detectadas com sífilis adquirida. Por outro lado, os dados mais preocupantes estão entre as gestantes. Entre o período de 2005 e 2025, foram notificados mais de 810 mil casos, sendo 45,7% somente na região Sudeste. Esses dados reforçam a necessidade de identificação precoce dos sintomas e tratamento.
Infectologistas são os médicos que podem acompanhar esses tipos de quadro. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A ferida de sífilis na boca é a manifestação inicial da doença, conhecida clinicamente como cancro duro. Ela surge no local exato por onde a bactéria Treponema pallidum entrou no organismo, sendo um sinal clássico da sífilis primária. Essa lesão inicial, também chamada de cancro, é frequentemente uma úlcera única e endurecida, que caracteriza a fase primária da sífilis.
Quando a transmissão ocorre através do sexo oral desprotegido com uma pessoa infectada, é comum que essa lesão apareça na cavidade oral. A presença do cancro duro indica que a infecção está ativa e pode ser transmitida a outras pessoas pelo contato direto com a ferida.
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Diferenciar o cancro duro de outras lesões bucais, como uma afta, é fundamental. As características são bastante específicas e servem como um alerta importante para buscar avaliação médica. Fique atento aos seguintes sinais.
Geralmente, o cancro é uma lesão única, embora em casos raros possam surgir múltiplas feridas.
A úlcera tem formato arredondado, com um fundo limpo (sem pus ou secreção) e bordas claramente definidas, elevadas e endurecidas ao toque, semelhante à consistência de uma cartilagem. Essa ferida é tipicamente uma úlcera única, com bordas endurecidas, o que a torna distintiva.
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A característica mais marcante e perigosa do cancro duro é ser indolor. A ferida não dói, não arde e não coça. É essa ausência de desconforto que leva muitas pessoas a ignorarem o sintoma, acreditando ser algo sem importância.
Essa ausência de dor é um traço característico da sífilis primária, o que muitas vezes faz com que a lesão passe despercebida. No entanto, em casos menos comuns, pode-se observar uma úlcera labial dolorosa e inflamada, que ainda assim requer atenção médica imediata.
A lesão pode aparecer nos lábios, na ponta ou nas laterais da língua, no interior das bochechas, no céu da boca (palato) ou até mesmo nas amígdalas. Outro sinal associado é o surgimento de gânglios inchados (ínguas) no pescoço, que também costumam ser indolores.
Confundir as duas lesões é comum, mas suas diferenças são claras. Uma afta é uma condição inflamatória não contagiosa, enquanto o cancro de sífilis é um sinal infeccioso e altamente transmissível. Veja a comparação:
O cancro duro costuma desaparecer espontaneamente dentro de três a seis semanas, mesmo sem qualquer tratamento. No entanto, isso não significa cura. O desaparecimento da ferida indica apenas que a doença está progredindo para a próxima fase, a sífilis secundária. Mesmo que a ferida suma por conta própria, a bactéria continua ativa no organismo, e a falta de tratamento com antibióticos acarreta graves riscos à saúde.
Nesse estágio, a bactéria já se espalhou pelo corpo. Podem surgir manchas avermelhadas na pele, especialmente nas palmas das mãos e plantas dos pés, além de febre, mal-estar e dor de cabeça. Se não tratada, a sífilis pode evoluir para estágios mais graves e causar danos neurológicos e cardiovasculares permanentes.
A transmissão da sífilis oral acontece pelo contato direto com o cancro duro durante o sexo oral. O uso de preservativo (camisinha) e barreiras de látex diminui significativamente o risco de contágio de ISTs.
Ao notar qualquer ferida suspeita, a recomendação é procurar imediatamente um médico. O diagnóstico da sífilis é simples, realizado por meio de testes rápidos ou exames de sangue, como o VDRL. Os resultados ficam prontos rapidamente, permitindo o início imediato do tratamento.
A sífilis tem cura e o tratamento é eficaz. Ele é feito com antibióticos, sendo a penicilina benzatina a opção mais utilizada, administrada por via injetável. A dosagem e a duração do tratamento dependem do estágio da doença, sendo definidas exclusivamente pelo profissional de saúde. É crucial que o diagnóstico seja correto e que o tratamento com antibióticos seja iniciado o mais rápido possível para evitar a progressão da doença.
É fundamental seguir todas as orientações médicas, não se automedicar e comunicar os parceiros sexuais para que também realizem o teste e, se necessário, o tratamento. Isso evita a reinfecção e interrompe a cadeia de transmissão da bactéria.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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