Uma alteração no pulmão pode estar relacionada a infecções, inflamações ou tumores; exames de imagem e outros testes ajudam a identificar a causa e definir o diagnóstico
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Uma lesão no pulmão não significa, necessariamente, que a pessoa tenha câncer. Em geral, alterações pulmonares podem estar ligadas a infecções, inflamações, cicatrizes, nódulos benignos ou tumores.
Os exames de imagem podem mostrar essas alterações e indicar características como tamanho, formato e localização. Essas informações ajudam o médico a avaliar o risco de câncer e decidir se é preciso acompanhar a lesão ou fazer outros testes, como biópsias.
A idade, o histórico de tabagismo e as características da lesão também entram nessa avaliação. Nódulos maiores, que crescem ou apresentam certos aspectos nas imagens podem exigir uma investigação mais detalhada.
Pneumologistas são os médicos que podem fazer o acompanhamento e o tratamento de pacientes com lesões no pulmão. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Em um laudo de exame de imagem, o termo “lesão” descreve uma área do tecido dos pulmões que não apresenta a aparência esperada em um resultado saudável. O termo pode se referir a um nódulo, uma mancha, uma opacidade ou uma inflamação.
Muitas dessas alterações são encontradas por acaso em exames feitos para investigar outro problema. Em pessoas sem histórico de câncer, grande parte dos nódulos pulmonares é benigna e pode estar ligada a infecções ou marcas deixadas por doenças anteriores.
Algumas bactérias também podem causar lesões no pulmão. O complexo Burkholderia cepacia, por exemplo, pode provocar infecções em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido. Além dessas, existem outras causas benignas, como:
Sendo assim, o termo “lesão” sozinho não mostra qual é a causa do achado. Para entender o que ele significa, o médico observa o tamanho, o formato, a localização e as bordas, além de comparar exames anteriores para saber se a lesão mudou com o passar do tempo.
Leia também: Sintomas de câncer de pulmão, fatores de risco e tratamentos
A presença de um nódulo no pulmão não significa que seja preciso fazer um procedimento invasivo. Em muitos casos, o médico acompanha o tamanho e o crescimento do nódulo por meio de exames de imagem por algum tempo, sem pedir outros testes.
A biópsia é a retirada de uma pequena amostra do tecido para análise em laboratório. Esse exame pode ser indicado quando o nódulo apresenta características que precisam de uma investigação mais detalhada. Para decidir pela biópsia, o médico avalia fatores como:
Além das características vistas nos exames de imagem, o histórico de saúde da pessoa também influencia a avaliação. Nesses casos, o pneumologista considera fatores como o hábito de fumar, a idade e o contato com substâncias tóxicas ao analisar uma lesão.
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A investigação de algo errado nos pulmões pode usar exames com funções diferentes, como encontrar a lesão ou analisar uma amostra do tecido. A escolha depende do que foi encontrado e do que o médico precisa entender, e os principais testes incluem:
Esses exames também ajudam a diferenciar problemas que podem ter aparência parecida nas imagens. Infecções, cicatrizes, inflamações e alguns tumores podem causar achados semelhantes, por isso o médico avalia todas as informações em conjunto.
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Nódulos grandes, com bordas irregulares ou pontas que lembram pequenos espinhos, localizados nas partes superiores dos pulmões ou que aumentam de tamanho com o tempo apresentam maior risco de câncer.
O tipo de nódulo também influencia essa avaliação. Lesões parcialmente sólidas ou com uma parte sólida que aumenta de tamanho podem exigir mais atenção, principalmente quando apresentam outras características suspeitas no exame.
A chance de câncer também é maior em pessoas mais velhas e em quem fuma ou já fumou por muitos anos. O contato com substâncias como amianto, urânio e radônio, além de histórico familiar de câncer de pulmão, também pode aumentar o risco.
Mesmo assim, nenhuma dessas características confirma o câncer de forma isolada. A avaliação do pneumologista considera os achados do exame e os fatores de risco da paciente para estimar a chance de malignidade e definir a conduta necessária.
A consulta com um pneumologista é indicada quando um exame mostra um nódulo ou outra lesão nos pulmões que precisa de investigação. O especialista também pode avaliar casos de tosse que não passa, falta de ar, dor no peito ou sangue no catarro.
Pessoas que fumam ou já fumaram, têm doenças pulmonares ou tiveram contato frequente com substâncias que podem prejudicar os pulmões também podem precisar de avaliação. O cuidado deve ser maior quando esses fatores aparecem junto com uma lesão.
A consulta também é importante quando a lesão encontrada aumenta de tamanho ou apresenta características suspeitas no exame. Nessas situações, o pneumologista avalia os resultados, o histórico de saúde e os próximos passos da investigação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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