Entenda por que os rins da criança podem eliminar proteínas em excesso, causando edemas, e conheça as principais abordagens clínicas
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Toda mãe e pai conhece bem o rosto do seu filho ao acordar. Mas, de repente, os olhos que antes abriam com facilidade aparecem inchados, como se a criança tivesse chorado a noite toda.
Nos dias seguintes, o inchaço pode se espalhar para as pernas e tornozelos. O cenário pode ser o primeiro sinal da síndrome nefrótica. O edema tem diversas causas, quando ele surge de forma persistente e sem uma explicação evidente, é preciso procurar um médico.
A síndrome nefrótica infantil é uma condição que afeta o funcionamento dos rins e pode causar perda excessiva de proteínas pela urina, levando ao acúmulo de líquidos no organismo. Percebeu inchaço persistente no rosto, pernas ou abdômen do seu filho? Agende uma consulta com um pediatra na Rede Américas para que seja feita uma avaliação completa.
A síndrome nefrótica não é uma doença única, mas sim um conjunto de sinais e sintomas que indicam que os rins não estão filtrando o sangue corretamente. Em uma criança saudável, os rins atuam como filtros que limpam o sangue, retendo componentes essenciais como as proteínas e eliminando resíduos na urina.
Nesta condição, os glomérulos (unidades de filtragem dos rins) tornam-se excessivamente permeáveis, o que leva à perda de grandes quantidades de proteína do sangue para a urina. A perda maciça de proteínas na urina resulta em inchaço corporal severo, um dos sinais mais evidentes da síndrome nefrótica infantil.
O tratamento para essa condição geralmente envolve o uso de medicamentos, como os corticoides, e a monitorização constante para evitar complicações como infecções. Além disso, o controle rigoroso da ingestão de sal é uma parte importante do manejo para ajudar a controlar o inchaço.
Para caracterizar a síndrome, os médicos observam um conjunto de quatro alterações principais, que são consequências diretas da perda de proteína:
O sintoma mais visível e que geralmente leva os pais a procurar ajuda médica é o edema. Mas, outros sinais podem estar presentes e merecem atenção. É importante observar se a criança apresenta:
A pressão arterial pode estar normal ou elevada, e a geralmente o paciente não sente dor ao urinar. A febre não é um sintoma direto, mas crianças com a disfunção podem ter maior risco de infecções.
A síndrome nefrótica costuma ser classificada como primária ou idiopática, o que significa que não há uma causa conhecida. Mas uma das causas mais comuns nesta faixa etária é a chamada Doença de Lesão Mínima. Neste quadro, embora os glomérulos permitam o vazamento de proteína, eles parecem normais quando vistos em um microscópio comum.
Em uma minoria de casos, a síndrome pode ser secundária, ou seja, causada por outras condições, como doenças autoimunes, infecções ou reações a medicamentos. A avaliação de um nefrologista pediátrico é fundamental para determinar a origem do problema.
O diagnóstico é baseado na combinação dos sintomas clínicos com exames laboratoriais. O processo geralmente envolve as seguintes etapas:
A biópsia renal, que consiste na retirada de um pequeno fragmento do rim para análise, raramente é necessária quando o quadro é típico e há uma boa resposta ao tratamento inicial.
O objetivo principal do tratamento é interromper a perda de proteína na urina, o que ajuda a resolver o inchaço e a normalizar os exames. A abordagem é multifacetada e inclui medicamentos e cuidados com a dieta, sempre sob supervisão médica.
A primeira linha da abordagem terapêutica para a maioria dos pacientes é o uso de corticoides, como a prednisona. Eles são eficazes em reduzir a inflamação e a permeabilidade dos glomérulos. Inicialmente, podem ser administrados em dias alternados para controlar a perda de proteína.
O tratamento é geralmente longo, com doses ajustadas gradualmente pelo médico. Em alguns casos, além dos corticoides, podem ser utilizados medicamentos imunossupressores para gerenciar a condição.
Durante todo o período, é essencial fazer um monitoramento de perto para prevenir e detectar precocemente possíveis infecções. Sendo ela uma complicação importante na síndrome nefrótica.
A dieta é uma parte importante do manejo do edema. A principal recomendação é a restrição severa de sódio (sal), pois ele contribui para a retenção de líquidos. A ingestão de proteínas e líquidos pode ser ajustada conforme a orientação do nefrologista pediátrico.
É mais preciso falar em remissão do que em cura, já que ela depende diretamente da causa. Se for causada por uma infecção, por exemplo, quando o pequeno estiver livre da infecção, a síndrome nefrótica também deixa de existir.
A maioria das crianças responde muito bem ao tratamento inicial com corticoides, entrando em remissão, que é quando os sintomas desaparecem e a urina volta ao normal. Mas, as recidivas costumam ser comuns e esperadas. As recidivas são os episódios de retorno da perda de proteína e do inchaço.
O manejo da síndrome nefrótica é, muitas vezes, um processo a longo prazo. Eles é composto por períodos de remissão e eventuais recidivas que exigem novos ciclos de tratamento. O acompanhamento regular com o especialista é essencial para monitorar a condição e ajustar a terapia conforme necessário.
Ao notar qualquer inchaço inexplicado no rosto, pernas ou abdômen da criança, ou se a urina apresentar uma espuma persistente, procure um pediatra. Caso a suspeita de um problema renal se confirme, o pediatra fará o encaminhamento para um nefrologista pediátrico.
Este especialista tem a formação adequada para diagnosticar, tratar e acompanhar crianças com síndrome nefrótica, garantindo o melhor manejo da condição e a qualidade de vida do pequeno paciente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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