A operação para corrigir a miopia ajusta o formato da córnea para melhorar a visão; fatores como idade, estabilidade do grau e saúde dos olhos determinam quem pode fazer a cirurgia
Resuma este artigo com IA:
Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

A operação de miopia é uma cirurgia a laser que modifica o formato da córnea para corrigir a dificuldade de enxergar objetos distantes. O procedimento costuma ser indicado para pessoas com grau estável e boas condições de saúde ocular.
Antes da cirurgia, o oftalmologista faz exames para avaliar os olhos, medir o grau e verificar se o paciente pode passar pelo procedimento. Por isso, a técnica escolhida pelo profissional pode variar de acordo com as características de cada caso.
A cirurgia tende a durar poucos minutos e, na maioria dos casos, permite retomar a rotina depois de um período de recuperação. Como qualquer procedimento cirúrgico, ela tem indicações, riscos e cuidados que precisam ser considerados.
Oftalmologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pessoas com miopia. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A operação de miopia é um tipo de cirurgia refrativa. O procedimento corrige problemas de visão causados por erros de refração, como miopia e astigmatismo. Com isso, muitas pessoas conseguem reduzir ou até deixar de usar óculos ou lentes de contato.
Na miopia, a pessoa tem dificuldade para enxergar objetos distantes com nitidez, o que acontece porque a luz que entra no olho não é focalizada no local certo da retina. A cirurgia altera o formato da córnea para corrigir esse problema e melhorar a qualidade da visão.
A maioria das cirurgias refrativas usa o Excimer Laser, uma tecnologia capaz de modificar o formato da córnea com bastante precisão. Na operação, o equipamento remove camadas muito finas do tecido corneano para corrigir a forma como a luz é focalizada dentro do olho.
Para corrigir a miopia, o laser muda a curvatura da parte central da córnea, e a mudança faz com que a luz passe a ser focalizada no local certo da retina, melhorando a visão de longe. O procedimento é feito com precisão e busca preservar ao máximo os tecidos oculares.
Leia também: O que é miopia: entenda as causas e tratamentos disponíveis
As técnicas mais usadas para corrigir a miopia são a LASIK e a PRK. A escolha entre elas depende de uma avaliação oftalmológica, que leva em conta fatores como a espessura da córnea, o grau do paciente e suas atividades da rotina.
Na técnica LASIK, o cirurgião cria uma fina camada na superfície da córnea, chamada de flap. Em seguida, essa camada é levantada para que o laser possa agir nas regiões mais internas da córnea e corrigir o problema de visão. Depois da aplicação do laser, o flap é reposicionado no local original, onde se fixa naturalmente, sem necessidade de pontos.
Na PRK, o cirurgião não cria o flap usado no LASIK. Em vez disso, remove a camada mais superficial da córnea, o epitélio, que se regenera naturalmente após alguns dias. Depois, o Excimer Laser é aplicado direto na superfície da córnea para corrigir a miopia.
Por não envolver a criação de um flap, o PRK pode ser indicado em casos específicos, como pacientes com determinadas características da córnea. Ao final da operação, o médico põe uma lente de contato terapêutica para proteger enquanto o epitélio se recupera.
Sendo assim, as cirurgias apresentam diferenças, como:
A escolha entre LASIK e PRK não depende só da preferência do paciente ou do tempo de recuperação. O oftalmologista avalia características dos olhos, como formato e espessura da córnea, além da rotina da pessoa, para indicar a técnica mais segura e adequada.
Além da LASIK e da PRK, existe a técnica SMILE (Small Incision Lenticule Extraction). Nesse procedimento, um laser de femtossegundo cria uma pequena camada de tecido dentro da córnea, chamada lentícula, que é retirada por uma pequena abertura. Essa é uma técnica menos invasiva, mas indicada para casos específicos.
Leia também: Quais são os tipos de miopia, as classificações e os riscos relacionados
A cirurgia refrativa não é indicada para todas as pessoas que têm miopia. Antes do procedimento, o oftalmologista faz uma avaliação completa dos olhos para verificar se o paciente pode fazer a cirurgia com segurança, e os principais critérios analisados incluem:
A cirurgia não impede que mudanças naturais na visão aconteçam ao longo da vida. Por isso, mesmo depois da operação, é importante manter o acompanhamento com o oftalmologista para cuidar da saúde dos olhos e identificar possíveis mudanças.
Leia também: Oftalmologista: quando consultar e como ele pode ajudar
Além dos critérios para fazer a cirurgia, algumas condições de saúde podem impedir ou adiar a operação. Doenças autoimunes sem controle, como lúpus e artrite reumatoide, e diabetes descompensada podem prejudicar a cicatrização e aumentar os riscos da cirurgia.
Mulheres grávidas ou que estão amamentando também costumam aguardar um tempo, já que as alterações hormonais desse período podem causar alterações temporárias no grau dos olhos.
O primeiro passo do pré-operatório é uma consulta com um oftalmologista especializado em cirurgia refrativa. Nesse momento, o médico faz exames para avaliar a córnea, como a topografia e a paquimetria, medir a pressão dentro dos olhos e verificar a saúde da retina.
Pessoas que usam lentes de contato gelatinosas precisam ficar alguns dias sem utilizá-las antes dos exames e da cirurgia. No caso das lentes rígidas, esse período pode ser maior. A pausa permite que a córnea volte ao formato natural, deixando as medidas mais precisas.
Leia também: Irritação ocular: o que pode ser e como aliviar os sintomas
Em geral, a recuperação depende da técnica usada na cirurgia. Na LASIK, muitas pessoas percebem uma melhora da visão já no dia seguinte, com pouco desconforto. Já na PRK, a visão pode ficar mais embaçada no início, acompanhada de sensação de areia nos olhos por alguns dias, mas tende a melhorar aos poucos ao longo da primeira semana.
Independente da técnica, é importante seguir as orientações do oftalmologista, que incluem:
Mesmo depois da melhora inicial, a visão pode continuar se ajustando nas primeiras semanas ou meses até chegar ao resultado esperado. Nesse período, algumas pessoas podem perceber sensibilidade à luz, mudanças na nitidez da imagem ou olhos mais secos, que devem ser acompanhadas pelo oftalmologista.
Leia também: Principais doenças nos olhos causadas por bactérias: sintomas e mais
A correção feita na córnea é permanente e busca oferecer uma melhora duradoura da visão do paciente. Nesse caso, a remodelação realizada pelo laser permite ajustar a forma como a luz entra no olho, proporcionando maior estabilidade visual.
No entanto, os olhos podem passar por mudanças nos anos seguintes. Assim, algumas pessoas podem apresentar uma pequena volta do grau depois da cirurgia. Além disso, o procedimento não impede a presbiopia, conhecida como “vista cansada”, que costuma aparecer a partir dos 40 anos e afeta a visão de perto.
Mesmo assim, muitos pacientes conseguem reduzir ou eliminar a dependência de óculos.
Leia também: Sintomas de conjuntivite: como reconhecer e tratar corretamente
O valor da cirurgia refrativa pode variar de acordo com vários fatores, como a tecnologia usada, a experiência da equipe médica, a estrutura do local onde o procedimento vai ser feito e a região da clínica ou hospital.
Preços muito abaixo da média merecem atenção, pois a segurança dos olhos deve ser a prioridade. Em muitos casos, o valor inclui as consultas antes da cirurgia, o procedimento e o acompanhamento depois da operação. Também é importante verificar se o plano de saúde oferece alguma cobertura para a cirurgia.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160
(21) 3316-2900

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011
(71) 4020-0057

QMSW 4 - Sudoeste, Brasília - DF
(61) 2196-5300

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100
(11) 3040-8000

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080
(21) 2545-4000

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010
(11) 3821-5300

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096
(21) 2729-1000