Entenda por que a estabilidade do grau e a idade são critérios mais decisivos que o número isolado para a cirurgia refrativa.
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Você ajusta os óculos no rosto pela décima vez no dia ou sente o incômodo das lentes de contato após horas de uso. Nesse momento, a ideia de acordar enxergando com nitidez, sem depender de acessórios, parece um sonho. É quando surge a pergunta: será que meu grau de miopia já é suficiente para fazer a cirurgia?
A dúvida sobre o "grau mínimo" para a cirurgia refrativa é uma das mais comuns nos consultórios oftalmológicos. Embora exista uma referência, a decisão para o procedimento vai muito além de um único número na receita dos seus óculos.
Por isso, a avaliação de um oftalmologista é indispensável. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
De forma geral, a cirurgia refrativa a laser para miopia pode ser indicada para pacientes com grau a partir de -0,75 ou -1,0 dioptria. Estudos indicam que, embora a cirurgia seja geralmente indicada a partir de 1 grau, a avaliação detalhada da córnea e a estabilidade ocular são os fatores mais importantes a serem considerados. É importante observar também o tipo de miopia antes de considerar a cirurgia.
É relevante notar que as cirurgias a laser demonstram alta segurança, mesmo em casos de graus considerados baixos, abaixo de seis dioptrias. A dioptria, popularmente conhecida como "grau", é a unidade que mede a capacidade de refração de uma lente para corrigir erros como miopia, hipermetropia e astigmatismo.
Operar um grau considerado baixo depende muito do impacto que ele causa na qualidade de vida do paciente. Um profissional pode depender da visão nítida para sua atividade e sentir grande benefício com a correção, enquanto outra pessoa pode não se incomodar tanto.
A miopia costuma ser classificada de acordo com a sua intensidade:
Mais decisivo que a quantidade de dioptrias é a estabilidade do grau. De fato, a estabilidade ocular e uma avaliação detalhada da córnea são consideradas mais relevantes para a indicação cirúrgica do que o grau em si.
O olho humano pode continuar seu processo de crescimento e mudança até o início da vida adulta. A idade do paciente e a estrutura da córnea também são fatores mais decisivos do que o número isolado da miopia. Realizar a cirurgia enquanto o grau ainda está em progressão pode resultar no retorno da miopia alguns anos depois, exigindo novamente o uso de óculos.
Por essa razão, oftalmologistas exigem que o grau refrativo do paciente esteja estável há, no mínimo, um ano. Essa estabilidade é confirmada através da comparação de exames recentes com os anteriores. Geralmente, essa estabilização ocorre por volta dos 21 anos de idade.
A indicação para a cirurgia de miopia depende de uma avaliação completa. O oftalmologista considera uma série de fatores para garantir a segurança e a eficácia do procedimento. Os principais são:
A maioria dos cirurgiões recomenda que o paciente tenha no mínimo 21 anos. Ter no mínimo 21 anos e o grau de miopia estabilizado são critérios mais importantes do que o valor do grau isolado para a decisão cirúrgica.
É importante que pacientes míopes avaliem contraindicações como a idade mínima e a estabilização do grau, pois são fatores essenciais para o sucesso e segurança do procedimento.
Essa é a idade em que, na maioria das pessoas, o grau tende a se estabilizar de forma definitiva, reduzindo os riscos de regressão da miopia após a cirurgia.
A estrutura ocular precisa ser saudável. A estabilidade ocular e uma avaliação detalhada da córnea são consideradas mais importantes do que o grau em si, inclusive para prevenir riscos como a ectasia pós-cirúrgica.
A córnea, tecido transparente que é remodelado pelo laser, deve ter espessura e curvatura adequadas para suportar o procedimento. Condições como ceratocone, glaucoma descontrolado, olho seco severo ou doenças na retina podem contraindicar a cirurgia.
Para verificar a saúde ocular, uma série de exames é realizada. Os mais comuns incluem a topografia de córnea (que mapeia sua superfície e curvatura) e a paquimetria (que mede sua espessura). Esses exames fornecem os dados necessários para o planejamento cirúrgico e para identificar possíveis riscos.
A cirurgia refrativa a laser, como as técnicas PRK e LASIK, tem um limite de correção. Geralmente, ela é indicada para miopias de até -10 ou -12 dioptrias. Acima disso, a remoção de tecido da córnea necessária para a correção seria muito grande, o que poderia comprometer a segurança e a estrutura do olho.
Para pacientes com alta miopia, existem alternativas seguras e eficazes, como as lentes fácicas (conhecidas pela sigla ICL). Elas funcionam como uma lente de contato implantada permanentemente dentro do olho, sem remover tecido da córnea. Esta técnica oferece uma correção de alta qualidade para graus que estão fora do alcance do laser.
É muito comum que um paciente tenha miopia associada ao astigmatismo. As tecnologias modernas de cirurgia a laser são programadas para corrigir ambos os erros refrativos no mesmo procedimento, proporcionando uma visão nítida tanto para longe quanto para os contornos das imagens.
A única forma de determinar se você pode realizar a cirurgia de miopia é através de uma consulta com um médico oftalmologista. Apenas um especialista pode realizar a avaliação completa, solicitar os exames necessários e discutir as melhores opções para o seu caso específico.
A decisão é baseada em um tripé de segurança: grau estabilizado, idade adequada e, principalmente, uma córnea saudável e com espessura suficiente. Atender a esses critérios é o que garante os melhores resultados e a sua segurança a longo prazo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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