A artrite reumatoide é uma doença que causa inflamação e pode interferir na doação de sangue; a avaliação considera o controle da doença, os remédios e as condições de saúde
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Pessoas com artrite reumatoide podem ter restrições para doar sangue, dependendo do estado da doença e dos remédios usados. A condição é uma doença inflamatória que afeta o sistema imunológico e pode exigir tratamentos que interferem nos critérios para a doação.
A avaliação feita pelo médico antes da coleta considera o controle da doença, as condições de saúde e os medicamentos em uso. Alguns tratamentos podem impedir a doação por um período ou fazer com que ela não seja indicada, conforme as regras do hemocentro.
Sendo assim, a decisão não depende só do diagnóstico de artrite reumatoide, mas de uma análise individual de cada paciente. Por isso, é importante informar à instituição responsável pela coleta o histórico de saúde e os tratamentos usados antes da doação.
Reumatologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com artrite reumatoide. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Segundo as diretrizes do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pessoas com doenças autoimunes sistêmicas, como a artrite reumatoide, podem ser consideradas inaptas de forma definitiva para doar sangue.
Em geral, essa restrição acontece por causa do quadro inflamatório causado pela doença, que pode afetar todo o organismo, e do uso contínuo de medicamentos que alteram o funcionamento do sistema de defesa do corpo do paciente.
Mesmo assim, alguns hemocentros avaliam situações específicas. Em casos de pacientes sem sintomas há um tempo, com a doença em remissão e sem uso de remédios que alterem o sistema imunológico, pode ter uma análise para definir a possibilidade de doação.
Leia também: Artrite reumatoide pode virar lúpus? Entenda a relação entre os quadros
A restrição para a doação de sangue por pessoas com artrite reumatoide considera dois fatores principais: as características da própria doença e os remédios usados no tratamento. Esses pontos são avaliados porque podem representar riscos ao receptor do sangue.
A artrite reumatoide acontece quando o sistema imunológico começa a atacar tecidos saudáveis do próprio corpo, principalmente as articulações. Esse processo causa a produção de substâncias inflamatórias e autoanticorpos, que circulam pelo sangue.
Sendo assim, quem tem artrite reumatoide pode apresentar níveis altos de células e substâncias ligadas à inflamação, diferente do que ocorre em pessoas sem a doença. A presença desses componentes é um dos fatores considerados para evitar a doação.
Ainda não existe uma comprovação completa de que uma resposta autoimune possa ser transmitida por meio de uma transfusão. Mesmo assim, a presença desses elementos no sangue é considerada um critério de exclusão por precaução e segurança dos pacientes.
O uso de medicamentos pelos pacientes é um dos principais motivos para a restrição da doação de sangue. O tratamento da artrite reumatoide costuma envolver remédios que alteram o funcionamento do sistema imunológico para controlar a doença, e podem incluir:
Esses medicamentos podem circular no sangue do doador e chegar ao receptor durante uma transfusão, interferindo no funcionamento do sistema de defesa. Para uma pessoa que já está com a saúde fragilizada, receber sangue com traços de remédios que reduzem a ação do sistema imunológico pode representar um risco.
Leia também: Até que idade pode fazer doação de sangue e quem pode doar? Veja
As regras dos hemocentros seguem critérios rigorosos e padronizados. Para doenças autoimunes sistêmicas, ou seja, que podem afetar diferentes órgãos e partes do corpo, como a artrite reumatoide e o lúpus, a restrição para doar sangue é considerada definitiva.
Algumas situações específicas de doenças autoimunes que atingem apenas um órgão e não envolvem o uso de medicamentos que atuam em todo o organismo podem ser avaliadas pela equipe de triagem na instituição responsável pela coleta.
Muitas doenças reumáticas autoimunes seguem critérios parecidos quando o assunto é doação. As principais regras de avaliação são definidas com base em diretrizes de órgãos oficiais como o Ministério da Saúde e a Anvisa:
Além das doenças citadas, outras condições reumáticas podem ter regras específicas para a doação de sangue. Por isso, quem tem uma doença desse grupo deve consultar o hemocentro antes de doar, já que os critérios podem mudar conforme as regras do local.
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A doação de órgãos e de medula óssea segue regras diferentes da doação de sangue.
Como são procedimentos de alta complexidade e podem representar a única chance de tratamento para algumas pessoas, a avaliação dos riscos e benefícios é feita de forma individual por equipes médicas especializadas.
Em geral, doenças autoimunes sistêmicas também impedem o cadastro como doador de medula óssea. Já no caso da doação de órgãos, a decisão depende do tipo de órgão, do controle da doença e de uma avaliação médica detalhada.
Sendo assim, é importante conversar com o reumatologista sobre cada possibilidade.
A impossibilidade de doar sangue pode gerar frustração, mas o desejo de ajudar continua sendo importante e pode ser direcionado para outras formas de apoio, como:
Mesmo sem poder doar sangue, a participação na conscientização e no incentivo à doação ajuda a manter os estoques dos hemocentros e contribui para que mais pessoas recebam o sangue de que precisam. Essa também é uma forma importante de ajudar a salvar vidas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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