O pré-natal reduz riscos para mãe e bebê durante a gestação; o uso de anticoagulantes exige cuidados antes do parto
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Receber o diagnóstico de trombofilia durante a gravidez pode transformar a alegria da espera em um mar de incertezas.
Embora a condição aumente o risco de formação de coágulos e exija um acompanhamento mais cuidadoso ao longo da gravidez, isso não significa que a cesariana seja a única opção. Com um pré-natal bem planejado, controle adequado da doença e acompanhamento especializado, é possível conduzir a gestação e o parto com segurança para a mãe e o bebê.
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Trombofilia é uma condição, hereditária ou adquirida, que aumenta a propensão do corpo a formar coágulos sanguíneos (trombos) de forma inadequada. O corpo da mulher já passa por alterações fisiológicas que o tornam mais propenso à coagulação durante a gestação, um mecanismo natural para prevenir hemorragias excessivas no parto.
Quando a trombofilia se soma a esse estado, os riscos de complicações aumentam. Entre elas, estão a trombose venosa profunda, embolia pulmonar e eventos na placenta que podem afetar o desenvolvimento do bebê. Por isso, o tratamento com medicamentos anticoagulantes, geralmente a heparina de baixo peso molecular, é essencial durante toda a gravidez.
Leia também: Trombofilia na gravidez: o que é e cuidados
Mulheres com trombofilia podem ter um parto normal. A condição não representa uma indicação absoluta para uma cesariana. A decisão sobre a melhor via de parto é sempre baseada em uma avaliação completa da saúde materna e fetal, não apenas no diagnóstico isolado da trombofilia.
A via vaginal mantém-se como uma opção na prática obstétrica, principalmente quando há tratamento preventivo adequado. O Ministério da Saúde aponta que mulheres que fazem cesariana têm um risco quatro vezes maior de desenvolver trombose venosa profunda do que aquelas que fizeram parto vaginal. Ainda assim, o recomendado é que a via de parto deve seguir critérios obstétricos.
A preferência pelo parto normal em gestantes com trombofilia está diretamente ligada à redução de riscos. Uma cirurgia cesariana, por ser um procedimento invasivo de maior porte, eleva consideravelmente o risco de eventos tromboembólicos no pós-operatório.
Veja os principais motivos para a indicação do parto vaginal:
A cesárea fica reservada para situações em que há uma indicação obstétrica clara, como a posição do bebê ou alguma complicação aguda, independentemente da trombofilia.
O principal ponto de atenção para o parto de uma mulher com trombofilia é o manejo do anticoagulante.
O tratamento para trombofilia na gravidez precisa ser interrompido com uma antecedência segura para minimizar o risco de hemorragia durante o parto e permitir o uso de anestesia, como a peridural ou a raquianestesia. Segundo informações do Ministério da Saúde, o planejamento geralmente envolve:
Se o trabalho de parto começar espontaneamente, é fundamental comunicar imediatamente à equipe médica qual foi o horário da última aplicação do anticoagulante. Assim é possível que as decisões corretas sobre a anestesia e o manejo sejam tomadas.
Para garantir a segurança da mãe e do bebê, o planejamento é a palavra de ordem. Um pré-natal de alto risco bem conduzido e a comunicação transparente com a equipe de saúde são indispensáveis. Além do manejo do anticoagulante, outros cuidados incluem:
Conversar abertamente com seu médico, tirar todas as dúvidas e participar ativamente das decisões são passos essenciais para se sentir segura e confiante para o nascimento do seu bebê. Ter trombofilia exige cuidados, mas não impede a vivência de um parto normal.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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