A dificuldade para enxergar de longe, ou miopia, não é toda igual. Conheça as classificações que guiam o diagnóstico e o tratamento.
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A cena é familiar: as letras no quadro da escola, a placa de trânsito ao longe ou o rosto de um amigo do outro lado da rua parecem borrados. Esse é o principal sintoma da miopia, um dos erros refrativos mais comuns no mundo. No entanto, o que muitos não sabem é que existem diferentes tipos de miopia, classificados conforme sua causa e gravidade.
Compreender essas diferenças é fundamental para entender o diagnóstico e a importância do acompanhamento médico. A condição pode variar de um simples desvio que se estabiliza na vida adulta até uma forma progressiva com riscos à saúde da retina.
Por isso, a avaliação de um oftalmologista é indispensável. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A miopia ocorre quando a imagem se forma à frente da retina, em vez de diretamente sobre ela. Isso faz com que objetos distantes percam a nitidez. A condição se divide principalmente em dois tipos: a refrativa, que acontece por alterações nas lentes do olho, e a axial, causada pelo alongamento do globo ocular.
Além da causa, a miopia também é categorizada pela sua intensidade, medida em dioptrias (popularmente conhecidas como "graus"). Essa medida determina se a condição é leve, moderada ou alta, o que influencia diretamente as opções de tratamento e os cuidados necessários.
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A estrutura do olho é o principal fator para determinar a origem da miopia. As alterações podem ocorrer tanto no comprimento do globo ocular quanto na curvatura de suas lentes naturais, a córnea e o cristalino.
Este é o tipo mais comum, especialmente em casos de graus mais elevados. Na miopia axial, o globo ocular tem um comprimento maior do que o normal, do eixo anteroposterior. Assim, mesmo que a córnea e o cristalino tenham curvaturas normais, a distância extra faz com que a luz foque antes de alcançar a retina.
Em casos de miopia axial grave, o crescimento do olho pode causar o afinamento de suas estruturas internas. Esse afinamento eleva o risco de desenvolver complicações na visão.
Neste caso, o comprimento do olho é normal, mas a córnea ou o cristalino (ou ambos) são mais curvos do que deveriam. Essa curvatura acentuada aumenta o poder de refração do olho, fazendo com que os raios de luz convirjam muito cedo, também antes da retina. É uma causa frequente de miopias de grau baixo a moderado.
Menos comum, este tipo de miopia é consequência de outras condições de saúde. Por exemplo, alterações nos níveis de glicose em pacientes com diabetes podem afetar o cristalino, modificando seu índice de refração. O desenvolvimento inicial da catarata também pode induzir um aumento temporário da miopia.
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A intensidade da miopia é medida pelo exame de refração e expressa em dioptrias negativas (-). Essa classificação ajuda o oftalmologista a determinar a melhor abordagem para a correção visual e a monitorar a progressão do quadro.
A alta miopia, que se caracteriza por graus elevados ou pelo olho mais longo, é o principal fator de risco para a miopia patológica e para o surgimento de lesões na retina. Essa condição, especialmente acima de -6,00 dioptrias, não é apenas uma questão de precisar de lentes mais fortes. O alongamento excessivo do globo ocular na miopia axial estica a retina e outras estruturas internas, tornando-as mais frágeis.
Essa condição, muitas vezes chamada de miopia degenerativa ou patológica, aumenta significativamente o risco de desenvolver problemas graves, como:
O crescimento do olho, comum na alta miopia, também pode reduzir a circulação sanguínea na retina periférica. Essa redução eleva o risco de complicações oculares quando comparada à miopia simples. Por isso, pacientes com alta miopia devem realizar exames oftalmológicos completos e regulares, incluindo o mapeamento de retina, para detectar qualquer alteração precocemente.
Uma forma particular é a miopia congênita, que merece destaque pela sua apresentação precoce e características distintas.
Como o nome indica, é a miopia que está presente desde o nascimento ou se desenvolve nos primeiros meses de vida. Frequentemente, está associada a graus mais elevados e pode estar ligada a outras condições, como a prematuridade.
O diagnóstico precoce, através do teste do olhinho e exames oftalmológicos pediátricos, é crucial para garantir o desenvolvimento visual adequado da criança.
A única forma de diagnosticar corretamente a miopia e classificar seu tipo e grau é por meio de uma consulta com um médico oftalmologista. Durante o exame, o profissional irá realizar a medição da refração e avaliar a saúde de todas as estruturas oculares, como córnea, cristalino e retina.
Com base no diagnóstico completo, será possível indicar a melhor forma de correção (óculos, lentes de contato ou cirurgia refrativa) e definir a frequência ideal para o acompanhamento da saúde dos seus olhos.
É muito comum que uma pessoa tenha miopia e astigmatismo ao mesmo tempo. Enquanto a miopia é causada por um erro no foco para longe, o astigmatismo ocorre devido a uma irregularidade na curvatura da córnea ou do cristalino, que cria múltiplos pontos de foco e distorce a visão tanto para perto quanto para longe.
Quando associados, os dois erros refrativos são corrigidos simultaneamente com lentes oftálmicas ou de contato específicas, ou através de procedimentos cirúrgicos. A avaliação oftalmológica é essencial para identificar e quantificar cada uma das condições.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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