O sangue doado é analisado para verificar a presença de infecções que podem colocar pacientes em risco; essa avaliação determina se a bolsa será liberada para a transfusão
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Na doação de sangue, os profissionais fazem uma entrevista, verificam algumas condições de saúde do doador e analisam amostras do sangue coletado. Tudo isso ajuda a avaliar se a doação pode ser feita com segurança e se o sangue vai poder ser usado em transfusões.
Depois da coleta, o sangue passa por análises que investigam infecções que podem ser transmitidas aos pacientes. Os hemocentros também verificam informações importantes, como o tipo sanguíneo e a presença de substâncias que podem interferir na transfusão.
No geral, os resultados dessas análises mostram se a bolsa de sangue pode ser liberada para uso. Quando alguma alteração é identificada, o material não é usado e o doador pode ser orientado pela equipe responsável.
Hematologistas são os médicos que podem orientar pacientes que desejam doar sangue e precisam passar pelos exames de triagem. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Antes da coleta, todo candidato à doação passa por uma etapa chamada de triagem clínica. Essa avaliação é sigilosa e ajuda a proteger tanto a pessoa que está doando quanto quem poderá receber o sangue em uma transfusão.
Nessa fase, a equipe de saúde faz algumas verificações para confirmar se a doação pode ser feita com segurança. Entre elas, estão a medição dos sinais vitais e uma avaliação rápida das condições de saúde do doador, o que inclui:
A triagem clínica também inclui um questionário sobre o histórico de saúde do candidato à doação, hábitos de vida, viagens recentes e uso de remédios. As informações fornecidas nessa etapa ajudam a identificar situações que podem aumentar o risco de transmissão de doenças pelo sangue, mesmo na ausência de sintomas.
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Depois da aprovação na triagem clínica e da coleta do sangue, algumas amostras seguem para análise em laboratório. Nessa etapa, os profissionais fazem avaliações que ajudam a verificar se o sangue pode ser usado com segurança em transfusões.
Essas análises são divididas em dois grupos principais: os exames imuno-hematológicos, que avaliam características do sangue importantes para a transfusão, e os exames sorológicos, que investigam infecções que podem ser transmitidas pelo sangue.
A primeira análise feita é a imuno-hematológica, que identifica características do sangue importantes para a compatibilidade entre doador e receptor. Nessa etapa, os profissionais fazem exames como a tipagem sanguínea e a pesquisa de anticorpos:
Os resultados desses exames ficam registrados junto às informações da bolsa de sangue e são usados nas etapas seguintes da transfusão. Com esses dados, os serviços de saúde conseguem selecionar o sangue certo para cada paciente.
Todo sangue doado no Brasil passa por exames obrigatórios para detectar infecções que podem ser transmitidas em transfusões. Esses testes fazem parte das exigências do Ministério da Saúde para a liberação das bolsas de sangue e incluem exames de:
Nem todas as condições investigadas nesses exames causam sintomas nas fases iniciais. Por isso, as análises feitas depois da doação ajudam a identificar quadros que podem não ser percebidos pelo próprio doador.
Além desses exames, os hemocentros no Brasil usam o Teste de Ácido Nucleico, ou NAT. Essa tecnologia permite identificar o material genético dos vírus HIV e das hepatites B e C nas amostras de sangue.
Uma das principais vantagens do NAT é a redução da chamada janela imunológica, período entre a infecção e o momento em que ela pode ser detectada pelos exames convencionais. Como consegue identificar a presença do vírus mais cedo, o teste contribui para aumentar a segurança do sangue destinado às transfusões.
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Um resultado alterado nos exames de triagem não significa, necessariamente, a confirmação de uma doença. Quando algum exame tem alteração, o hemocentro entra em contato com o doador de forma sigilosa e pede uma nova coleta para confirmar o resultado.
Se a alteração for confirmada, a bolsa de sangue é descartada e não pode ser usada em transfusões. O doador recebe orientações da equipe de saúde e pode ser encaminhado para acompanhamento e realização de outros exames, quando necessário.
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Os exames feitos durante a doação de sangue têm como objetivo garantir a segurança das transfusões. Embora incluam a investigação de infecções como HIV, hepatites, sífilis, doença de Chagas e HTLV, eles não substituem consultas médicas nem os exames pedidos para avaliar a saúde geral de uma pessoa.
Por esse motivo, a doação de sangue não deve ser usada como forma de fazer exames de rotina. Em casos de suspeita de infecção ou de necessidade de acompanhamento da saúde, a recomendação é procurar atendimento médico. A doação é um ato voluntário que depende de informações certas durante a triagem para ajudar a proteger os pacientes.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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