Saiba como planejar seu afastamento do trabalho e das atividades diárias para garantir o sucesso do procedimento e a saúde dos seus olhos
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A data da cirurgia está marcada e, em meio a tantos preparativos, uma dúvida prática surge: quanto tempo de repouso será necessário após o transplante de córnea? Planejar o afastamento do trabalho, dos estudos e das atividades domésticas é essencial não apenas para a sua organização, mas principalmente para o sucesso do procedimento.
A recuperação, conhecida como pós-operatório, é uma fase tão importante quanto a própria cirurgia. O tempo de repouso varia significativamente de pessoa para pessoa, dependendo do tipo de transplante realizado e da resposta individual do organismo.
O acompanhamento médico é fundamental para uma recuperação segura após o transplante de córnea. Agende uma avaliação na Rede Américas e saiba quais cuidados são indicados para o seu caso.
O que acontece logo após a cirurgia de transplante de córnea?
Ao final do transplante de córnea, o olho operado é protegido com um curativo oclusivo ou um protetor de acrílico. É comum sentir um leve desconforto, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento e sensibilidade à luz (fotofobia) nos primeiros dias. Esses sintomas são parte do processo inflamatório inicial.
O cirurgião pode prescrever colírios antibióticos e anti-inflamatórios que devem ser aplicados rigorosamente conforme a orientação. Esses medicamentos são essenciais para controlar a inflamação, prevenir infecções nos olhos e diminuir o risco de rejeição da nova córnea.
O período mais crítico para a cicatrização inicial acontece nas duas primeiras semanas, de acordo com o sistema público de saúde do Reino Unido (NHS, sigla em inglês). A recomendação médica costuma ser de um repouso relativo, mas com restrições claras para garantir que o enxerto se mantenha estável.
Segundo o Protocolo Clínico para Pacientes Submetidos ao Transplante de Córnea, do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) o ideal é permanecer em casa, evitando aglomeração de pessoas, a fim de evitar traumas oculares.
O recomendado também é evitar o esforço físico e não abaixar a cabeça, seja para amarrar o sapato ou pegar um objeto no chão.
A recuperação do transplante de córnea é um processo longo e gradual. A melhora da visão não é imediata e acontece conforme a córnea cicatriza e os pontos são ajustados ou removidos.
Durante o primeiro mês, as visitas ao oftalmologista são frequentes para avaliar a cicatrização e a pressão intraocular. As restrições a esforços físicos continuam. É fundamental proteger o olho de qualquer impacto, utilizando protetor de acrílico para dormir e óculos de sol em ambientes externos.
Este é o período em que a visão tende a se estabilizar. A nitidez melhora progressivamente, mas flutuações podem ocorrer.
Com a moderna técnica de transplante de córnea endotelial da membrana de Descemet (DMEK), a recuperação visual pode ser acelerada, diz pesquisa publicada na BMC Ophthalmology. Técnicas lamelares, como a DMEK, visam otimizar os resultados visuais pós-operatórios, proporcionando uma recuperação mais rápida.
Conforme informações do NHS, a visão leva até 6 meses se apenas a camada interna da córnea for substituída. O tempo aumenta para 18 meses se forem trocadas as camadas externa e média, e até 2 anos se toda a córnea for retirada.
Além de evitar lugares com aglomeração, evitar esforço físico e abaixar a cabeça, é necessário não realizar atividade sexual ou carregar peso por 30 dias. Já para quem dirige, é preciso esperar 60 dias para poder voltar a dirigir.
Também é preciso não coçar e não tocar no olho operado. A prática de esportes como futebol, natação e outros que o médico indicar também não devem ser realizados. Tudo isso em conformidade com o protocolo da UFES.
O retorno ao trabalho depende diretamente da natureza da sua ocupação. Para atividades de escritório ou que não envolvam esforço físico, o afastamento costuma ser de 2 semanas, formalizado por meio de atestado médico.
Já para profissões que exigem esforço físico, exposição a ambientes contaminados ou risco de trauma, como construção civil ou agricultura, o afastamento pode ser consideravelmente maior, chegando a vários meses. A decisão final será sempre do seu cirurgião oftalmologista, que avaliará a segurança do seu retorno.
As suturas utilizadas no transplante de córnea ajudam a fixar o enxerto e moldar sua curvatura, o que impacta diretamente no astigmatismo. A remoção dos pontos não costuma ser dolorosa e é feita no próprio consultório.
O processo pode começar alguns meses após a cirurgia e se estender por mais de um ano, com a retirada de um ou mais pontos por vez. Cada remoção pode alterar o grau do olho, exigindo um período de adaptação e, eventualmente, a atualização das lentes dos óculos.
Leia também: O que pode ser irritação ocular e como aliviar o desconforto
Apesar do alto índice de sucesso, é fundamental estar atento a sinais que possam indicar complicações, como infecção ou rejeição. Procure o médico imediatamente se apresentar:
O diagnóstico precoce de uma crise de rejeição aumenta significativamente as chances de revertê-la com tratamento adequado, geralmente intensificando o uso de colírios corticoides.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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