A cólica renal provoca uma das dores mais intensas que existem; náuseas e sangue na urina podem acompanhar a crise
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Uma dor súbita e excruciante surge na região das costas, tão forte que impede qualquer movimento. Ela vai e vem em ondas, podendo causar náusea e mal-estar. Essa cena descreve o início de uma crise de cólica renal, um dos eventos de dor mais intensos que uma pessoa pode experimentar.
Apesar de assustadora, ela é um sinal do corpo de que algo está errado no sistema urinário. Se você apresenta sintomas compatíveis com cólica renal, procure avaliação médica o quanto antes na Rede Américas.
A cólica renal, também chamada de cólica nefrética, é uma dor aguda e severa que ocorre quando há um bloqueio no fluxo de urina do rim para a bexiga. A causa mais frequente para essa obstrução é um cálculo renal que se desloca e fica preso em algum ponto do ureter, o canal que conecta o rim à bexiga.
A obstrução impede a passagem da urina, que se acumula e aumenta a pressão dentro dos rins. É essa dilatação súbita do sistema urinário que distende as terminações nervosas e provoca a dor intensa e característica da cólica. A dor lombar aguda e lancinante pode irradiar para o abdômen e causar náuseas.
Os sinais da cólica renal são bastante marcantes e ajudam a diferenciá-la de outras dores. Eles podem ser divididos entre a dor principal e outros sintomas associados.
A dor é a manifestação clínica predominante e possui características muito específicas. Veja a seguir:
Além da dor, a crise de cólica renal pode vir acompanhada de outros sintomas que reforçam a necessidade de avaliação médica:
Febre e calafrios podem indicar a presença de uma infecção urinária associada à obstrução, o que representa uma emergência médica.
A formação de cálculos renais é a principal responsável pela cólica. Essas "pedras" são formadas pelo acúmulo de cristais presentes na urina, como oxalato de cálcio, ácido úrico ou estruvita. Fatores de risco para sua formação incluem:
A localização da sensação dolorosa pode levar à confusão com outros problemas de saúde. Por isso, a avaliação médica é essencial para um diagnóstico diferencial preciso. Veja abaixo as diferenças mais comuns:
Devido à intensidade da dor, a recomendação principal é procurar um serviço de pronto-atendimento. Tentar suportar em casa pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequado, além de ser um sofrimento desnecessário.
A automedicação não é recomendada. Alguns anti-inflamatórios, por exemplo, podem ser contraindicados dependendo da função renal do paciente. No hospital, a equipe médica poderá administrar analgésicos e outras medicações potentes por via intravenosa para um alívio mais rápido e seguro.
O diagnóstico começa com a avaliação clínica e a descrição dos sintomas. Para confirmar a presença, o tamanho e a localização do cálculo, o médico pode solicitar exames de imagem, como ultrassonografia.
O procedimento mais frequentemente realizado é a tomografia computadorizada, considerada o padrão-ouro para essa avaliação.
O tratamento imediato visa controlar a crise. Após a fase aguda, a conduta dependerá do tamanho e da posição da pedra. Cálculos pequenos geralmente são eliminados naturalmente com o aumento da ingestão de líquidos e uso de medicações que ajudam a relaxar o ureter.
Pedras maiores ou que causam bloqueio persistente podem exigir outro métodos para sua remoção, como a litotripsia (ondas de choque) ou cirurgias endoscópicas.
Para quem já teve uma crise ou possui fatores de risco, a prevenção é a melhor estratégia. Abaixo estão algumas medidas preventivas:
O acompanhamento regular com um especialista é fundamental para quem tem tendência a formar pedras nos rins. O que permite a adoção de estratégias preventivas e a detecção precoce de novos problemas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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