A hidratação é fundamental, mas para pacientes renais a quantidade de água e outros líquidos deve ser controlada com rigor
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A recomendação de "beber bastante água" soa quase universal para uma vida saudável. Mas, para uma pessoa com insuficiência renal, essa simples orientação se transforma em uma questão complexa, que exige acompanhamento médico e disciplina rigorosa.
O controle da ingestão de água é fundamental e depende do estágio da doença renal, sendo o acompanhamento médico importante para evitar complicações graves como o inchaço. Monitorar a evolução da doença renal permite determinar o momento certo de limitar o consumo de água e prevenir o acúmulo excessivo de líquidos no corpo.
Cada estágio da insuficiência renal exige cuidados diferentes Consulte um especialista na Rede Américas e tenha um plano de tratamento individualizado.
Rins saudáveis funcionam como filtros inteligentes. Eles processam o sangue, removem toxinas e eliminam o excesso de líquidos do corpo através da urina. Essa função mantém o equilíbrio hídrico, a pressão arterial sob controle e previne o acúmulo de substâncias nocivas.
Quando a insuficiência renal se instala, essa capacidade de filtragem diminui. Os rins perdem progressivamente a habilidade de excretar água de forma eficiente. Assim, o líquido ingerido que não é eliminado começa a se acumular no organismo, gerando uma série de complicações.
A orientação sobre a ingestão de líquidos muda radicalmente dependendo da fase da doença renal crônica (DRC). Não existe uma regra única que sirva para todos os pacientes. A avaliação individualizada pelo nefrologista é indispensável.
Nestas fases, a função renal ainda é parcialmente preservada. Muitos pacientes conseguem eliminar líquidos normalmente. Em alguns casos, o médico pode até incentivar uma boa hidratação para ajudar a função renal remanescente.
Pessoas com insuficiência renal leve ou moderada podem até necessitar de hidratação extra para proteger os rins durante certos tratamentos, sempre sob rigorosa orientação médica.
À medida que a doença progride, a capacidade de produzir urina diminui. É neste ponto que a restrição de líquidos geralmente começa. Para quem tem insuficiência renal avançada, a menor eliminação de líquidos exige um controle ainda mais rigoroso.
Isso tudo para não gerar uma sobrecarga hídrica, evitando que resulte em problemas cardíacos, por exemplo. O médico nefrologista e o nutricionista passam a orientar um volume diário máximo, que leva em conta a quantidade de urina que o paciente ainda produz.
Para pacientes em tratamento dialítico, o controle de líquidos é extremamente rigoroso. Como os rins já não funcionam ou funcionam muito pouco, quase todo o líquido ingerido entre uma sessão de diálise e outra se acumula. Por isso, a restrição hídrica é obrigatória para evitar ganho de peso excessivo entre as sessões e complicações graves.
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O cálculo para pacientes com restrição hídrica severa, principalmente em diálise, é técnico e individualizado. Geralmente, a fórmula mais comum é baseada no volume de urina produzido em 24 horas, somado a uma quantidade fixa para compensar as perdas insensíveis (suor, respiração).
O termo "líquidos" não se refere apenas à água. Entram nesta conta: chás, sucos, leite, sopas, gelatinas, açaí, sorvetes e até mesmo frutas muito aquosas, como melancia. O controle deve ser sobre tudo que é líquido em temperatura ambiente.
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O acúmulo de líquidos, chamado de hipervolemia, pode causar consequências sérias e desconfortáveis. O controle rigoroso visa justamente evitar esses problemas, que incluem:
Gerenciar a sede quando se tem uma restrição hídrica é um dos maiores desafios do paciente renal. Algumas estratégias podem ajudar a aliviar o desconforto sem ultrapassar o limite diário estabelecido pelo médico.
Esta é uma dúvida comum e a resposta exige cautela. O ponto principal é que todas contam para o volume total diário. Além disso, algumas têm particularidades que precisam de atenção.
Em geral, adicionar gotas de limão à água não é um problema. O limão é rico em citrato, que pode ajudar a prevenir certos tipos de cálculos renais, de acordo com estudo publicado na Nutrients, em 2021. Mas, o potássio presente na fruta deve ser monitorado em pacientes com restrição desse mineral. A moderação é a chave.
A água de coco deve ser evitada pela maioria dos pacientes em estágios avançados. Ela é extremamente rica em potássio, um mineral que se acumula perigosamente no sangue quando os rins não funcionam bem, podendo causar arritmias cardíacas graves.
Qualquer alteração na dieta ou na ingestão de líquidos deve ser discutida previamente com o nefrologista ou nutricionista responsável pelo seu acompanhamento.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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