A neoplasia maligna da próstata pode ser identificada antes de causar sintomas; homens mais velhos e com casos da doença na família têm maior risco de desenvolver esse câncer
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A neoplasia maligna da próstata é um câncer que se desenvolve nas células da próstata. A doença pode não causar sintomas no início, mas alguns pacientes apresentam dificuldade para urinar, jato urinário fraco ou necessidade de urinar várias vezes por dia.
A presença desses sinais, porém, não significa que exista um câncer, já que o aumento benigno da próstata, prostatite e outros quadros também podem causar sintomas parecidos. Por isso, a avaliação médica considera o histórico do paciente e os resultados dos exames.
A investigação pode incluir o exame de PSA, feito por meio de uma coleta de sangue, e o toque retal, que permite avaliar parte da próstata. Um resultado alterado nesses exames indica a necessidade de investigação, mas não confirma a presença do câncer.
Oncologistas são os médicos que podem diagnosticar, acompanhar e tratar pacientes com câncer de próstata. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A neoplasia maligna da próstata é um câncer que se desenvolve nas células da próstata, uma glândula que faz parte do sistema reprodutor masculino. Ela fica abaixo da bexiga e à frente do reto e produz parte do líquido que forma o sêmen.
A doença começa quando algumas células da próstata começam a crescer e se multiplicar sem controle, formando um tumor. Quando essas células são malignas, elas podem invadir tecidos próximos e, em alguns casos, chegar a outras partes do corpo, como os ossos.
O câncer de próstata não apresenta o mesmo comportamento em todos os homens. Muitos tumores crescem de forma lenta e permanecem restritos à próstata, enquanto outros podem crescer mais rápido e se espalhar para outros órgãos.
O câncer de próstata começa com alterações no DNA das células da próstata. Essas mudanças podem afetar os mecanismos que controlam o crescimento e a divisão celular, fazendo com que algumas células passem a se multiplicar de forma descontrolada.
Essas alterações no DNA podem aparecer durante a vida, quando acontecem erros na multiplicação celular. Em alguns casos, elas são herdadas dos pais e já estão presentes no organismo desde o nascimento.
O desenvolvimento do câncer pode envolver várias alterações genéticas acumuladas ao longo do tempo. Mudanças em genes como BRCA1, BRCA2 e HOXB13, por exemplo, estão associadas ao desenvolvimento da doença em parte dos homens.
Leia também: Diagnóstico do câncer de próstata: entenda os exames e sintomas
A idade é o principal fator de risco para o câncer de próstata, pois a chance de desenvolver a doença aumenta com o envelhecimento, sobretudo após os 60 anos. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, nove em cada dez homens diagnosticados têm mais de 55 anos.
O histórico familiar de câncer de próstata também aumenta o risco. Assim, homens cujo pai ou irmão tiveram a doença antes dos 60 anos apresentam maior chance de desenvolvê-la, sendo que esse histórico pode estar relacionado a alterações genéticas herdadas.
Além desses pontos, homens negros apresentam maior incidência de câncer de próstata e maior risco de desenvolver formas mais graves da doença, enquanto o excesso de gordura corporal está associado a maior risco de quadros avançados.
Nos estágios iniciais, o câncer de próstata pode não causar sintomas. Muitos homens só percebem alterações quando a doença avança ou quando o tumor provoca mudanças no funcionamento da próstata e das estruturas que estão perto dela.
Com o avanço do quadro, podem aparecer alterações na forma de urinar, como dificuldade para começar, demora para terminar, jato mais fraco e necessidade de ir ao banheiro várias vezes. A presença de sangue na urina também pode acontecer em alguns casos.
Esses sinais não significam, necessariamente, que existe um diagnóstico de câncer, já que alterações benignas da próstata e inflamações também podem causar sintomas parecidos. Por isso a presença deles precisa ser avaliada por um médico, sobretudo quando existe:
A intensidade dos sintomas não mostra, sozinha, o quanto a doença é grave. Um câncer pode causar poucos sinais mesmo em fases mais avançadas, enquanto alterações benignas da próstata podem provocar sintomas mais fortes.
A avaliação da gravidade depende de exames que mostram o tamanho do tumor, o grau das células e se houve disseminação para outras partes do corpo, o que ajuda a determinar o estágio da doença e a escolher o tratamento certo para cada caso.
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A detecção precoce pode aumentar as chances de um tratamento bem-sucedido quando o câncer de próstata é identificado em uma fase inicial. Assim, a investigação pode envolver o exame de PSA no sangue e o toque retal, conforme a indicação de cada caso:
Resultados fora do esperado no PSA ou no toque retal não significam, por si só, que existe câncer. Em alguns casos, infecções, inflamações e o aumento benigno da próstata também podem causar alterações nesses exames, sem que haja um tumor maligno.
Quando os resultados levantam suspeitas, outros exames podem ser pedidos pelo médico para investigar melhor a situação. A ressonância magnética, por exemplo, pode mostrar áreas alteradas na próstata e, com isso, ajudar a definir se é preciso fazer uma biópsia.
Leia também: Quanto tempo de repouso após biópsia de próstata é preciso?
A confirmação do câncer de próstata é feita pela análise, em laboratório, de pequenos fragmentos retirados da próstata durante a biópsia. Nesse caso, exames de imagem podem mostrar áreas suspeitas e ajudar o médico a escolher onde as amostras serão coletadas.
Quando a análise encontra células cancerosas, o especialista avalia as características e atribui o escore de Gleason, que mostra o quanto as células do tumor se parecem com as células normais, e pontuações mais altas estão associadas a tumores mais agressivos.
Em geral, o escore de Gleason ajuda a estimar como o câncer pode evoluir e a escolher o tratamento mais adequado. Essa avaliação considera o grau do tumor junto com o nível de PSA, os resultados dos exames de imagem e outras informações sobre a doença.
Leia também: Qual o tamanho da próstata em risco de câncer? Entenda se há relação
O câncer de próstata conta com diferentes opções de tratamento, principalmente quando a doença é identificada no início. Conforme o Ministério da Saúde, se o tumor estiver restrito à próstata, as chances de cura podem chegar a 90%.
Nesse sentido, a escolha do tratamento depende do estágio do tumor, da idade e das condições gerais de saúde do paciente. As opções incluem cirurgia para retirar a próstata, radioterapia e tratamentos que bloqueiam alguns hormônios.
O oncologista pode ser procurado depois da confirmação do câncer de próstata ou quando existe uma suspeita de que a doença tenha avançado, já que o especialista é responsável por avaliar o caso e acompanhar a evolução do quadro com o passar do tempo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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