A cardiopatia congênita está presente desde o nascimento e afeta diferentes partes do coração; o jeito de tratar varia e pode incluir acompanhamento, remédios ou cirurgias
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A cardiopatia congênita é uma alteração na estrutura ou no funcionamento do coração presente desde o nascimento. Ela se desenvolve durante a gravidez e pode atingir as paredes, as válvulas ou os vasos sanguíneos ligados ao órgão.
Em geral, existem vários tipos de cardiopatia congênita, com diferentes níveis de gravidade. Algumas alterações são leves e não precisam de intervenção, enquanto outras mudam a circulação do sangue e exigem cuidados médicos, como remédios ou cirurgias.
O diagnóstico do problema pode acontecer durante a gestação, logo depois do parto ou mais tarde, na infância ou na vida adulta. Nesses casos, o ecocardiograma e outros exames ajudam o médico a confirmar a alteração e avaliar como o coração está funcionando.
Cardiologistas são os médicos que podem diagnosticar, acompanhar e tratar pacientes com cardiopatia congênita. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A cardiopatia congênita aparece durante a formação do coração do bebê, geralmente nas primeiras oito semanas de gravidez. O quadro está presente em cerca de 1% dos bebês e inclui problemas nas paredes do coração, válvulas e vasos que levam sangue para o corpo.
Algumas alterações são pequenas e podem desaparecer com o crescimento da criança, sem necessidade de cirurgia. Já outras dificultam a circulação do sangue e exigem cuidados médicos nos primeiros meses de vida, incluindo procedimentos ou operações.
Mesmo quando uma cirurgia corrige o problema, alguns pacientes precisam manter as consultas com o cardiologista ao longo da vida, pois o acompanhamento ajuda a identificar condições que podem aparecer com o passar dos anos e orientar os cuidados necessários.
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A causa exata da maioria das cardiopatias congênitas ainda é desconhecida. Mesmo assim, sabe-se que fatores genéticos e ambientais podem interferir na formação do coração na gravidez, e algumas condições de saúde e hábitos da gestante aumentam esse risco, como:
Uma cardiopatia congênita também pode fazer parte de uma síndrome genética, como a síndrome de Down. Quando há sinais que levantam essa suspeita, o médico pode pedir exames como o cariótipo, o microarray cromossômico ou o sequenciamento genético.
Nesses casos, o cariótipo avalia o número e a estrutura dos cromossomos. Já o microarray e o sequenciamento procuram alterações genéticas menores e mais específicas. A escolha do exame depende dos sintomas da criança e do histórico de saúde da família.
Em casos leves de cardiopatia congênita, a criança pode crescer sem sintomas, e a doença pode ser descoberta só na vida adulta, em um exame de rotina. Já em bebês com quadros moderados ou graves, os sinais costumam aparecer nos primeiros dias ou meses de vida.
No geral, é importante que os pais procurem um especialista se o recém-nascido tiver:
Algumas cardiopatias congênitas não causam sinais visíveis logo depois do nascimento. Nesse sentido, a avaliação do pediatra e o teste do coraçãozinho ajudam a identificar alterações que podem passar despercebidas nas primeiras 24 a 48 horas de vida.
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As cardiopatias congênitas podem ser classificadas em cianóticas e acianóticas. As primeiras reduzem a quantidade de oxigênio no sangue e podem deixar a pele e os lábios azulados ou arroxeados, enquanto as acianóticas não costumam causar essa alteração.
Sendo assim, os quadros mais comuns incluem a CIV, a CIA e a Tetralogia de Fallot.
A comunicação interatrial (CIA) e a comunicação interventricular (CIV) provocam uma abertura anormal nas paredes do coração. Na CIA, ela fica entre os átrios, que são as duas câmaras superiores. Já na CIV, aparece entre os ventrículos, as duas câmaras inferiores.
Esses problemas fazem o sangue se misturar do jeito errado no coração, aumentando a quantidade que chega aos pulmões e sobrecarregando esses órgãos. Aberturas pequenas podem fechar sozinhas na infância, enquanto as maiores podem precisar de cirurgias.
A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum, e tem esse nome por englobar quatro alterações: uma comunicação entre os ventrículos (CIV), o estreitamento da válvula pulmonar, o aumento do músculo do ventrículo direito e o deslocamento da aorta.
Essa combinação pode reduzir bastante a quantidade de oxigênio do corpo. Assim, bebês com esse quadro podem ter crises de cianose, quando a pele e os lábios ficam azulados ou arroxeados, principalmente durante o choro, e costumam precisar de cirurgia para tratar.
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A identificação precoce de uma cardiopatia congênita ajuda a definir o tratamento e os cuidados necessários para cada paciente, sendo que as alterações podem ser identificadas nos exames do pré-natal e, também, nas triagens feitas logo depois do nascimento.
O ecocardiograma fetal é um ultrassom que avalia o coração do bebê durante a gestação, permitindo observar a estrutura do órgão, o fluxo de sangue e o ritmo dos batimentos. Ele costuma ser feito entre a 18ª e a 24ª semana e ajuda a equipe médica a planejar os cuidados após o parto, inclusive em casos que podem precisar de cirurgia.
Depois do nascimento, o bebê passa pelo teste do coraçãozinho, que mede o nível de oxigênio no sangue. O exame não causa dor e faz parte da triagem neonatal feita nas maternidades do Brasil. Um sensor colocado na mão e no pé faz as medições e, se o resultado estiver alterado, o pediatra pode pedir outros exames, como o ecocardiograma.
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A escolha do tratamento depende do tipo de cardiopatia, da gravidade da alteração e das condições de saúde da criança. Enquanto alguns casos melhoram sozinhos e não precisam de intervenção, outros exigem um acompanhamento mais próximo:
Mesmo quando o tratamento corrige a alteração, alguns problemas cardíacos podem surgir ao longo da vida. Por isso, a pessoa pode precisar continuar com consultas ao cardiologista na adolescência e na fase adulta, além de fazer exames conforme o tipo de cardiopatia.
A palavra “cura” precisa ser entendida de acordo com o tipo de cardiopatia congênita. Em defeitos menores, como a CIA e a CIV, a cirurgia ou o cateterismo cardíaco podem corrigir o problema e fazer o coração funcionar normalmente.
Nas malformações complexas, as cirurgias corrigem a estrutura do coração para melhorar a circulação do sangue. Os avanços na medicina aumentaram a expectativa de vida, e muitas crianças chegam à vida adulta com boa capacidade para fazer as atividades da rotina.
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A avaliação com um cardiologista deve ser feita quando o pediatra encontra uma alteração no exame físico, como um sopro cardíaco, mesmo que a criança não tenha sintomas. O médico também pode avaliar resultados alterados em exames feitos durante a gestação.
O encaminhamento também pode acontecer quando há casos de cardiopatia congênita na família ou alguma condição genética relacionada a problemas no coração. Nesses casos, a avaliação ajuda a identificar possíveis quadros que ainda não foram diagnosticados.
Na vida adulta, quem nasceu com uma cardiopatia congênita pode precisar de uma avaliação antes de situações como exercícios de alta intensidade ou uma gestação. Essa necessidade depende do tipo de problema e de como o coração está funcionando.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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