InícioSaúdeDoenças

Revisado em: 04/09/2026

O que é cardiopatia congênita? Saiba as causas, os sintomas e como tratar

A cardiopatia congênita está presente desde o nascimento e afeta diferentes partes do coração; o jeito de tratar varia e pode incluir acompanhamento, remédios ou cirurgias

Resumo
  • A cardiopatia congênita se desenvolve durante a gravidez e pode alterar as paredes, as válvulas ou os vasos sanguíneos do coração, com diferentes níveis de gravidade;
  • Fatores genéticos e ambientais podem aumentar o risco, como histórico familiar, diabetes materno sem controle, infecções na gestação e uso errado de remédios;
  • Bebês com quadros mais graves podem ter respiração rápida, cansaço durante as mamadas, dificuldade para ganhar peso e pele ou lábios azulados ou arroxeados;
  • O diagnóstico pode ser feito no pré-natal ou após o nascimento, com exames como o ecocardiograma fetal e o teste do coraçãozinho, que mede o oxigênio no sangue;
  • O tratamento da cardiopatia depende do tipo de alteração e pode incluir remédios, cateterismo ou cirurgia, enquanto alguns casos leves não precisam de intervenção.

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google
o que é cardiopatia congênita​1.jpg

cardiopatia congênita é uma alteração na estrutura ou no funcionamento do coração presente desde o nascimento. Ela se desenvolve durante a gravidez e pode atingir as paredes, as válvulas ou os vasos sanguíneos ligados ao órgão.

Em geral, existem vários tipos de cardiopatia congênita, com diferentes níveis de gravidade. Algumas alterações são leves e não precisam de intervenção, enquanto outras mudam a circulação do sangue e exigem cuidados médicos, como remédios ou cirurgias.

O diagnóstico do problema pode acontecer durante a gestação, logo depois do parto ou mais tarde, na infância ou na vida adulta. Nesses casos, o ecocardiograma e outros exames ajudam o médico a confirmar a alteração e avaliar como o coração está funcionando.

Cardiologistas são os médicos que podem diagnosticar, acompanhar e tratar pacientes com cardiopatia congênita. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

Hospital

Localização

Agendamento

Hospital Nove de Julho Bela Vista

Rua Peixoto Gomide, 263

Marque seu horário com um cardiologista em São Paulo

Hospital Pró-Cardíaco

R. Gal. Polidoro, 192

Encontre um cardiologista no Rio de Janeiro

Hospital Bahia

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA

Agende a consulta com um cardiologista em Salvador

A Rede Américas conta com cardiologistas renomados.

Encontre um especialista perto de você!

O que é uma cardiopatia congênita?

A cardiopatia congênita aparece durante a formação do coração do bebê, geralmente nas primeiras oito semanas de gravidez. O quadro está presente em cerca de 1% dos bebês e inclui problemas nas paredes do coração, válvulas e vasos que levam sangue para o corpo.

Algumas alterações são pequenas e podem desaparecer com o crescimento da criança, sem necessidade de cirurgia. Já outras dificultam a circulação do sangue e exigem cuidados médicos nos primeiros meses de vida, incluindo procedimentos ou operações.

Mesmo quando uma cirurgia corrige o problema, alguns pacientes precisam manter as consultas com o cardiologista ao longo da vida, pois o acompanhamento ajuda a identificar condições que podem aparecer com o passar dos anos e orientar os cuidados necessários.

Leia também: Quem é considerado cardiopata? Veja tipos, cuidados e tratamentos

Quais as causas de problemas no coração do bebê?

A causa exata da maioria das cardiopatias congênitas ainda é desconhecida. Mesmo assim, sabe-se que fatores genéticos e ambientais podem interferir na formação do coração na gravidez, e algumas condições de saúde e hábitos da gestante aumentam esse risco, como:

  • Infecções virais durante a gestação, como a rubéola;
  • Consumo de álcool ou uso de drogas ilícitas durante a gravidez;
  • Histórico familiar de problemas cardíacos presentes desde o nascimento;
  • Diabetes materno sem controle antes da gestação ou nas primeiras semanas;
  • Uso de remédios que não são indicados durante a gravidez, como alguns anticonvulsivantes e derivados do ácido retinoico.

Uma cardiopatia congênita também pode fazer parte de uma síndrome genética, como a síndrome de Down. Quando há sinais que levantam essa suspeita, o médico pode pedir exames como o cariótipo, o microarray cromossômico ou o sequenciamento genético.

Nesses casos, o cariótipo avalia o número e a estrutura dos cromossomos. Já o microarray e o sequenciamento procuram alterações genéticas menores e mais específicas. A escolha do exame depende dos sintomas da criança e do histórico de saúde da família.

Quais os sintomas no recém-nascido e na criança?

Em casos leves de cardiopatia congênita, a criança pode crescer sem sintomas, e a doença pode ser descoberta só na vida adulta, em um exame de rotina. Já em bebês com quadros moderados ou graves, os sinais costumam aparecer nos primeiros dias ou meses de vida.

No geral, é importante que os pais procurem um especialista se o recém-nascido tiver:

  • Respiração rápida, ofegante ou com esforço visível no peito;
  • Suor excessivo na cabeça, principalmente durante as mamadas;
  • Cansaço excessivo ou necessidade de parar várias vezes enquanto mama;
  • Dificuldade para ganhar peso ou atraso no crescimento e no desenvolvimento físico;
  • Pele, ponta dos dedos ou lábios azulados ou arroxeados, sinal chamado de cianose.

Algumas cardiopatias congênitas não causam sinais visíveis logo depois do nascimento. Nesse sentido, a avaliação do pediatra e o teste do coraçãozinho ajudam a identificar alterações que podem passar despercebidas nas primeiras 24 a 48 horas de vida.

Leia também: Tabela de batimentos cardíacos do feto: entenda os valores normais

Quais são os tipos de cardiopatia congênita?

As cardiopatias congênitas podem ser classificadas em cianóticas e acianóticas. As primeiras reduzem a quantidade de oxigênio no sangue e podem deixar a pele e os lábios azulados ou arroxeados, enquanto as acianóticas não costumam causar essa alteração.

Sendo assim, os quadros mais comuns incluem a CIV, a CIA e a Tetralogia de Fallot.

CIV e CIA

A comunicação interatrial (CIA) e a comunicação interventricular (CIV) provocam uma abertura anormal nas paredes do coração. Na CIA, ela fica entre os átrios, que são as duas câmaras superiores. Já na CIV, aparece entre os ventrículos, as duas câmaras inferiores.

Esses problemas fazem o sangue se misturar do jeito errado no coração, aumentando a quantidade que chega aos pulmões e sobrecarregando esses órgãos. Aberturas pequenas podem fechar sozinhas na infância, enquanto as maiores podem precisar de cirurgias.

Tetralogia de Fallot

A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum, e tem esse nome por englobar quatro alterações: uma comunicação entre os ventrículos (CIV), o estreitamento da válvula pulmonar, o aumento do músculo do ventrículo direito e o deslocamento da aorta.

Essa combinação pode reduzir bastante a quantidade de oxigênio do corpo. Assim, bebês com esse quadro podem ter crises de cianose, quando a pele e os lábios ficam azulados ou arroxeados, principalmente durante o choro, e costumam precisar de cirurgia para tratar.

Leia também: O que é cardiomiopatia hipertrófica? Entenda os sintomas e como tratar

Como é feito o diagnóstico dessa condição?

A identificação precoce de uma cardiopatia congênita ajuda a definir o tratamento e os cuidados necessários para cada paciente, sendo que as alterações podem ser identificadas nos exames do pré-natal e, também, nas triagens feitas logo depois do nascimento.

Ecocardiograma fetal

ecocardiograma fetal é um ultrassom que avalia o coração do bebê durante a gestação, permitindo observar a estrutura do órgão, o fluxo de sangue e o ritmo dos batimentos. Ele costuma ser feito entre a 18ª e a 24ª semana e ajuda a equipe médica a planejar os cuidados após o parto, inclusive em casos que podem precisar de cirurgia.

Teste do coraçãozinho

Depois do nascimento, o bebê passa pelo teste do coraçãozinho, que mede o nível de oxigênio no sangue. O exame não causa dor e faz parte da triagem neonatal feita nas maternidades do Brasil. Um sensor colocado na mão e no pé faz as medições e, se o resultado estiver alterado, o pediatra pode pedir outros exames, como o ecocardiograma.

Leia também: Cardiotocografia fetal: o que é o exame e como interpretar os resultados

Como tratar quadros de cardiopatia congênita?

A escolha do tratamento depende do tipo de cardiopatia, da gravidade da alteração e das condições de saúde da criança. Enquanto alguns casos melhoram sozinhos e não precisam de intervenção, outros exigem um acompanhamento mais próximo:

Tratamento

Como funciona

Remédios

Alguns medicamentos ajudam a controlar os efeitos da cardiopatia. Em situações específicas, eles também podem ser usados para fechar o canal arterial, uma passagem que existe no coração do bebê antes do nascimento

Cirurgia cardíaca

A cirurgia pode corrigir aberturas no coração, problemas nas válvulas e alterações nos vasos sanguíneos. A técnica escolhida depende do tipo de cardiopatia e das condições da criança

Cirurgia em etapas

Cardiopatias mais complexas podem precisar de mais de uma cirurgia. As etapas podem ajustar a passagem do sangue para os pulmões e para o restante do corpo antes da correção completa

Transplante cardíaco

É indicado em situações graves, quando a cardiopatia não pode ser corrigida por cirurgia ou quando o coração deixa de funcionar como deveria depois de outros tratamentos

Cateterismo cardíaco

Um tubo fino e flexível é colocado em um vaso sanguíneo e levado até o coração. O procedimento pode corrigir alguns defeitos e também abrir válvulas ou vasos que estejam estreitos

Mesmo quando o tratamento corrige a alteração, alguns problemas cardíacos podem surgir ao longo da vida. Por isso, a pessoa pode precisar continuar com consultas ao cardiologista na adolescência e na fase adulta, além de fazer exames conforme o tipo de cardiopatia.

Essa condição tem cura?

A palavra “cura” precisa ser entendida de acordo com o tipo de cardiopatia congênita. Em defeitos menores, como a CIA e a CIV, a cirurgia ou o cateterismo cardíaco podem corrigir o problema e fazer o coração funcionar normalmente.

Nas malformações complexas, as cirurgias corrigem a estrutura do coração para melhorar a circulação do sangue. Os avanços na medicina aumentaram a expectativa de vida, e muitas crianças chegam à vida adulta com boa capacidade para fazer as atividades da rotina.

Leia também: Insuficiência cardíaca tem cura? Conheça causas, sintomas e cuidados

Quando é indicado procurar um cardiologista?

A avaliação com um cardiologista deve ser feita quando o pediatra encontra uma alteração no exame físico, como um sopro cardíaco, mesmo que a criança não tenha sintomas. O médico também pode avaliar resultados alterados em exames feitos durante a gestação.

O encaminhamento também pode acontecer quando há casos de cardiopatia congênita na família ou alguma condição genética relacionada a problemas no coração. Nesses casos, a avaliação ajuda a identificar possíveis quadros que ainda não foram diagnosticados.

Na vida adulta, quem nasceu com uma cardiopatia congênita pode precisar de uma avaliação antes de situações como exercícios de alta intensidade ou uma gestação. Essa necessidade depende do tipo de problema e de como o coração está funcionando.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • AMERICAN HEART ASSOCIATION. What is congenital heart disease?. Disponível em: https://www.heart.org/en/health-topics/congenital-heart-defects/about-congenital-heart-defects. Acesso em: 01 set. 2026.
  • BELO, W. A. et al. Perfil clínico-hospitalar de crianças com cardiopatia congênita. Cadernos Saúde Coletiva. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cadsc/a/qrvqgM7VHbbf99YrgsfBF6J/. Acesso em: 01 set. 2026.
  • BOSTON CHILDREN’S HOSPITAL. Congenital heart defects. Disponível em: https://www.childrenshospital.org/conditions-treatments/congenital-heart-defects. Acesso em: 01 set. 2026.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Anomalias congênitas. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/anomalias-congenitas. Acesso em: 01 set. 2026.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Cuidado neonatal. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-crianca/cuidado-neonatal. Acesso em: 01 set. 2026.
  • BRAVO-VALENZUELA, N. J. et al. Prenatal diagnosis of congenital heart disease: a review of current knowledge. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5903017/. Acesso em: 01 set. 2026.
  • BRITISH HEART FOUNDATION. Understanding your congenital heart condition. Disponível em: https://www.bhf.org.uk/informationsupport/conditions/congenital-heart-disease. Acesso em: 01 set. 2026.
  • CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). About congenital heart defects. Disponível em: https://www.cdc.gov/heart-defects/about/index.html. Acesso em: 01 set. 2026.
  • CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Critical congenital heart defects. Disponível em: https://www.cdc.gov/heart-defects/screening/index.html. Acesso em: 01 set. 2026.
  • CHILDREN’S HOSPITAL OF PHILADELPHIA. Congenital heart disease in children. Disponível em: https://www.chop.edu/conditions-diseases/congenital-heart-disease. Acesso em: 01 set. 2026.
  • CLEVELAND CLINIC. Congenital heart disease. Disponível em: https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/21674-congenital-heart-disease. Acesso em: 01 set. 2026.
  • CORDOVIL, D. C. R. S. et al. Cardiopatia congênita: revisão abrangente da etiologia, diagnóstico, tratamento e desafios clínicos. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/3639. Acesso em: 01 set. 2026.
  • HEART FOUNDATION. Congenital heart conditions. Disponível em: https://www.heartfoundation.org.au/your-heart/congenital-heart-conditions. Acesso em: 01 set. 2026.
  • HOSPITAL NOVE DE JULHO. Cardiopatia congênita pode ser detectada já na gestação; entenda a condição. Disponível em: https://www.h9j.com.br/blog/cardiopatia-congenita/. Acesso em: 01 set. 2026.
  • MANUAL MSD. Visão geral das anomalias cardiovasculares congênitas. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/anomalias-cardiovasculares-congênitas/visão-geral-das-anomalias-cardiovasculares-congênitas. Acesso em: 01 set. 2026.
  • MAYO CLINIC. Congenital heart defects in children. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/congenital-heart-defects-children/symptoms-causes/syc-20350074. Acesso em: 01 set. 2026.
  • MEDLINEPLUS. Congenital heart defects. Disponível em: https://medlineplus.gov/congenitalheartdefects.html. Acesso em: 01 set. 2026.
  • MENG, X. et al. Congenital heart disease: types, pathophysiology, diagnosis, and treatment options. MedComm. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11224996/. Acesso em: 01 set. 2026.
  • NATIONAL HEALTH SERVICE (NHS). Congenital heart disease. Disponível em: https://www.nhs.uk/conditions/congenital-heart-disease/. Acesso em: 01 set. 2026.
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA (SBC). Cardiopatia congênita afeta 29 mil crianças/ano e 6% morrem antes de completar um ano de vida. Disponível em: https://www.portal.cardiol.br/noticias/cardiopatia-congnita-afeta-29-mil-criancasano-e-6-morrem-antes-de-completar-um-ano-de-vida-2024. Acesso em: 01 set. 2026.
  • SUN, H. Y. Prenatal diagnosis of congenital heart defects: echocardiography. Transl Pediatr. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8429868/. Acesso em: 01 set. 2026.
  • WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Cardiovascular diseases (CVDs). Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/cardiovascular-diseases-(cvds). Acesso em: 01 set. 2026.

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

QMSW 4 - Sudoeste,  Brasília - DF

Telefone(61) 2196-5300

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096

Telefone(21) 2729-1000

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100

Telefone(11) 3040-8000

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010

Telefone(11) 3821-5300