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Revisado em: 15/08/2025

Alzheimer: o que é, sintomas, tratamentos e quando buscar ajuda médica

A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa que representa cerca de 60% dos diagnósticos de demência do mundo

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), é um quadro que atinge milhões de pessoas no mundo. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que 1,2 milhão de pessoas convivem com a doença e todos os anos, 100 mil novos casos são diagnosticados.

Continue a leitura em nosso portal para saber mais sobre os sinais, os sintomas e quais são os tratamentos disponíveis para a doença de Alzheimer.

O que é Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença que afeta o sistema nervoso central, em que se dá uma deposição de proteínas chamadas beta-amiloides no cérebro. Isso causa o mau funcionamento das células nervosas (neurônios) e, eventualmente, a morte. A doença afeta principalmente a área responsável pela memória, comportamento e pensamento. 

Por impactar o funcionamento das células nervosas, o Alzheimer é considerado uma doença neurodegenerativa (assim como o Parkinson, por exemplo). Atualmente, é reconhecido como a forma mais comum de demência no mundo inteiro.

Quais são as possíveis causas do Alzheimer?

As causas que resultam na doença de Alzheimer ainda não são totalmente conhecidas. A principal suposição é que a condição seja originada por meio de uma combinação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais.

As doenças pré-existentes como diabetes, hipertensão arterial e depressão, além dos hábitos como sedentarismo e isolamento social, são fatores que auxiliam para o desenvolvimento da doença.

Mesmo que seja mais raro, a genética também pode ter uma função relevante para o desenvolvimento do Alzheimer. Nesse caso, a doença se manifesta de maneira grave, com evolução mais rápida do quadro e início precoce. O risco aumenta um pouco mais quando há parentes de primeiro grau afetados pela condição.

A doença de Alzheimer é hereditária?

Embora o fator genético colabore em alguns casos específicos (e raros) do Alzheimer, não é uma doença considerada hereditária. 

Como mencionado anteriormente, fatores ambientais, o sedentarismo, má alimentação e até mesmo a escolaridade são fatores que colaboram e influenciam o risco do desenvolvimento da doença.

É possível prevenir a doença de Alzheimer?

Conservar bons hábitos alimentares, manter atividades físicas, intelectuais e sociais regularmente e cuidar da saúde mental são fatores que ajudam a atrasar o surgimento e o avanço do Alzheimer. Ainda assim, o risco da doença ocorrer permanece existente. 

Confira mais dicas importantes:

  • Praticar atividade física frequentemente, de 3 a 5 vezes na semana por pelo menos 30min;
  • Prevenir e controlar doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.
  • Cuidar da saúde auditiva, especialmente quando apresentar algum déficit ao longo da vida.
  • Manter-se com o peso saudável, com IMC (Índice de Massa Corporal) abaixo de 25.
  • Não fumar, já que tabaco contém substâncias tóxicas que causam danos nas células cerebrais.
  • Manter o cérebro ativo com atividades como jogos de estratégia, aprender algo novo, treinar a memória memorizando coisas do dia a dia, entre outras atividades.

Lembrando que esses hábitos não erradicam as chances de ter a doença de Alzheimer, mas são recomendados para retardar seu avanço, além de ajudar o corpo por inteiro.

Como é feito do diagnóstico do Alzheimer?

O diagnóstico da doença de Alzheimer é desafiador e necessita de avaliação clínica, neuropsicológica, exames físicos e testes laboratoriais (quando preciso) para excluir outras doenças que podem causar sintomas semelhantes (como outros tipos de demência, por exemplo). O médico especialista também pode solicitar outros exames pós-consulta. Veja:

  • Exames de imagem como tomografia ou ressonância magnética de crânio: para excluir outras causas biológicas para os sintomas;
  • Punção de liquor: análise de biomarcadores que evidenciam presença da doença;
  • Exame de sangue: avalia o risco para a doença por meio da quantificação da proteína beta-amiloide 42 e 40 no sangue.

A avaliação por meio desses exames complementares contribui para um diagnóstico mais específico, podendo, assim, tratar as condições corretas e alcançar um resultado mais eficiente.

Quais são as fases da doença de Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença progressiva e suas características mudam conforme o quadro. A condição é dividida em três fases: inicial (leve), moderada e grave (final). 

A definição de cada estágio segue o desempenho do paciente, ou seja, analisando o que ele consegue ou não fazer sozinho, e o quanto de suporte ele necessita para realizar as atividades de rotina.

Fase inicial

Aqui, os sintomas do Alzheimer podem ser leves, como alguns lapsos de memória. Nessa fase é muito comum que amigos e familiares interliguem essas mudanças à velhice, o que é um erro. 

Fase moderada

Na fase moderada, os desafios tornam-se mais aparentes e os sintomas da doença de Alzheimer começam a interferir no dia a dia da pessoa. Portanto, é necessário maior assistência e suporte. 

Fase avançada ou final (grave)

No estágio final do Alzheimer, o paciente não possui mais autonomia. A fala e a mobilidade são afetadas por completa, impossibilitando-o de ficar sozinho. Como se trata de uma doença neurodivergente, funções essenciais para o funcionamento do corpo, como respirar, também são atingidas nessa fase.

Quais são os sintomas do Alzheimer?

Os sintomas da doença de Alzheimer são diversos e variam conforme o estágio que o paciente se encontra. Veja quais são os principais.

Fase inicial

Os sintomas incluem perda de memória recente, alterações nas emoções, na personalidade e no comportamento social. Além disso, há mudança na postura do tônus muscular, que acaba impactando no andar do paciente.

Fase moderada

Queda intensa da memória, alterações nas emoções, na personalidade e no comportamento social. Além disso, há mudança na postura do tônus muscular.

Fase avançada

Além de todos os sintomas mencionados anteriormente, na fase final o paciente pode apresentar incontinência urinária e fecal, rigidez muscular, dificuldades para ingerir, convulsões, tremores e movimentos involuntários.

Quais são os tratamentos para a doença de Alzheimer?

Até o momento, não existe cura para o Alzheimer. Hoje em dia, os tratamentos disponíveis servem para retardar o avanço da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente dentro das suas condições atuais.

Na fase inicial da doença de Alzheimer, o médico especialista pode prescrever alguns medicamentos que ajudam a retardar o progresso da condição. 

Entrando na fase moderada, terapias ocupacionais e comportamentais são incluídas na rotina de cuidados do paciente, para haver melhor qualidade de vida.

Na fase avançada, o tratamento é focado em dar mais conforto ao paciente e também ajuda psicológica aos familiares e cuidadores. 

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