A suplementação é popular para ganho de massa muscular, mas exige cautela máxima em pacientes com a função dos rins já comprometida.
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Você está na academia, focado no seu plano de treinos, e ouve conversas sobre os benefícios da creatina para melhorar a força e a performance. A ideia de acelerar seus resultados é tentadora, mas um alerta soa em sua mente: o diagnóstico de doença renal. Essa dúvida é comum e extremamente pertinente, pois o que funciona para uma pessoa saudável pode representar um risco para outra com a função renal comprometida.
Nefrologistas são os médicos indicados para o acompanhamento de quadros de insuficiência renal. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A creatina é um composto de aminoácidos naturalmente produzido pelo corpo, principalmente no fígado, rins e pâncreas. Ela é armazenada nos músculos e serve como uma fonte de energia rápida para atividades de alta intensidade e curta duração, como levantamento de peso e corridas curtas. Por isso, sua suplementação é tão popular entre atletas.
Quando suplementada, a creatina aumenta os estoques de energia muscular, o que pode resultar em mais força, resistência e ganho de massa magra. O corpo, por sua vez, precisa metabolizar e excretar o excesso desse composto, um processo que envolve diretamente os rins.
Em indivíduos saudáveis, de acordo com o Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba, o consumo de creatina não provoca danos renais. A questão é o consumo por pessoas que têm doenças renais.
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Não sem avaliação e acompanhamento estrito de um nefrologista. Para um paciente com doença renal crônica (DRC), os rins já operam com capacidade reduzida. A introdução de uma sobrecarga de substâncias para filtrar, como o excesso de creatina, pode ser prejudicial.
Para pessoas com insuficiência renal, a suplementação de creatina sem orientação médica pode ser um risco. O suplemento é capaz de mascarar os resultados dos exames que avaliam a função dos rins e pode sobrecarregar esses órgãos que já estão comprometidos.
Pesquisas (Vega, 2019) apontam que a creatina não deve ser suplementada em pacientes ou pessoas com doenças renais crônicas ou que estejam em tratamento com medicamentos que são nefrotóxicos.
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O principal problema não é apenas uma potencial toxicidade direta, mas a interferência no monitoramento da doença.
Veja os riscos:
Em pacientes com função renal já reduzida, essa sobrecarga pode levar a um maior desgaste do órgão e acelerar a perda de função renal.
A creatina aumenta naturalmente os níveis de creatinina, mascarando a capacidade real dos rins. Esse efeito torna difícil para os médicos avaliarem a progressão da doença e ajustarem o tratamento, podendo levar a mudanças desnecessárias.
Para entender o risco, é fundamental diferenciar dois termos muito parecidos: creatina e creatinina. Embora relacionados, eles representam coisas distintas no organismo.
Após ser utilizada pelos músculos, a creatina é convertida em creatinina, que viaja pela corrente sanguínea até os rins, onde é filtrada e eliminada pela urina. Este processo é constante e normal.
A creatinina é um dos principais biomarcadores para avaliar a função renal. Médicos solicitam sua dosagem no sangue para verificar a Taxa de Filtração Glomerular (TFG), que estima o quão bem os rins estão filtrando os resíduos do sangue. Níveis elevados de creatinina geralmente indicam que os rins não estão funcionando de maneira eficiente.
A suplementação em pacientes renais não deve ser uma decisão pessoal. Apenas um médico especialista pode analisar o quadro clínico completo, o estágio da doença e a real necessidade do suplemento, ponderando os riscos.
Caso um nefrologista autorize o uso, o monitoramento será ainda mais rigoroso. O médico poderá solicitar exames mais específicos para acompanhar a saúde dos rins, ajustando doses e frequência conforme a resposta do organismo do paciente.
Para pacientes com insuficiência renal, principalmente aqueles em diálise crônica que podem apresentar deficiência de creatina, a suplementação só deve ser considerada sob rigoroso acompanhamento médico. A supervisão é necessária para monitorar a função renal e garantir a segurança do paciente.
Independentemente do uso de suplementos, a proteção dos rins é vital. Para quem tem doença renal, a prática de exercícios é benéfica, desde que acompanhada por profissionais.
Algumas medidas gerais incluem:
A decisão de usar creatina quando se tem insuficiência renal vai muito além dos benefícios estéticos ou de performance. É uma questão de saúde e segurança. A orientação de um nefrologista é o único caminho seguro para garantir que suas escolhas não comprometam ainda mais a função dos seus rins.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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