Entenda por que o feijão exige atenção na dieta renal e aprenda a prepará-lo de forma segura para reduzir minerais nocivos
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Receber o diagnóstico de insuficiência renal costuma trazer uma série de mudanças na alimentação. Entre elas, uma das dúvidas mais frequentes envolve um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros: o feijão.
Afinal, quem tem doença renal pode continuar consumindo essa leguminosa ou ela representa um risco para os rins? A resposta não é tão simples quanto um "sim" ou "não". O feijão é um alimento altamente nutritivo, rico em proteínas vegetais, fibras, vitaminas e minerais. Ele também contém potássio e fósforo, nutrientes que precisam ser controlados em determinadas fases da doença renal crônica.
Com o preparo adequado e o acompanhamento de um nefrologista e de um nutricionista, o feijão pode continuar fazendo parte da alimentação de muitos pacientes. Não faça mudanças na sua alimentação por conta própria. Marque uma avaliação especializada na Rede Américas.
O feijão, em si, não é um vilão. Trata-se de uma leguminosa rica em fibras, proteínas vegetais e vitaminas importantes para a saúde. Estudo publicado no Journal of Clinical Medicine, de 2023, mostra que dietas à base de plantas podem proteger a função renal, diminuir o risco de progressão e desenvolvimento da doença renal crônica.
Uma outra pesquisa divulgada em 2021, pela nutrients, revela que uma alimentação saudável rica em frutas, leguminosas, grãos integrais e fibras está associada a uma menor índice de mortalidade entre os pacientes. Além disso, a substituição da carne vermelha por leguminosas pode ser benéfica para a função dos rins.
Mas, para pacientes com doença renal crônica, a alta concentração de potássio e fósforo no feijão exige atenção, pois esses minerais podem se acumular. O fósforo presente em vegetais é menos absorvido pelo organismo em comparação ao encontrado em carnes, o que permite o consumo moderado de feijão após preparo adequado.
O controle desses dois minerais é um dos pilares da dieta renal. O acúmulo de ambos no organismo pode causar complicações graves, que pioram a qualidade de vida e o prognóstico da doença.
A hipercalemia ocorre quando os níveis de potássio no sangue ficam muito elevados. Essa condição é perigosa porque o potássio atua diretamente na função das células nervosas e musculares, incluindo o coração. Seus principais riscos incluem arritmias cardíacas graves, fraqueza muscular e, em casos extremos, parada cardíaca.
Já a hiperfosfatemia é o acúmulo de fósforo. O excesso desse mineral no sangue remove o cálcio dos ossos, tornando-os fracos e quebradiços, condição conhecida como doença óssea renal. O fósforo também pode se depositar em vasos sanguíneos e no coração, aumentando significativamente o risco de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC.
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A boa notícia é que não é preciso excluir completamente o feijão do cardápio. Com uma técnica de preparo específica, é possível reduzir consideravelmente a quantidade de potássio e fósforo dos grãos, tornando seu consumo mais seguro.
O segredo está no remolho e no descarte da água do cozimento. Para isso, é possível utilizar esse passo a passo a seguir:
As concentrações de potássio e fósforo são relativamente semelhantes entre os diferentes tipos de feijão, como o carioca, o preto ou o de corda. Portanto, mais importante do que o tipo de grão é a aplicação correta da técnica de preparo. O método de remolho e descarte da água é válido para todos eles.
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A combinação pode ser mantida, desde que com os devidos cuidados. O feijão pode ser preparado conforme a técnica descrita e consumido em pequena quantidade. Para o arroz, a versão branca é geralmente mais indicada que a integral para pacientes renais, pois contém menos fósforo. A porção total deve ser sempre orientada pela equipe de saúde que o acompanha.
O feijão não é o único alimento que exige controle. Muitos outros itens do dia a dia são ricos em potássio e fósforo. Conhecer esses alimentos é fundamental para gerenciar a dieta. Veja a seguir:
Vale um alerta especial para a carambola. A fruta contém uma neurotoxina que os rins doentes não conseguem filtrar, podendo causar intoxicação grave e até a morte. Seu consumo é estritamente proibido para pacientes renais, de acordo com trabalho científico publicado no Jornal Brasileiro de Nefrologia, em 2015.
Nenhuma alteração na dieta de um paciente com insuficiência renal deve ser feita por conta própria. As recomendações são individualizadas e dependem do estágio da doença, dos resultados dos exames de sangue e das necessidades nutricionais de cada pessoa.
O médico nefrologista e o nutricionista especializado em nefrologia são os profissionais indicados para elaborar um plano alimentar seguro e equilibrado. O que ajuda a preservar a função renal restante, garantindo mais qualidade de vida.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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