Creatinina e urina são essenciais para avaliar a função dos rins; diabetes e hipertensão aumentam o risco de doença renal
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A insuficiência renal crônica é uma condição de saúde que pode progredir de maneira silenciosa em seus estágios iniciais. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde em 2024, mostraram que houve um aumento de 152,81% nos registros da doença entre 2019 e 2023. Sendo considerada uma doença relevante, pois atinge aproximadamente 10% da população.
O diagnóstico não é estabelecido por um único exame, mas sim um conjunto de avaliação clínica, laboratoriais e de imagem. Os principais são os testes de sangue e urina, como a dosagem de creatinina e albumina, respectivamente. Se você faz parte do grupo de risco para doença renal, não espere os sintomas aparecerem. Agende uma avaliação médica na Rede Américas.
A insuficiência renal é uma condição em que os rins perdem gradualmente a capacidade de filtrar resíduos e excesso de fluidos do sangue. Ela também é conhecida como doença renal crônica. Os rins são órgãos vitais responsáveis por diversas funções, incluindo a remoção de toxinas e o controle da pressão arterial.
Além da produção de glóbulos vermelhos e a manutenção do equilíbrio de eletrólitos do corpo. Os eletrólitos são minerais que funcionam como a bateria do nosso corpo. Eles fazem a condução da eletricidade necessária para fazer os músculos se moverem e o coração bater.
Quando essa capacidade de filtração é comprometida, substâncias nocivas podem se acumular no organismo, levando a sérias complicações de saúde. A doença se desenvolve lentamente ao longo do tempo, e sua progressão pode ser influenciada por diversas condições já existentes.
Podendo causar complicações graves em diversos sistemas, como o cardiovascular e o ósseo. A insuficiência renal pode ser classificada em duas formas principais: Aguda ou crônica. Quando é aguda, ocorre perda súbita da função renal, geralmente reversível se for tratada rapidamente.
Já na sua forma crônica a deterioração é lenta e progressiva. Muitas vezes é irreversível, mas pode ser controlada para evitar a progressão para a falência total dos órgãos.
A condição de saúde pode ser assintomática em suas fases iniciais, o que reforça a importância do rastreamento. Mas à medida que a doença avança, alguns sintomas podem começar a surgir, indicando um comprometimento significativo da função renal.
Um dos sinais mais diretos de que os rins não estão funcionando adequadamente é a redução na quantidade de urina produzida. Também pode ser observado acúmulo de líquidos: inchaço nas pernas, tornozelos e pés. O que ocorre por causa da retenção de água e sódio.
Assim como fadiga e cansaço excessivo, causados pelo acúmulo de toxinas e pela anemia. Náusea e vômitos podem estar presentes, por causa do desequilíbrio de substância no sangue. O acúmulo de líquido nos pulmões ou a anemia podem resultar em dificuldade respiratória.
O indivíduo também pode apresentar perda de apetite e perda de peso inexplicável, cãibras musculares e fraqueza, e pele seca e coceira. Em estágios mais avançados, o acúmulo de toxinas pode afetar o sistema nervoso central, resultando em sonolência ou confusão mental.
O diagnóstico de insuficiência renal é estabelecido através de um conjunto de procedimentos, que envolvem exames de sangue e exame de urina.
A medição de creatinina sérica é bastante importante, sendo um dos indicadores mais comuns e acessíveis de saúde renal. A creatinina é um produto de resíduo do metabolismo muscular que é normalmente filtrado pelos rins e excretado na urina. Quando a função renal está comprometida, os seus níveis tendem a aumentar.
A taxa de filtração glomerular estimada (TFG ou eGFR) é considerado o melhor indicador da função renal. A TFG é calculada a partir dos níveis de creatinina no sangue, juntamente com fatores como idade, sexo e etnia do paciente.
De acordo com informações do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, uma TFG de 60 mL/min/1,73 m² ou mais é geralmente considerada dentro da faixa normal.
Já quando ela está abaixo desse valor, pode indicar a doença renal. Quando o indicador é menor do que 15 mL/min/1,73 m² ou menos, é possível considerar a insuficiência renal. Os pacientes com esse níveis de TFG, geralmente necessitam de fazer diálise ou transplante de rim.
Dentre os exames laboratoriais também está a ureia nitrogenada sanguínea (BUN). Isso porque a ureia é outro produto de resíduo que os rins removem do sangue. Quando ela está aumentada, pode indicar problemas renais, mas também existem outros fatores que podem influenciar seus níveis. Ela pode ser indicativo de doenças como o diabetes e a hipertensão.
Um indicador importante é a cistatina C, que de acordo com um informações do Pubmed (2020), é um biomarcador precoce e preciso para a doença renal crônica. Ela costuma ser útil quando não é possível quantificar a creatinina e a taxa de filtragem glomerular.
O exame de urina é feito em busca de albuminúria (proteína na urina). A albumina é uma proteína encontrada no sangue. Quando achada na urina, ela indica que existe algum comprometimento renal. Rins saudáveis não permitem que ela passe.
Existe um teste rápido para fazer essa detecção, o teste de fita reagente. Ele é considerado um teste rápido, onde um profissional de saúde insere um tira de papel na urina, que muda de cor se houver presença de albumina.
Um outro procedimento é o da relação albumina/creatinina na urina. Ele não só mede, como compara a quantidade de albumina com a quantidade de creatinina em uma amostra de urina. O National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney mostra que o valor é normal se for de 30 mg/g ou menos. Sendo superior a esse pode ser um sinal de doença renal.
Além dos exames de sangue e urina, a confirmação da disfunção renal e a identificação da causa pré-existente podem envolver exames complementares e uma avaliação clínica detalhada.
Exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética podem ser solicitados para visualizar os rins e o trato urinário. Eles ajudam a identificar anormalidades estruturais, obstruções, cálculos renais ou outras condições que possam estar afetando a função renal.
Segundo a Associação Médica Brasileira (AMB), quando a causa da doença renal não é clara, uma biópsia renal pode ser indicada. A intervenção faz a remoção de uma pequena amostra de tecido renal para fazer uma análise microscópica. O objetivo é obter informações detalhadas sobre a natureza e a extensão do dano renal.
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O rastreamento regular da função renal é fundamental, principalmente para indivíduos em grupos de risco. Segundo o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney, o exame é indicado para:
Para quem tem hipertensão, doença cardíaca ou histórico familiar de doença renal, o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney deixa claro que a frequência em que os testes de função renal são definidos caso a caso com o médico.
A resposta para: “qual exame detecta insuficiência renal?” não está em um único teste isolado, mas sim em uma abordagem diagnóstica abrangente. Os exames de creatinina sérica, a taxa de filtração glomerular e os exames de urina para detectar albuminúria são as ferramentas mais importantes e acessíveis para identificar e monitorar a saúde dos rins.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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