Dor nas juntas não é tudo igual. Saiba por que "reumatismo" é um conceito amplo e como identificar os sinais de alerta.
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Acordar com o corpo travado, sentir uma dor insistente nos dedos ao digitar ou no joelho ao subir um degrau são queixas comuns. Frequentemente, esses e outros desconfortos são rapidamente rotulados como "reumatismo", um termo popular que, embora útil, pode esconder uma realidade médica muito mais complexa e variada.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, as doenças reumáticas podem atingir a mais de 15 milhões de brasileiros. A maior parte desses quadros clínicos pode acometer diretamente a locomoção do indivíduo. Diferentemente do que se acredita, jovens também podem desenvolver doenças reumatológicas, não somente idosos.
Reumatologistas são os médicos indicados para o acompanhamento dos vários quadros decorrentes. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
De forma direta, reumatismo não é o nome de uma doença específica. Trata-se de uma expressão popular usada para descrever um vasto conjunto de mais de 100 enfermidades diferentes que afetam o sistema musculoesquelético, também conhecido como aparelho locomotor.
Este termo, na verdade, engloba diversas condições autoimunes e inflamatórias que afetam as articulações, ossos e músculos. Estudos na área de epidemiologia e genética sugerem que a causa subjacente dessas doenças muitas vezes envolve um ritmo constante de danos ao corpo.
Isso inclui problemas que podem atingir:
Portanto, quando alguém diz que "tem reumatismo", na verdade está se referindo aos sintomas de alguma doença reumática, que precisa ser devidamente diagnosticada por um especialista. É um erro comum associar o termo exclusivamente a pessoas idosas, pois muitas dessas condições podem se manifestar em qualquer idade, inclusive em crianças.
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Os sintomas das doenças reumáticas variam muito dependendo da condição específica, mas existem alguns sinais de alerta comuns que indicam a necessidade de uma avaliação médica. A persistência dos sintomas é um fator chave.
Fique atento se você apresentar um ou mais dos seguintes sinais por várias semanas:
Embora o foco principal seja o sistema musculoesquelético, algumas doenças reumáticas são sistêmicas. Isso significa que a inflamação pode se espalhar e afetar outros órgãos e sistemas do corpo, como a pele, os rins, o coração, os pulmões e até mesmo o sistema nervoso.
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é um exemplo clássico de doença reumática com manifestações multissistêmicas.
Além do aparelho locomotor, essas condições podem ter implicações mais amplas. Em mulheres idosas com doenças reumáticas, por exemplo, é observada uma relação entre a saúde cardiovascular e a saúde óssea. Pesquisas recentes têm investigado a possível relação entre certas doenças reumáticas autoimunes e o desenvolvimento de tumores malignos.
Para facilitar o entendimento, os especialistas costumam agrupar as doenças reumáticas em grandes categorias, de acordo com suas causas e características. Esse agrupamento reflete que o termo reumatismo abrange tanto o desgaste das articulações quanto doenças inflamatórias autoimunes.
São causadas pelo desgaste progressivo das estruturas, principalmente da cartilagem que protege as articulações. O exemplo mais comum é a osteoartrite, também conhecida como artrose, que afeta principalmente joelhos, quadris, mãos e coluna.
Nesta categoria, o próprio sistema imunológico do paciente ataca estruturas saudáveis do corpo por engano, gerando um processo inflamatório crônico.
Englobam condições que afetam músculos, tendões e ligamentos, sem necessariamente haver um processo de desgaste ou autoimune. A fibromialgia, que causa dor muscular generalizada, e as tendinites e bursites (inflamação de tendões e bursas) são exemplos comuns.
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Ocorrem devido a alterações no metabolismo que levam ao depósito de microcristais nas articulações, causando crises de inflamação aguda. O exemplo mais conhecido é a gota, causada pelo acúmulo de cristais de ácido úrico.
O diagnóstico de uma doença reumática é um processo investigativo conduzido pelo médico reumatologista. Ele começa com uma conversa detalhada sobre os sintomas, histórico de saúde pessoal e familiar, e um exame físico completo das articulações e do corpo.
Para confirmar a suspeita, podem ser solicitados exames complementares:
Esta é uma pergunta fundamental para os pacientes. A maioria das doenças reumáticas, especialmente as de natureza autoimune e degenerativa, são condições crônicas, ou seja, não possuem uma cura definitiva. No entanto, existem tratamentos muito eficazes que permitem o controle da doença.
O objetivo do tratamento é aliviar a dor, controlar a inflamação, prevenir danos permanentes às articulações e, acima de tudo, manter a funcionalidade e a qualidade de vida do paciente.
O plano terapêutico é individualizado e pode incluir medicamentos, fisioterapia, terapia ocupacional e mudanças no estilo de vida, como a prática de atividades físicas de baixo impacto e uma alimentação balanceada.
Dores esporádicas e de curta duração podem ocorrer com qualquer pessoa. Você deve procurar um clínico geral ou diretamente um reumatologista se os seus sintomas forem persistentes e acompanhados de outros sinais.
Procure ajuda profissional se:
O diagnóstico precoce é o fator mais importante para um bom prognóstico. Iniciar o tratamento adequado o quanto antes pode retardar a progressão da doença, evitar deformidades e garantir que você continue ativo e com bem-estar.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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