O transtorno bipolar causa mudanças intensas no humor, na energia e na disposição; os sintomas do quadro podem incluir fases de muita animação e períodos de tristeza profunda
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O transtorno bipolar é uma condição de saúde mental que causa alterações intensas no humor, com períodos de mania ou hipomania e fases de depressão. Essas mudanças podem afetar os pensamentos, os sentimentos, os comportamentos e a rotina da pessoa.
Nos períodos de mania ou hipomania, a pessoa pode ter mais energia, dormir menos sem sentir cansaço e agir por impulso. Já nas fases de depressão, podem aparecer tristeza intensa, falta de energia, perda de interesse por atividades e mudanças no sono.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40 milhões de pessoas vivem com transtorno bipolar no mundo. A condição pode afetar a vida pessoal, profissional e social, principalmente quando a pessoa não recebe o acompanhamento certo.
Psiquiatras são os médicos que podem fazer o diagnóstico e o tratamento de pacientes com transtorno bipolar. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O transtorno bipolar é uma condição de saúde mental que afeta o humor, a disposição e a forma como a pessoa lida com a rotina. Essas mudanças costumam acontecer em ciclos e podem afetar a vida pessoal, os estudos, o trabalho e os relacionamentos.
De acordo com uma revisão científica publicada na revista European Psychiatry, a condição pode surgir em qualquer fase da vida, mas os primeiros sinais costumam aparecer na adolescência ou nos primeiros anos da vida adulta.
A OMS afirma que o transtorno bipolar pode afetar pessoas de diferentes países, culturas e grupos sociais. A condição costuma acompanhar a pessoa ao longo da vida, com fases de equilíbrio e momentos que podem exigir mais cuidados e acompanhamento profissional.
O transtorno bipolar pode se apresentar de várias formas. Conforme a Cleveland Clinic, os especialistas classificam a condição de acordo com os tipos de episódios de alteração de humor, a intensidade dessas mudanças e os impactos que elas causam:
A identificação do tipo de transtorno bipolar ajuda o psiquiatra a definir o tratamento e a forma de acompanhamento mais adequados para cada caso, sendo que a avaliação considera os sintomas, a frequência dos episódios e o histórico de saúde da pessoa.
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Os sintomas do transtorno bipolar podem variar de uma pessoa para outra e mudar de acordo com a fase do quadro. A intensidade, a duração e a frequência dessas alterações também são diferentes em cada caso, o que pode dificultar a identificação dos sinais.
Segundo o National Institute of Mental Health (NIMH), os sintomas costumam aparecer em períodos conhecidos como episódios de mania, hipomania ou depressão, sendo que cada um apresenta características próprias e pode afetar a rotina de formas diferentes.
Na fase depressiva do transtorno bipolar, o paciente pode sentir uma tristeza profunda e duradoura ou perder o interesse por atividades de que costumava gostar. A falta de energia e o cansaço que não passa também são comuns, o que pode dificultar tarefas da rotina.
Mudanças no sono e no apetite podem fazer parte desse período. Algumas pessoas passam a dormir mais do que o normal, enquanto outras têm dificuldade para dormir. Problemas de concentração, e sentimentos de culpa também podem aparecer.
O NIMH afirma, ainda, que os episódios depressivos podem afetar os relacionamentos, os estudos, o trabalho e outras áreas da vida. Em alguns casos, podem ocorrer pensamentos sobre morte ou suicídio, uma situação que exige atendimento psiquiátrico na hora.
A mania e a hipomania são fases em que a pessoa apresenta mais energia, disposição e atividade do que o habitual. As duas têm características parecidas, mas a mania costuma ser mais intensa e causar impactos maiores na rotina.
Entre os sintomas mais comuns dessas fases estão:
Na hipomania, esses sinais costumam ser mais leves e podem até passar despercebidos. Já na mania, as mudanças geralmente são mais evidentes e, em casos mais graves, também podem ocorrer delírios ou alucinações, sendo necessário ir ao médico.
Os episódios mistos acontecem quando sintomas da fase depressiva e da fase de mania ou hipomania surgem ao mesmo tempo ou em um curto intervalo. Nesses casos, a pessoa pode sentir tristeza ou desânimo e, ao mesmo tempo, agitação e pensamentos acelerados.
Essa combinação pode dificultar a identificação do quadro, já que os sintomas não seguem o padrão mais conhecido de alternância entre as fases. Assim, alguns pacientes podem ter muita disposição física enquanto enfrentam sofrimento emocional.
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Mudanças de humor são comuns e podem acontecer em resposta a situações da rotina, como problemas no trabalho, discussões, preocupações ou acontecimentos marcantes. Na maioria das vezes, essas alterações passam com o tempo e não causam grandes prejuízos.
No transtorno bipolar, as mudanças de humor costumam ser mais intensas e durar mais tempo. Além disso, elas podem ser diferentes do comportamento habitual da pessoa e afetar áreas importantes da vida, como os relacionamentos, os estudos e o trabalho.
Os episódios do transtorno bipolar também envolvem mudanças na energia, no sono, na disposição e na forma de pensar. Por isso, o diagnóstico não considera só o humor, mas o conjunto de sinais e sintomas avaliados pelo médico.
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O diagnóstico do quadro é feito por um psiquiatra com base na avaliação dos sintomas, do histórico de saúde e das mudanças de comportamento. Na consulta, o médico busca entender quando os episódios começaram, quanto duram e como afetam a vida da pessoa.
Nenhum exame de sangue, exame de imagem ou teste isolado consegue confirmar o transtorno bipolar. Assim, o NIMH afirma que o diagnóstico depende da identificação das diferentes fases da condição e das características apresentadas em cada uma delas.
Em alguns casos, a confirmação do diagnóstico pode levar tempo. Uma das razões é que os sinais podem ser confundidos com os de outros transtornos mentais, como a depressão. Por isso, informações sobre episódios anteriores e relatos de familiares podem ajudar.
Durante a consulta, o psiquiatra faz perguntas para entender o histórico da pessoa e identificar padrões nas mudanças de humor. Por isso, alguns pontos que podem ser importantes incluem:
Considerando isso, anotar alterações de humor, datas de episódios e mudanças percebidas pode facilitar a conversa com o médico. A participação de familiares também pode contribuir, principalmente quando as mudanças passam despercebidas pela própria pessoa.
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O tratamento do transtorno busca controlar as alterações de humor, reduzir os impactos da condição na rotina e ajudar a pessoa a ter mais estabilidade. A escolha da abordagem depende de cada caso, considerando a intensidade dos sintomas e o histórico de saúde.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o acompanhamento contínuo é importante para diminuir o risco de novos episódios e melhorar a qualidade de vida. Por isso, o psiquiatra avalia as necessidades de cada pessoa e define as estratégias.
Os medicamentos são uma das formas de tratamento do transtorno bipolar, pois ajudam a controlar as alterações de humor, diminuir a intensidade dos sintomas e reduzir o risco de novos episódios. A escolha do remédio depende das características de cada pessoa.
Os estabilizadores de humor são usados com frequência para ajudar a manter o equilíbrio das emoções e evitar oscilações. Em alguns casos, o psiquiatra também pode indicar outros medicamentos, como antipsicóticos ou antidepressivos, sempre avaliando o paciente.
O uso dos remédios deve acontecer com acompanhamento médico, já que a dose ou o tipo de medicamento podem precisar de ajustes. A interrupção do tratamento por conta própria pode aumentar o risco de novos episódios e dificultar o controle da condição.
A psicoterapia faz parte do tratamento do transtorno bipolar e ajuda a pessoa a entender melhor a condição, perceber mudanças no próprio comportamento e encontrar formas de lidar com as emoções na rotina.
Nas sessões, o psicólogo trabalha questões relacionadas aos pensamentos, sentimentos e hábitos. A terapia também pode ajudar a identificar sinais de alerta, criar uma rotina mais organizada e desenvolver estratégias para enfrentar momentos de dificuldade.
Algumas abordagens de psicoterapia podem ajudar no controle do quadro, melhorar a continuidade do tratamento e reduzir o risco de novos episódios. O acompanhamento com o psicólogo pode trazer bons resultados quando é feito junto ao tratamento medicamentoso.
O transtorno bipolar não tem cura, mas pode ser controlado com o tratamento certo. Conforme o NIMH, a condição é considerada um transtorno de longa duração, que pode acompanhar a pessoa ao longo da vida.
Isso, porém, não significa que os sintomas estarão sempre presentes. Com o acompanhamento médico, é possível reduzir a intensidade e a frequência dos episódios, além de melhorar a estabilidade do humor e a qualidade de vida.
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A consulta com um psiquiatra é indicada quando as mudanças de humor começam a causar sofrimento ou interferem na forma como a pessoa vive, trabalha, estuda ou se relaciona. Sendo assim, é importante procurar um profissional quando houver:
O acompanhamento psiquiátrico ajuda a identificar a causa dos sintomas e indicar o cuidado certo para cada caso. Quanto antes a pessoa busca avaliação, maiores são as chances de controlar os impactos da condição e manter uma melhor qualidade de vida.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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