Quem tem trombofilia geralmente não pode doar sangue por segurança; a condição aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos
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Você recebeu o diagnóstico de trombofilia e pensou em fazer uma doação de sangue como um ato de solidariedade. No entanto, ao considerar o procedimento, uma pergunta surge: será que minha condição me impede de ser um doador?
Devido ao alto risco de formação de coágulos, a doação de sangue é contraindicada para pessoas com trombofilia. Essa medida tem como objetivo primordial proteger a saúde do próprio doador. Entenda como a trombofilia pode impactar sua saúde e sua rotina. Agende uma avaliação médica na Rede Américas.
A trombofilia não é uma doença, mas uma condição caracterizada pela maior propensão do organismo a formar coágulos sanguíneos, também conhecidos como trombos. Essa tendência pode ter origem hereditária, passada de pais para filhos. Ou pode ser adquirida ao longo da vida devido a outras condições de saúde,a chamada trombofilia adquirida.
Essa desregulação no sistema de coagulação pode levar a eventos graves, como a trombose venosa profunda (TVP). Ela acontece quando um coágulo se forma em uma veia profunda, geralmente nas pernas, ou a embolia pulmonar (EP), quando o coágulo se desloca e obstrui uma artéria do pulmão.
A trombofilia hereditária, por exemplo, pode aumentar significativamente o risco de derrames cerebrais. Por essa razão, os hemocentros proíbem a doação de sangue, visando também a segurança dos potenciais doadores.
O tratamento e a prevenção desses eventos frequentemente envolvem o uso de medicamentos que "afinam" o sangue, os anticoagulantes.
A resposta direta é que pessoas com diagnóstico de trombofilia são consideradas inaptas para a doação de sangue. Essa restrição é uma medida de segurança que visa proteger tanto a saúde do doador quanto a do receptor.
Existem dois motivos centrais para essa inaptidão definitiva:
Um distúrbio de coagulação, seja para mais ou para menos, torna o sangue inadequado para transfusão. Transferir um sangue com maior potencial de coagular poderia representar um risco para o paciente que o recebe.
A maioria das pessoas com trombofilia, principalmente aquelas que já tiveram um episódio de trombose, faz uso contínuo de anticoagulantes (como varfarina, rivaroxabana, apixabana, entre outros).
O tratamento gera inaptidão para proteger tanto o receptor quanto o próprio doador. Esses medicamentos presentes no sangue doado seriam transferidos para o receptor, podendo causar sangramentos graves, principalmente em pacientes já debilitados.
Leia também: Trombofilia na gravidez: o que é e cuidados
A recomendação geral é que o sangue não seja doado mesmo por quem nunca teve um evento trombótico. O que acontece quando existe um diagnóstico de uma mutação genética ligada à trombofilia (como Fator V de Leiden ou mutação do gene da protrombina).
Mutações ligadas à trombofilia podem, de fato, ocorrer em doadores saudáveis que não apresentam sintomas. Contudo, para quem já possui o diagnóstico formal da condição, a avaliação médica detalhada é essencial.
A medida garante a segurança de todos os envolvidos no processo, já que os critérios de triagem para doação de sangue são extremamente rigorosos.
Além da trombofilia e do uso de anticoagulantes, outros fatores podem impedir uma pessoa de doar sangue, seja de forma temporária ou definitiva. É importante conhecê-los para não perder a viagem até o banco de sangue. Veja alguns critérios gerais:
Vale dizer que esta lista é um resumo. A triagem clínica realizada antes da doação é uma entrevista detalhada que avalia todas as condições de saúde do candidato.
A impossibilidade de doar sangue devido à trombofilia não diminui a sua capacidade de contribuir. A solidariedade pode se manifestar de muitas outras formas.
Você pode ser um grande incentivador da doação de sangue. Converse com amigos, familiares e colegas de trabalho, esclareça dúvidas, desfaça mitos e organize grupos para irem juntos a um hemocentro. Divulgar a importância desse ato e mobilizar pessoas é uma ajuda extremamente valiosa que também salva vidas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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