InícioSaúdeSaúde da mulher

Revisado em: 15/06/2026

Quem tem trombofilia pode doar sangue e quais são os critérios?

Quem tem trombofilia geralmente não pode doar sangue por segurança; a condição aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos 

Resumo
  • A trombofilia é uma condição que aumenta a tendência de formação de coágulos no sangue
  • O diagnóstico de trombofilia, por si só, é um critério de inaptidão definitiva para a doação de sangue
  • O uso de medicamentos anticoagulantes, comuns no tratamento, impede a doação para proteger o doador e o receptor
  • A restrição visa evitar a transferência de sangue com capacidade de coagulação alterada ou com medicação
  • Sempre consulte um hematologista e o hemocentro local para esclarecer dúvidas sobre sua condição específica

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google
quem tem trombofilia pode doar sangue_1.jpg

Você recebeu o diagnóstico de trombofilia e pensou em fazer uma doação de sangue como um ato de solidariedade. No entanto, ao considerar o procedimento, uma pergunta surge: será que minha condição me impede de ser um doador? 

Devido ao alto risco de formação de coágulos, a doação de sangue é contraindicada para pessoas com trombofilia. Essa medida tem como objetivo primordial proteger a saúde do próprio doador. Entenda como a trombofilia pode impactar sua saúde e sua rotina. Agende uma avaliação médica na Rede Américas.

Hospital

Localização

Agendamento

Hospital Paraná

Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes, 1929 - Zona 05, Maringá - PR, 87015-000

Busque aqui o hematologista mais próximo de você no Paraná

Hospital Águas Claras

R. Arariba, 5 - Águas Claras, Brasília - DF, 71927-360

Encontre um hematologista em Águas Claras

Complexo Hospitalar de Niterói

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ

Consulte um hematologista no Rio de Janeiro.

Hospital Christóvão da Gama Diadema

Rua São Jorge, 98 - Centro, Diadema - SP

Agende sua consulta com um hematologista em Diadema

Hospital Brasília

St. de Habitações Individuais Sul QI 15 - Lago Sul, Brasília - DF

Marque a consulta com um hematologista em Brasília

A Rede Américas conta com hematologistas renomados.

Encontre um especialista perto de você!

O que é a trombofilia e qual sua relação com o sangue?

A trombofilia não é uma doença, mas uma condição caracterizada pela maior propensão do organismo a formar coágulos sanguíneos, também conhecidos como trombos. Essa tendência pode ter origem hereditária, passada de pais para filhos. Ou pode ser adquirida ao longo da vida devido a outras condições de saúde,a chamada trombofilia adquirida.

Essa desregulação no sistema de coagulação pode levar a eventos graves, como a trombose venosa profunda (TVP). Ela acontece quando um coágulo se forma em uma veia profunda, geralmente nas pernas, ou a embolia pulmonar (EP), quando o coágulo se desloca e obstrui uma artéria do pulmão. 

A trombofilia hereditária, por exemplo, pode aumentar significativamente o risco de derrames cerebrais. Por essa razão, os hemocentros proíbem a doação de sangue, visando também a segurança dos potenciais doadores. 

O tratamento e a prevenção desses eventos frequentemente envolvem o uso de medicamentos que "afinam" o sangue, os anticoagulantes.

Quem tem trombofilia pode doar sangue?

A resposta direta é que pessoas com diagnóstico de trombofilia são consideradas inaptas para a doação de sangue. Essa restrição é uma medida de segurança que visa proteger tanto a saúde do doador quanto a do receptor.

Existem dois motivos centrais para essa inaptidão definitiva:

A própria condição 

Um distúrbio de coagulação, seja para mais ou para menos, torna o sangue inadequado para transfusão. Transferir um sangue com maior potencial de coagular poderia representar um risco para o paciente que o recebe.

O uso de medicamentos

A maioria das pessoas com trombofilia, principalmente aquelas que já tiveram um episódio de trombose, faz uso contínuo de anticoagulantes (como varfarina, rivaroxabana, apixabana, entre outros). 

O tratamento gera inaptidão para proteger tanto o receptor quanto o próprio doador. Esses medicamentos presentes no sangue doado seriam transferidos para o receptor, podendo causar sangramentos graves, principalmente em pacientes já debilitados.

Leia também: Trombofilia na gravidez: o que é e cuidados

E se eu nunca tive trombose e não uso medicação?

A recomendação geral é que o sangue não seja doado mesmo por quem nunca teve um evento trombótico. O que acontece quando existe um diagnóstico de uma mutação genética ligada à trombofilia (como Fator V de Leiden ou mutação do gene da protrombina).

Mutações ligadas à trombofilia podem, de fato, ocorrer em doadores saudáveis que não apresentam sintomas. Contudo, para quem já possui o diagnóstico formal da condição, a avaliação médica detalhada é essencial.

A medida garante a segurança de todos os envolvidos no processo, já que os critérios de triagem para doação de sangue são extremamente rigorosos.

Quais são os principais impedimentos para a doação de sangue?

Além da trombofilia e do uso de anticoagulantes, outros fatores podem impedir uma pessoa de doar sangue, seja de forma temporária ou definitiva. É importante conhecê-los para não perder a viagem até o banco de sangue. Veja alguns critérios gerais:

Impedimentos definitivos

Impedimentos temporários comuns

Hepatite após os 11 anos de idade

Gripe, resfriado ou febre (aguardar 7 dias)

Diagnóstico de HIV, Hepatite B ou C, Doença de Chagas

Gravidez ou amamentação (prazos específicos)

Uso de drogas ilícitas injetáveis

Tatuagem ou maquiagem definitiva (aguardar 12 meses)

Histórico de câncer com tratamento

Cirurgias (o período varia conforme o porte)

Vale dizer que esta lista é um resumo. A triagem clínica realizada antes da doação é uma entrevista detalhada que avalia todas as condições de saúde do candidato.

Existem outras formas de ajudar se não posso doar sangue?

A impossibilidade de doar sangue devido à trombofilia não diminui a sua capacidade de contribuir. A solidariedade pode se manifestar de muitas outras formas.

Você pode ser um grande incentivador da doação de sangue. Converse com amigos, familiares e colegas de trabalho, esclareça dúvidas, desfaça mitos e organize grupos para irem juntos a um hemocentro. Divulgar a importância desse ato e mobilizar pessoas é uma ajuda extremamente valiosa que também salva vidas.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • CHIASAKUL, T. et al. Inherited thrombophilia and the risk of arterial ischemic stroke: a systematic review and meta-analysis. Journal of the American Heart Association: Cardiovascular and Cerebrovascular Disease, [s. l.], set. 2019. DOI: https://doi.org/10.1161/JAHA.119.012877. Disponível em: https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/JAHA.119.012877. Acesso em: 12 jun. 2026. 
  • DICK-GUARESCHI, J. et al. Prevalence of thrombophilia-associated genetic risk factors in blood donors of a regional hospital in southern Brazil. Hematology, Transfusion and Cell Therapy, [S. l.], 16 mar. 2021. DOI: https://doi.org/10.1016/j.htct.2021.01.010. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137921000353?via%3Dihub. Acesso em: 12 jun. 2026.
  • Gerhardt A, Scharf RE, Greer IA, Zotz RB. Hereditary risk factors for thrombophilia and probability of venous thromboembolism during pregnancy and the puerperium. Blood. 2016 Nov 10;128(19):2343-2349. doi: 10.1182/blood-2016-03-703728. Epub 2016 Sep 9. PMID: 27613196; PMCID: PMC5813719. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27613196/. Acesso em: 12 jun. 2026.
  • MANDERSTEDT, E. et al. Classic thrombophilias and thrombotic risk among middle-aged and older adults: a population-based cohort study. Journal of the American Heart Association: Cardiovascular and Cerebrovascular Disease, [S. l.], v. 11, n. 5, e023018, fev. 2022. DOI: https://doi.org/10.1161/JAHA.121.023018. Disponível em: https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/JAHA.121.023018. Acesso em: 12 jun. 2026. 
  • NIEWIADONSKI, V. T. et al. Evaluation of a high throughput method for the detection of mutations associated with thrombosis and hereditary hemochromatosis in Brazilian blood donors. PLoS ONE, [S. l.], maio 2015. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0125460. Disponível em: https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0125460. Acesso em: 12 jun. 2026.

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010

Telefone(11) 3821-5300

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100

Telefone(11) 3040-8000

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096

Telefone(21) 2729-1000

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

QMSW 4 - Sudoeste,  Brasília - DF

Telefone(61) 2196-5300

Ícone do WhatsAppÍcone médicoAgende sua consulta