A fratura de fêmur em idosos é uma lesão grave que geralmente precisa de tratamento no hospital; a recuperação pode incluir cirurgia, fisioterapia e acompanhamento multidisciplinar
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A internação por fratura de fêmur em idosos geralmente acontece depois de quedas e costuma envolver cirurgia, cuidados no hospital e reabilitação. Esse quadro está entre as principais causas de hospitalização por trauma na terceira idade e pode afetar a autonomia.
Segundo o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), as quedas são comuns nessa faixa etária. A estimativa é que cerca de 40% das pessoas com 80 anos ou mais passem por esse tipo de acidente ao menos uma vez por ano.
Além disso, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicados pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) indicam que um milhão de idosos fraturam o fêmur todos os anos no mundo, sendo as quedas responsáveis por 90% dos casos.
Ortopedistas são os médicos que podem fazer o acompanhamento de pacientes com fraturas no fêmur. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
As quedas da própria altura são a principal causa de fraturas de fêmur em idosos. Nesses casos, perder o equilíbrio ou tropeçar dentro de casa pode levar a uma batida do quadril contra o chão ou outros objetos, causando a quebra do osso.
Acidentes durante atividades da rotina também podem provocar esse tipo de lesão, já que batidas em superfícies irregulares, colisões e impactos em meios de transporte podem gerar uma força capaz de fraturar o fêmur, principalmente quando o osso já está mais frágil.
Além dos tombos, pancadas diretas e movimentos bruscos das pernas também podem causar fraturas. Torções ou mudanças rápidas de direção podem sobrecarregar o osso e provocar a lesão em pessoas com maior fragilidade óssea.
O envelhecimento pode aumentar o risco de fratura de fêmur porque causa mudanças no organismo que afetam a força dos ossos, o equilíbrio e os músculos, além de que algumas condições de saúde podem deixar o osso mais frágil e facilitar a ocorrência de lesões.
Nesse sentido, os principais fatores de risco para a fratura de fêmur em idosos incluem:
Depois de identificar esses pontos, o médico pode avaliar o risco de quedas e orientar cuidados para diminuir as chances de fraturas. Sendo assim, medidas como exercícios para fortalecer os músculos e acompanhamento da saúde dos ossos podem ajudar.
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Ao chegar ao hospital com suspeita de fratura de fêmur, o idoso passa por uma avaliação para ver a gravidade da lesão e as condições gerais de saúde. O médico verifica o histórico do paciente e pode pedir exames de imagem, como o raio-X, para confirmar a fratura.
Além de analisar o osso quebrado, a equipe verifica outros aspectos que podem influenciar o tratamento, como o funcionamento do coração, dos pulmões e doenças já existentes. Para isso, o paciente pode fazer exames de sangue e outros testes.
Durante o atendimento, o idoso recebe cuidados para controlar a dor e manter o quadro estável. Enquanto isso, a equipe de saúde acompanha a alimentação, a hidratação e possíveis alterações causadas pela menor movimentação no período de internamento.
O tratamento envolve profissionais de várias áreas, como ortopedista, enfermeiros e fisioterapeutas, conforme a necessidade de cada caso. Esse acompanhamento ajuda a organizar as próximas fases do cuidado e contribui para uma recuperação mais segura.
A cirurgia para fratura de fêmur em idosos é indicada na maioria dos casos, principalmente quando o osso quebra completamente ou sai do lugar. O procedimento busca unir a fratura, diminuir a dor e permitir que o paciente volte a se movimentar.
Antes do procedimento, o ortopedista avalia o tipo e o local da fratura, além das condições gerais de saúde do idoso, já que essas informações ajudam o médico a escolher a técnica mais adequada para cada paciente.
Durante a cirurgia, o profissional pode usar placas, parafusos ou hastes metálicas para manter o osso na posição certa na recuperação. Quando a fratura atinge a região próxima ao quadril, pode ser indicada uma prótese para substituir parte da articulação.
A escolha do tratamento depende da idade, saúde e capacidade de movimentação antes da fratura. Depois de todo o processo cirúrgico, o acompanhamento da equipe de saúde é importante para o retorno dos movimentos e para a prevenção de complicações.
O período de internação por fratura de fêmur depende das condições de saúde do idoso, do tipo de fratura e da resposta ao tratamento, e a alta só acontece quando o paciente está estável e a equipe define os próximos cuidados para a recuperação.
A permanência no hospital pode ser mais longa quando existem outras doenças, dificuldades para se movimentar ou alterações de saúde durante o internamento. Por isso, cada caso é avaliado de forma individual pela equipe responsável.
Mesmo depois de sair do hospital, o idoso precisa continuar o acompanhamento com profissionais de saúde, incluindo o ortopedista, já que a reabilitação é importante para que o paciente consiga recuperar os movimentos e voltar à rotina.
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O internamento por fratura de fêmur exige acompanhamento próximo, pois a lesão e a cirurgia podem afetar o organismo do idoso. Assim, alterações no coração, na pressão arterial e possíveis reações à anestesia são avaliadas pela equipe de saúde.
Além dos riscos da cirurgia, o período com pouca movimentação pode favorecer outros problemas de saúde e dificultar a recuperação, sendo que as principais complicações associadas a essa fase são:
Para reduzir as chances dessas complicações, a equipe adota cuidados durante todo o tratamento, o que inclui controlar a dor, cuidar da pele e incentivar a movimentação no momento certo, conforme o quadro de cada paciente.
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A recuperação do idoso depois da fratura de fêmur envolve a volta gradual dos movimentos e das atividades da rotina. Esse processo, porém, varia conforme a idade, o estado de saúde, o tipo de fratura e a resposta do organismo ao tratamento.
A fisioterapia é uma das principais fases da recuperação, pois ajuda a fortalecer os músculos, melhorar o equilíbrio e recuperar a segurança para andar. Os exercícios são definidos pelo especialista e podem começar ainda no hospital.
Depois da alta, o acompanhamento continua para avaliar a evolução do paciente e ajustar os cuidados necessários. Familiares e cuidadores também podem ajudar com adaptações nas casas e apoio para atividades que exigem mais esforço ou atenção.
O tempo de recuperação varia de pessoa para pessoa e pode levar meses. Alguns idosos conseguem recuperar grande parte da autonomia, enquanto outros podem precisar de mais suporte para fazer suas atividades.
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A adoção de hábitos saudáveis e alguns cuidados no dia a dia ajudam a reduzir o risco de quedas e a manter os ossos mais fortes na terceira idade. O acompanhamento médico regular e um ambiente seguro em casa são medidas importantes e, por isso, é preciso:
A prevenção deve fazer parte da rotina do idoso e considerar as necessidades de cada pessoa. Com acompanhamento médico e cuidados em casa, é possível diminuir os riscos de quedas, preservar os movimentos e ajudar na manutenção da independência.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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