A Ritalina pode causar efeitos colaterais como perda de apetite, insônia e dor de cabeça; o uso errado do metilfenidato também pode aumentar o risco de abuso e dependência
Resuma este artigo com IA:
Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

A Ritalina é um remédio de controle especial que contém metilfenidato, uma substância que atua no cérebro. No Brasil, o medicamento é usado no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e da narcolepsia em adultos.
Em pacientes diagnosticados com TDAH, o metilfenidato ajuda a aumentar a atenção e a concentração e a reduzir a impulsividade. Já em pessoas com narcolepsia, o remédio ajuda a diminuir a sonolência excessiva durante o dia.
No começo do tratamento, a Ritalina pode causar efeitos como perda de apetite, insônia e dor de cabeça. O metilfenidato também pode causar abuso e dependência, por isso a prescrição e a venda do medicamento seguem regras específicas.
Psiquiatras são os médicos que podem diagnosticar, acompanhar e tratar pacientes com condições como TDAH e narcolepsia. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A Ritalina é o nome comercial do metilfenidato, um remédio que pode ajudar pessoas com TDAH a manter a atenção, se concentrar melhor e controlar os impulsos. O medicamento também é usado no tratamento da narcolepsia, quadro que causa sonolência durante o dia.
O metilfenidato aumenta a quantidade de dopamina e noradrenalina disponível no cérebro. Essas substâncias ajudam as células nervosas a trocar informações e participam de ações como atenção e controle dos impulsos, o que melhora os sintomas dos transtornos.
No TDAH, a Ritalina pode reduzir a desatenção, a impulsividade e a hiperatividade. Na narcolepsia, ajuda a diminuir a sonolência e os episódios de sono em momentos errados. A indicação, porém, depende da avaliação médica e das características de cada paciente.
Leia também: Quem tem TDAH é neurodivergente? Veja as características da condição
A Ritalina tem como princípio ativo o cloridrato de metilfenidato, um remédio estimulante que atua no sistema nervoso central. No Brasil, seu uso é controlado e exige prescrição médica, já que o controle é importante para reduzir o uso inadequado do medicamento.
O uso prolongado do metilfenidato pode levar à tolerância em algumas pessoas, o que significa que o corpo pode se adaptar ao remédio e passar a responder menos à dose, sendo que ela não deve ser aumentada por conta própria para tentar recuperar o efeito.
A interrupção do tratamento com Ritalina deve seguir a orientação do psiquiatra, já que a necessidade de reduzir a dose antes de parar depende da avaliação de cada paciente. O acompanhamento médico permite avaliar os efeitos e ajustar ou interromper o remédio.
Leia também: Qual a diferença entre tarja preta e tarja vermelha? Entenda os riscos
A Ritalina não é um antidepressivo, já que seu princípio ativo é um estimulante que atua no sistema nervoso central. Ele aumenta a disponibilidade de dopamina e noradrenalina no cérebro ao bloquear os transportadores responsáveis pela retirada dessas substâncias.
A dopamina e a noradrenalina participam de funções como atenção e concentração, e um estudo publicado na Neuroscience & Biobehavioral Reviews descreveu que os estimulantes podem modificar a atividade de redes cerebrais envolvidas na realização de tarefas.
A mesma revisão apontou que esses remédios podem aumentar a atividade de redes usadas durante as atividades e diminuir a interferência de outras redes cerebrais. Os autores afirmam que os efeitos do uso prolongado ainda precisam de mais investigação.
Outro estudo publicado na Neuropsychopharmacology avaliou 50 adultos. Nele, as pessoas escolheram com mais frequência tarefas que exigiam esforço quando receberam Ritalina, e esse efeito foi maior entre aqueles com maior capacidade de produzir dopamina.
Esses resultados ajudam a explicar alguns efeitos do metilfenidato sobre a atenção. Mesmo assim, eles não significam que o remédio melhora a concentração de qualquer um, já que a resposta varia entre os pacientes e seu efeito sobre o cérebro envolve vários sistemas.
É importante que o paciente saiba, ainda, que a Ritalina tem diferentes apresentações, como liberação imediata e prolongada. A Ritalina LA, por exemplo, libera o metilfenidato de forma prolongada, enquanto a Ritalina em comprimidos possui liberação imediata.
Leia também: Sertralina: indicação, o que faz no organismo e como tomar certo
No Brasil, a venda de remédios estimulantes como a Ritalina segue regras específicas para diminuir o uso indevido e o desvio dessas substâncias. No caso do metilfenidato, a compra exige a Notificação de Receita A, conhecida como receita amarela.
Esse documento é preenchido por um médico e permite a venda do medicamento pela farmácia. Nesses casos, as notificações são numeradas e fornecidas pelas autoridades sanitárias aos profissionais autorizados a prescrever remédios controlados.
Sendo assim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) define diferentes tipos de receitas para medicamentos que precisam de controle especial. Cada tipo tem regras para a prescrição e a venda do remédio, de acordo com a classificação da substância:
No caso da Ritalina, o farmacêutico deve reter a receita amarela e registrar os dados do comprador no sistema nacional de controle. Se o documento tiver algum problema, como rasura ou falta de carimbo, a receita não pode ser aceita.
O metilfenidato ganhou a fama de “droga dos concurseiros” por ser usado por pessoas sem TDAH ou narcolepsia que buscam estudar por mais tempo ou aumentar o rendimento no trabalho. Porém, o uso sem indicação pode causar efeitos colaterais e não é recomendado.
O remédio pode causar várias reações adversas, o que explica por que sua prescrição e venda seguem regras específicas. Em pessoas que não têm indicação para o tratamento, o uso do medicamento não garante melhora do desempenho e pode trazer riscos à saúde.
Entre os efeitos indesejados relacionados ao metilfenidato estão perda de apetite, insônia, dor de cabeça, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Em casos graves, podem acontecer alterações psiquiátricas e problemas cardiovasculares, assim como:
O uso da Ritalina sem prescrição médica também pode aumentar o risco de dependência, o que significa que a pessoa pode acreditar que precisa do remédio para estudar, trabalhar ou fazer tarefas que exigem concentração, mesmo sem ter uma indicação para o tratamento.
Esse aspecto pode levar ao uso repetido do medicamento e à dificuldade de realizar essas atividades sem ele. Com o tempo, a pessoa pode aumentar a frequência ou a quantidade usada, o que eleva o risco de efeitos adversos e de problemas relacionados à dependência.
Leia também: Qual a diferença entre ansiedade e depressão? Sintomas e como tratar
A segurança do tratamento com Ritalina começa com uma avaliação médica. O diagnóstico de TDAH é clínico e pode ser feito por profissionais como psiquiatras, neurologistas e neuropediatras, de acordo com os critérios usados para identificar o transtorno.
O acompanhamento médico permite ajustar a dose e identificar possíveis efeitos colaterais. Antes de começar o remédio, o especialista avalia o histórico de saúde, inclusive problemas cardíacos, e pode pedir exames quando houver indicação.
A necessidade de consultas frequentes está ligada ao controle do medicamento e aos possíveis efeitos do tratamento. O metilfenidato pode fazer parte de um plano que também inclui psicoterapia e mudanças na rotina de estudos, trabalho ou outras atividades.
Quem tem efeitos colaterais, percebe mudanças importantes depois de começar a tomar ou tem dúvidas sobre a prescrição deve procurar o médico que acompanha o caso. O uso, a mudança da dose ou a interrupção do metilfenidato não devem ser feitos por conta própria.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160
(21) 3316-2900

QMSW 4 - Sudoeste, Brasília - DF
(61) 2196-5300

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096
(21) 2729-1000

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100
(11) 3040-8000

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080
(21) 2545-4000

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011
(71) 4020-0057

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010
(11) 3821-5300