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A sertralina pode ajudar a controlar a ansiedade e melhorar o humor; o corpo pode levar algumas semanas para se adaptar aos efeitos colaterais

A sertralina é um antidepressivo indicado para depressão, ansiedade, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e fobia social. O remédio age no cérebro, ajudando a equilibrar a serotonina, uma substância ligada ao humor, ao sono e às emoções.
No Brasil, a depressão atinge cerca de 15,5% da população ao longo da vida, segundo o Ministério da Saúde. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta a doença como uma das principais causas de incapacidade no mundo, afetando a rotina, o trabalho e as relações.
Assim, a sertralina pode fazer parte do tratamento de diferentes condições de saúde mental. A indicação depende da avaliação médica, do diagnóstico e da resposta de cada pessoa. O efeito não costuma ser imediato e a melhora dos sintomas pode acontecer ao longo das semanas.
Psiquiatras são os médicos que podem indicar e orientar o uso da sertralina, além de avaliar a dose, acompanhar como a pessoa reage ao tratamento e fazer ajustes quando necessário. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A sertralina é um antidepressivo que age em uma substância do cérebro chamada serotonina, ligada ao humor, às emoções e ao bem-estar. Ao aumentar a ação dessa substância, o remédio ajuda a diminuir sintomas emocionais e a melhorar o equilíbrio do humor.
Por isso, o medicamento pode ser usado no tratamento de depressão e ansiedade, além de outros transtornos de saúde mental. A sertralina ajuda a manter a serotonina ativa por mais tempo no cérebro, o que pode contribuir para a melhora dos sintomas.
Além dessas indicações, o remédio pode ser prescrito em casos de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), pois ajuda a reduzir pensamentos repetitivos e comportamentos compulsivos ao agir nesse mesmo mecanismo cerebral.
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A serotonina é uma substância química produzida naturalmente pelo cérebro, influenciando a regulação do humor, do sono, do apetite, do aprendizado e da memória. Níveis desequilibrados de serotonina têm sido associados a transtornos como a depressão e a ansiedade.
A sertralina aumenta a quantidade de serotonina disponível no cérebro. Ela evita que essa substância seja absorvida rápido demais pelas células nervosas, o que faz com que permaneça ativa por mais tempo.
Com mais serotonina disponível, a comunicação entre as células do cérebro melhora. Isso pode ajudar a estabilizar o humor e a reduzir sintomas de ansiedade ao longo do tratamento. Por isso, algumas pessoas dizem ter sensação de maior equilíbrio emocional e redução da ansiedade após o período de adaptação ao remédio.
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A sertralina pode ser indicada para diferentes transtornos de saúde mental e está entre os antidepressivos mais usados pela psiquiatra. Segundo a Mayo Clinic, os remédios da mesma classe da sertralina, chamados inibidores seletivos da recaptação de serotonina, são prescritos e usados, principalmente, no tratamento de depressão e ansiedade.
A depressão é uma das principais indicações da sertralina, porque o medicamento pode ajudar a diminuir sintomas como tristeza que não passa, ansiedade, insônia e perda de interesse em atividades. Em alguns casos, pode ser usado para ajudar a evitar episódios depressivos.
O transtorno obsessivo-compulsivo envolve pensamentos repetitivos e indesejados, além de comportamentos difíceis de controlar, que podem causar sofrimento e interferir na rotina. A sertralina pode ser indicada para adultos e, em alguns casos, para crianças a partir de seis anos, ajudando a diminuir a intensidade desses sintomas.
O transtorno do pânico causa crises repentinas de medo intenso, que podem vir acompanhadas de sensação de perda de controle ou medo de morrer. A sertralina pode ajudar a diminuir a frequência e a intensidade dessas crises, o que contribui para mais estabilidade.
A fobia social é caracterizada por medo intenso de situações sociais, principalmente quando a pessoa sente que pode ser observada ou julgada. Nesse caso, a sertralina pode ajudar a diminuir a ansiedade e facilitar a convivência em interações da rotina.
O transtorno de estresse pós-traumático pode aparecer depois de situações traumáticas e causar sintomas como pesadelos, lembranças invasivas e evitação de situações que lembram o ocorrido. Aqui, a sertralina pode ajudar a diminuir esses sintomas e contribuir para maior equilíbrio emocional ao longo do tratamento.
O transtorno disfórico pré-menstrual é uma forma mais intensa da tensão pré-menstrual, com mudanças de humor, ansiedade e irritabilidade que podem afetar a rotina. A sertralina pode ser indicada para ajudar a aliviar esses sintomas, com uso contínuo ou só no período antes da menstruação, conforme orientação médica.
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Mesmo que a sertralina seja mais conhecida no tratamento da depressão, ela também tem sido estudada em outras áreas.
Uma pesquisa da Universidade do Porto, publicada na revista científica Biomolecules, apontou que o remédio pode diminuir a multiplicação de células cancerígenas e interferir em processos de crescimento de tumores em diferentes tipos de câncer, como mama, pulmão e próstata.
Porém, os pesquisadores destacam que esses resultados ainda são iniciais e precisam de mais estudos em humanos, o que significa que, embora existam sinais promissores, a sertralina ainda não é usada como tratamento para câncer, e o uso continua indicado principalmente para transtornos de saúde mental.
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O início do tratamento com sertralina pede que o paciente tenha atenção e, claro, acompanhamento médico. O uso certo, com orientação profissional, ajuda a ter mais segurança e melhores resultados ao longo do tratamento.
Os efeitos da sertralina não aparecem logo nos primeiros dias. Em geral, a melhora dos sintomas começa a ser percebida pelos pacientes depois de duas a quatro semanas de uso sem parar, mesmo que algumas pessoas possam notar mudanças um pouco antes.
No começo do tratamento, podem aparecer alguns efeitos colaterais desconfortáveis, como náusea, tontura e sonolência, que costumam diminuir com o tempo. Por isso, o processo exige continuidade do uso e acompanhamento médico para que tenha mais chances de funcionar.
Parar de tomar a sertralina de repente pode causar sintomas como tontura, náusea, dor de cabeça e aumento da ansiedade. Qualquer mudança na dose ou interrupção do uso precisa ser feita com orientação médica. O psiquiatra pode indicar uma redução gradual da dose, quando necessário, para evitar esses efeitos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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