Tireoide desregulada pode afetar ovulação e fertilidade; controle hormonal ajuda a proteger mãe e bebê na gestação
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O desejo pela maternidade chega e, com ele, uma série de dúvidas e planejamentos. Para muitas mulheres, uma pergunta surge com certa apreensão: meu problema na tireoide pode me impedir de engravidar ou prejudicar o bebê?
Na maioria das vezes a resposta é sim, as mulheres com problemas na tireoide podem engravidar e ter uma gestação saudável. Mas os níveis hormonais sejam rigorosamente monitorados e controlados por médicos antes da concepção e durante toda a gravidez.
O acompanhamento regular é essencial para proteger a saúde da mãe e garantir o desenvolvimento adequado do bebê, tornando a jornada para a maternidade muito mais segura. Exames laboratoriais são apenas o primeiro passo. Agende sua consulta na Rede Américas e faça uma avaliação especializada.
A tireoide é uma glândula em formato de borboleta localizada no pescoço. Ela produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que regulam o metabolismo de praticamente todo o corpo, incluindo o sistema reprodutivo.
Quando essa glândula não funciona corretamente, seja produzindo hormônios a mais (hipertireoidismo) ou a menos (hipotireoidismo), todo o equilíbrio do organismo é afetado. Isso impacta diretamente a capacidade de engravidar.
Os hormônios da tireoide interagem com os hormônios sexuais, como o estrogênio e a progesterona, que são responsáveis por regular o ciclo menstrual. Uma disfunção tireoidiana pode causar:
Assim, a regulação da função tireoidiana é um passo essencial para restaurar a regularidade do ciclo e aumentar as chances de concepção.
Leia também: Quem tem hipotireoidismo pode engravidar? Entenda a relação
As duas condições mais comuns que afetam a tireoide são o hipotireoidismo e o hipertireoidismo. Ambas exigem atenção especial antes e durante a gravidez.
No hipotireoidismo, a tireoide produz poucos hormônios. Essa é a disfunção mais comum em mulheres em idade fértil. Sem tratamento, pode dificultar a ovulação. Durante a gestação, a necessidade de hormônios tireoidianos aumenta, pois o feto depende totalmente da mãe nas primeiras 12 a 18 semanas.
O tratamento é simples e seguro, feito com a reposição do hormônio sintético (levotiroxina). O ajuste da dose é essencial e deve ser monitorado de perto pelo endocrinologista.
Já no hipertireoidismo, ocorre o excesso de produção hormonal. Essa condição também pode causar irregularidades menstruais. Quando não controlado na gravidez está associado a maiores riscos de complicações, como a pré-eclâmpsia.
O tratamento durante a gestação é mais complexo e requer o uso de medicamentos antitireoidianos específicos, em doses cuidadosamente calculadas para não afetar o bebê. O acompanhamento médico é indispensável.
A Tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune que é a principal causa de hipotireoidismo. A presença dos anticorpos característicos da doença pode estar associada a um maior risco de aborto, mesmo com a função tireoidiana normal. Por isso, o monitoramento é ainda mais importante.
Quanto aos nódulos, a maioria é benigna e não interfere na fertilidade ou na gravidez. No entanto, é fundamental que um médico avalie a função da tireoide para garantir que não haja produção hormonal desregulada associada ao nódulo.
Planejar a gravidez e manter os níveis hormonais sob controle é necessário para evitar complicações tanto para a mãe quanto para o bebê. Uma disfunção não tratada aumenta os riscos de problemas sérios.
Manter a função tireoidiana sob controle é fundamental para evitar complicações. Gestantes com a tireoide monitorada podem ter um período gestacional seguro, prevenindo problemas como o parto prematuro e a pressão alta gestacional.
O monitoramento e controle dos níveis hormonais são essenciais para proteger a saúde e o desenvolvimento do bebê. Sem esse cuidado, podem surgir riscos como:
O planejamento é a ferramenta mais poderosa para garantir uma gestação tranquila. A mulher que tem um diagnóstico de distúrbio tireoidiano e deseja engravidar deve procurar um especialista antes mesmo de iniciar as tentativas.
Consultar um endocrinologista e um ginecologista-obstetra antes de engravidar é o passo mais importante. Nessas consultas, o médico costuma levar em consideração os seguintes pontos:
O TSH (hormônio estimulador da tireoide) é o principal exame para monitorar a função da glândula. Segundo estudo publicado pelo PubMed, em 2015, o ideal é que mulheres que planejam engravidar mantenham o nível de TSH abaixo ou igual a 2,5 mUI/L.
Manter esse alvo antes da concepção e durante o primeiro trimestre de gestação ajuda a reduzir significativamente o risco de complicações.
Uma vez grávida, o acompanhamento continua. A necessidade de hormônio tireoidiano aumenta bastante durante a gestação. Por isso, os exames de sangue serão repetidos a cada 4 a 6 semanas. Principalmente na primeira metade da gravidez, para que o médico possa ajustar a medicação conforme necessário.
Leia também: Exame de tireoide precisa de jejum? Entenda o preparo correto
Mulheres que precisaram remover a tireoide (tireoidectomia), geralmente por causa de nódulos suspeitos ou câncer, podem engravidar normalmente. Elas fazem o uso contínuo da levotiroxina para repor o hormônio que a glândula não produz mais.
As regras de planejamento e acompanhamento são as mesmas: garantir que os níveis de TSH estejam na faixa ideal antes da concepção e realizar o monitoramento constante durante toda a gravidez para ajustar a dose do hormônio.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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