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Revisado em: 30/07/2026

Como se pega vaginose bacteriana: veja fatores de risco, sintomas e tratamento

A vaginose bacteriana é uma das alterações mais comuns na saúde íntima feminina, mas ainda gera muitas dúvidas

Resumo
  • A vaginose bacteriana é considerada relativamente comum e tende a acometer mulheres em idade sexual
  • Ela ocorre devido a um desequilíbrio da flora vaginal, não do contato direto com parceiros
  • O principal sintoma é corrimento acinzentado com odor forte, semelhante a peixe
  • O diagnóstico é feito pelo ginecologista e o tratamento envolve antibióticos prescritos
  • O tratamento geralmente é feito com a administração de antibióticos

 

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Se você já teve um corrimento diferente do habitual, com odor mais forte, provavelmente já ouviu falar em vaginose bacteriana. Ela é extremamente comum entre mulheres em idade reprodutiva, mas, diferente do que muitas pensam, não se trata de uma doença que se “pega” de uma pessoa para outra da mesma forma que uma infecção sexualmente transmissível.

O que acontece é um desequilíbrio na própria flora vaginal e são justamente esses fatores que favorecem o desequilíbrio que pode gerar esse tipo de quadro.

Ginecologistas são os médicos indicados para o acompanhamento desse tipo de infecção. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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Como se pega vaginose bacteriana?

A vagina é habitada por diferentes microrganismos, entre eles os lactobacilos, que são bactérias “do bem” que ajudam a manter o ambiente vaginal equilibrado e protegido.

A vaginose bacteriana acontece quando há uma queda na quantidade desses lactobacilos, abrindo espaço para a proliferação de bactérias que já existem naturalmente no corpo, mas que, em excesso, causam o desequilíbrio, como a Gardnerella vaginalis.

De acordo com estudos (2026), ela é uma das infecções mais comuns que afetam várias mulheres no mundo, com uma prevalência ampla, que vai de 20% a 60%. Por isso não se trata sobre evitar como “pegar” a vaginose de alguém, mas entender que o que existe são pontos de risco que favorecem esse desequilíbrio, entre eles:

  • Relação sexual sem o uso de camisinha, principalmente com parceiros novos ou múltiplos parceiros, já que isso pode alterar o pH vaginal;
  • Duchas vaginais, que removem tanto as bactérias “ruins” quanto as boas, favorecendo o desequilíbrio da flora;
  • Trocar de parceiros(as) sexuais com frequência;
  • Uso de DIU (Dispositivo Intrauterino) como método contraceptivo.

Vale reforçar que a vaginose bacteriana também pode surgir mesmo em mulheres que não têm vida sexual ativa. Esse tipo de alteração está muito mais relacionado ao equilíbrio da flora vaginal do que à transmissão direta entre parceiros.

Leia também: Veja quais são as doenças ginecológicas provocadas por bactérias

Quais fatores podem contribuir para o desenvolvimento e a evolução da vaginose bacteriana?

Além dos pontos de risco relacionados à vida sexual, existem outros hábitos e situações que podem contribuir tanto para o surgimento quanto para a recorrência da vaginose bacteriana:

  • Uso de sabonetes perfumados ou produtos de higiene íntima agressivos, que alteram o pH natural da região;
  • Uso prolongado de antibióticos, que podem eliminar também as bactérias benéficas da flora vaginal;
  • Tabagismo;
  • Roupas íntimas muito justas ou de tecidos sintéticos, que dificultam a ventilação da região;
  • Estresse crônico, que pode enfraquecer o sistema imunológico e tornar o organismo mais vulnerável a desequilíbrios;
  • Alterações hormonais, incluindo as que acontecem durante a gravidez;
  • Alimentação rica em açúcar e alimentos processados, que também pode influenciar o equilíbrio do microbioma vaginal.

A maioria desses fatores pode ser ajustada com mudanças simples na rotina, o que ajuda tanto na prevenção quanto na redução do risco de recorrência.

Leia também: O que pode ser o corrimento esverdeado com grumos?

Quais são os sintomas da vaginose bacteriana?

O principal sintoma é o corrimento vaginal, que costuma ser ralo, de coloração acinzentada ou esbranquiçada e com odor forte. Muitas vezes esse corrimento é descrito como “odor de peixe”, e fica bastante perceptível após a relação sexual ou durante a menstruação.

Diferente de outras infecções vaginais, a vaginose bacteriana geralmente não causa sinais de inflamação intensa, como vermelhidão ou inchaço acentuado. Por outro lado, algumas mulheres relatam leve ardência ou desconforto ao urinar.

É importante lembrar que corrimentos com características diferentes (com coceira intensa, aspecto esbranquiçado e “empelotado”, ou de coloração amarelada/esverdeada) podem indicar outras condições, como candidíase ou tricomoníase.

Por conta dessa variação, a avaliação ginecológica é sempre o caminho mais seguro para um diagnóstico correto.

Leia também: Quais são as causas do corrimento marrom e com cheiro forte?

Como é feito o tratamento?

O diagnóstico é feito pelo ginecologista, através do exame físico e da coleta de uma amostra da secreção vaginal para análise laboratorial.

Uma vez confirmada a vaginose bacteriana, o tratamento costuma ser feito com antibióticos, como o metronidazol ou a clindamicina. Eles podem ser prescritos em comprimidos orais ou em cremes e géis de uso vaginal, dependendo da orientação médica.

É importante seguir o tratamento até o fim, mesmo que os sintomas melhorem antes, para evitar que a vaginose retorne. Mulheres grávidas também podem e devem tratar a vaginose bacteriana. Quando não tratada, ela pode aumentar o risco de complicações na gestação, como trabalho de parto prematuro.

Existem formas de se proteger?

Embora não seja possível eliminar totalmente o risco, alguns cuidados ajudam a preservar o equilíbrio da flora vaginal e reduzir as chances de desenvolver vaginose bacteriana:

  • Usar preservativo nas relações sexuais;
  • Evitar duchas vaginais e produtos de higiene íntima perfumados ou agressivos;
  • Usar sabonete neutro ou de pH adequado para a região genital;
  • Preferir roupas íntimas de algodão, mais soltas e confortáveis;
  • Higienizar-se sempre da frente para trás após urinar ou evacuar;
  • Trocar absorventes com frequência durante o período menstrual;
  • Manter consultas ginecológicas regulares, mesmo sem sintomas aparentes.

A vaginose bacteriana é uma condição comum e tratável, mas que pode retornar com facilidade se os fatores de risco não forem ajustados. Ficar atenta às mudanças no seu corpo, como alterações no corrimento, no odor ou desconfortos na região íntima, e manter o acompanhamento com o ginecologista são os passos mais importantes para cuidar da sua saúde vaginal a longo prazo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • MSD Manuals. Vaginose bacteriana. Disponível: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-feminina/vaginite-cervicite-e-doen%C3%A7a-inflamat%C3%B3ria-p%C3%A9lvica/vaginose-bacteriana-vb. Acesso em: 29 jul. 2026.
  • Madden T, et.al. Risk of bacterial vaginosis in users of the intrauterine device: a longitudinal study. Sex Transm Dis. 2012 Mar;39(3):217-22. doi: 10.1097/OLQ.0b013e31823e68fe. PMID: 22337109; PMCID: PMC3285477. Disponível: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3285477/. Acesso em: 29 jul. 2026.
  • Carlson K, et.al. Vaginose bacteriana. [Atualizado em 7 de novembro de 2025]. Em: StatPearls [Internet]. Ilha do Tesouro (FL): StatPearls Publishing; janeiro de 2026-. Disponível: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK459216/. Acesso em: 29 jul. 2026.
  • Instituto Vencer o Câncer. Vaginose bacteriana. Disponível: https://vencerocancer.org.br/saude/vaginose-bacteriana/. Acesso em: 29 jul. 2026.

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