A vaginose bacteriana é uma das alterações mais comuns na saúde íntima feminina, mas ainda gera muitas dúvidas
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Se você já teve um corrimento diferente do habitual, com odor mais forte, provavelmente já ouviu falar em vaginose bacteriana. Ela é extremamente comum entre mulheres em idade reprodutiva, mas, diferente do que muitas pensam, não se trata de uma doença que se “pega” de uma pessoa para outra da mesma forma que uma infecção sexualmente transmissível.
O que acontece é um desequilíbrio na própria flora vaginal e são justamente esses fatores que favorecem o desequilíbrio que pode gerar esse tipo de quadro.
Ginecologistas são os médicos indicados para o acompanhamento desse tipo de infecção. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A vagina é habitada por diferentes microrganismos, entre eles os lactobacilos, que são bactérias “do bem” que ajudam a manter o ambiente vaginal equilibrado e protegido.
A vaginose bacteriana acontece quando há uma queda na quantidade desses lactobacilos, abrindo espaço para a proliferação de bactérias que já existem naturalmente no corpo, mas que, em excesso, causam o desequilíbrio, como a Gardnerella vaginalis.
De acordo com estudos (2026), ela é uma das infecções mais comuns que afetam várias mulheres no mundo, com uma prevalência ampla, que vai de 20% a 60%. Por isso não se trata sobre evitar como “pegar” a vaginose de alguém, mas entender que o que existe são pontos de risco que favorecem esse desequilíbrio, entre eles:
Vale reforçar que a vaginose bacteriana também pode surgir mesmo em mulheres que não têm vida sexual ativa. Esse tipo de alteração está muito mais relacionado ao equilíbrio da flora vaginal do que à transmissão direta entre parceiros.
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Além dos pontos de risco relacionados à vida sexual, existem outros hábitos e situações que podem contribuir tanto para o surgimento quanto para a recorrência da vaginose bacteriana:
A maioria desses fatores pode ser ajustada com mudanças simples na rotina, o que ajuda tanto na prevenção quanto na redução do risco de recorrência.
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O principal sintoma é o corrimento vaginal, que costuma ser ralo, de coloração acinzentada ou esbranquiçada e com odor forte. Muitas vezes esse corrimento é descrito como “odor de peixe”, e fica bastante perceptível após a relação sexual ou durante a menstruação.
Diferente de outras infecções vaginais, a vaginose bacteriana geralmente não causa sinais de inflamação intensa, como vermelhidão ou inchaço acentuado. Por outro lado, algumas mulheres relatam leve ardência ou desconforto ao urinar.
É importante lembrar que corrimentos com características diferentes (com coceira intensa, aspecto esbranquiçado e “empelotado”, ou de coloração amarelada/esverdeada) podem indicar outras condições, como candidíase ou tricomoníase.
Por conta dessa variação, a avaliação ginecológica é sempre o caminho mais seguro para um diagnóstico correto.
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O diagnóstico é feito pelo ginecologista, através do exame físico e da coleta de uma amostra da secreção vaginal para análise laboratorial.
Uma vez confirmada a vaginose bacteriana, o tratamento costuma ser feito com antibióticos, como o metronidazol ou a clindamicina. Eles podem ser prescritos em comprimidos orais ou em cremes e géis de uso vaginal, dependendo da orientação médica.
É importante seguir o tratamento até o fim, mesmo que os sintomas melhorem antes, para evitar que a vaginose retorne. Mulheres grávidas também podem e devem tratar a vaginose bacteriana. Quando não tratada, ela pode aumentar o risco de complicações na gestação, como trabalho de parto prematuro.
Embora não seja possível eliminar totalmente o risco, alguns cuidados ajudam a preservar o equilíbrio da flora vaginal e reduzir as chances de desenvolver vaginose bacteriana:
A vaginose bacteriana é uma condição comum e tratável, mas que pode retornar com facilidade se os fatores de risco não forem ajustados. Ficar atenta às mudanças no seu corpo, como alterações no corrimento, no odor ou desconfortos na região íntima, e manter o acompanhamento com o ginecologista são os passos mais importantes para cuidar da sua saúde vaginal a longo prazo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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