InícioSaúdeTratamentos

Revisado em: 28/07/2026

Fratura interna: primeiros socorros​ e o que fazer de maneira imediata

Uma fratura interna, mesmo sem ferimento aparente, é uma lesão que envolve risco real. Saber o que fazer, e principalmente o que não fazer, nos primeiros minutos pode ser decisivo para o resultado do tratamento.

Resumo
  • As fraturas internas não têm exposição física de sangue, mas há dor interna, muitas vezes forte;
  • A presença de hematomas também pode sinalizar que algo não anda bem;
  • Tente manter a calma e não force, em hipótese nenhuma, o osso;
  • Acompanhe e monitore outros sinais, como unhas roxas, deformidade na região afetada;
  • Leve imediatamente a pessoa afetada a um pronto-socorro.

 

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google
fratura interna primeiros socorros​1.jpg

Às vezes, a cena é clássica: alguém escorregou em casa, caiu da escada ou sofreu uma pancada e passou a sentir uma dor forte, seguida de inchaço e dificuldade de mover o braço ou a perna.

Não há sangue, não há osso à mostra, mas algo evidentemente quebrou lá dentro. É nesse momento, entre o susto e a decisão do que fazer, que muitos erros acontecem. São justamente esses erros que podem transformar uma fratura simples em um problema bem maior.

Ortopedistas devem ser acionados de maneira imediata. Eles são os médicos especialistas que podem atender nesse tipo de caso. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

Hospital

Endereço

Agendamento

Hospital Nove de Julho Bela Vista

Rua Peixoto Gomide, 263

Agende sua consulta com um ortopedista em São Paulo.

Hospital Brasília - Águas Claras

R. Arariba, 5 - Águas Claras, Brasília - DF, 71927-360

Marque sua consulta com um ortopedista em Águas Claras.

Complexo Hospitalar de Niterói

Tv. Lasalle, 12

Consulte um ortopedista em Niterói.

Encontre um ortopedista perto de você.

O que fazer em casos de fraturas internas?

Em um primeiro momento, é importante manter a calma. Depois, tente observar a região afetada. Busque por sinais como inchaço que podem ter sido provocados pela fratura interna, dificuldade de movimento e até deformidades visíveis. É possível que a pessoa que tenha sofrido o acidente se queixe de dor local intensa.

Logo, tente manter a área em repouso, em uma posição confortável para a pessoa. Não force, em hipótese nenhuma, a região. No geral, somente médicos e paramédicos estão habilitados para fazer manobras mais específicas, como a imobilização da área afetada. Quando feita por uma pessoa leiga, é possível que qualquer movimento termine agravando a lesão.

Uma vez que os profissionais façam a imobilização da área afetada, é provável que a imobilização cubra as articulações de cima e de baixo do local da fratura. Esse tipo de manobra é realizado para evitar que o paciente piore o quadro, de maneira involuntária.

Enquanto o atendimento médico não chega, observe a circulação do membro ou região afetada. A cor das unhas, por exemplo, é um bom indicativo. Se elas começarem a ficar mais arroxeadas, pálidas ou muito diferentes do normal, é sinal que algo na circulação não está bem. No geral, essa coloração das unhas não deve mudar, nem depois da colocação de telas por parte dos profissionais médicos. Ela deverá estar na coloração normal.

O que não fazer em caso de fraturas internas com a pessoa afetada

Aqui mora o erro mais comum e mais perigoso: tentar “colocar o osso no lugar” ou movimentar o membro para “ver se está mesmo quebrado”.

Essa manobra não deve ser feita por ninguém que não seja um profissional treinado, porque, além da dor, ela pode causar lesões graves nos nervos e vasos, ou piorar um sangramento interno.

Nunca se deve tentar movimentar a vítima ou colocar o osso no lugar, porque, além da dor intensa, esse tipo de manobra pode ainda provocar lesões graves nos nervos ou que piorem o sangramento.

Também não é hora de oferecer comida ou bebida à pessoa ferida, principalmente se existir a possibilidade de ela precisar de cirurgia em seguida. Com o estômago cheio, a pessoa pode terminar prejudicando a eficácia da anestesia. Não deve ser fornecido ao paciente alimentos ou líquidos por via oral.

Movimentar a pessoa sem necessidade, seja para “acomodar melhor” ou por impaciência esperando o socorro, é outro risco. Qualquer deslocamento desnecessário pode piorar os danos aos ossos e tecidos ao redor.

Outro ponto importante nos primeiros socorros a fraturas é evitar mover o paciente desnecessariamente. O movimento inadequado pode ser prejudicial, além de poder provocar mais danos aos ossos ou tecidos ao redor.

E mesmo que a fratura pareça pequena, sem deformidade aparente, nenhuma delas deve ser tratada em casa por conta própria.

Toda fratura, independentemente do tamanho ou da gravidade aparente, precisa de avaliação médica com raio-x. Independentemente do tipo ou gravidade da lesão, TODAS as fraturas precisam de atendimento médico.

Por que as fraturas internas são um quadro de gravidade alta

Pode parecer exagero tratar uma fratura fechada com tanto cuidado. Como não há ferimento exposto e não há sangue à vista, a tendência é afrouxarmos a preocupação. Mas o perigo de uma fratura vai muito além do osso quebrado em si.

Quando um osso longo se rompe, como o fêmur, ele pode liberar gordura da medula óssea para dentro da circulação sanguínea.

Esses fragmentos de gordura podem viajar até os pulmões e causar a chamada síndrome da embolia gordurosa, um quadro grave que costuma se manifestar nas primeiras 48 horas após o trauma. Esse tipo de quadro pode se manifestar após fraturas em ossos mais longos, como o fêmur ou em procedimentos ortopédicos. Nesses casos, é possível observar o paciente com falta de ar, confusão mental e pequenas manchas roxas na pele.

Existe ainda a síndrome compartimental, que é quando o inchaço dentro de um compartimento muscular fechado aumenta tanto que passa a comprimir os próprios vasos e nervos por dentro, cortando a circulação do próprio membro. Nesses casos, uma das situações frequentes é quando há um esmagamento de ossos.

O primeiro sinal da síndrome compartimental costuma ser uma dor desproporcional à lesão, maior do que se esperaria, e esse é justamente o motivo pelo qual a dor nunca deve ser ignorada ou “aguentada”.

Fraturas em ossos grandes, como fêmur e bacia, também podem causar perda de sangue significativa mesmo sem ferimento externo. O sangramento acontece dentro do próprio corpo, ao redor do osso quebrado, podendo levar a um quadro de choque hipovolêmico se não for identificado a tempo.

Ou seja, o que parece "só um osso quebrado" pode, na verdade, ser a porta de entrada para complicações que envolvem pulmão, circulação e até risco de vida. É exatamente por isso que a recomendação médica é sempre a mesma: imobilizar, não mexer, e procurar atendimento o mais rápido possível.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • Viana, A. V. dos A., Leite, S. de M., Lopes, A. P. F. I., Novaes, M. E. D., Novaes, J. V. D., Araujo, R. N. de, & Souza Neto, C. M. de. (2024). Síndrome da embolia gordurosa: aspectos fisiopatológicos em pacientes vítimas de trauma. Caderno Pedagógico, 21(8), e7203. Disponível: https://ojs.studiespublicacoes.com.br/ojs/index.php/cadped/article/view/7203. Acesso em: 27 jul. 2026.
  • Revista Brasileira de Ortopedia. Síndrome da embolia gordurosa. Disponível: https://www.rbo.org.br/detalhes/862/pt-BR. Acesso em: 27 jul. 2026.
  • Hospital Santa Paula. Tipos de fratura de fêmur: sintomas, tratamentos e como é a recuperação. Disponível: https://www.santapaula.com.br/blog/tipos-de-fratura-de-femur/. Acesso em: 27 jul. 2026.
  • MSD Manuals. Síncrome compartimental. Disponível: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/fraturas/s%C3%ADndrome-compartimental. Acesso em: 27 jul. 2026.
  • Taghavi S, Nassar AK, Askari R. Hypovolemia and Hypovolemic Shock. [Updated 2025 Jun 1]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026 Jan-. Disponível: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK513297/. Acesso em: 27 jul. 2026.
  • Instituto Brasileiro de Ensino Profissionalizante. Primeiros socorros em caso de fraturas. Disponível: https://inbraep.com.br/publicacoes/fraturas/. Acesso em: 27 jul. 2026.
  • Cleveland Clinic. Hypovolemic Shock. Disponível: https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/22795-hypovolemic-shock. Acesso em: 27 jul. 2026.
  • Stacey J, et. al. The hidden blood loss in proximal femur fractures is sizeable and significant. J Clin Orthop Trauma. 2021 Feb 18;16:239-243. doi: 10.1016/j.jcot.2021.02.012. PMID: 33717960; PMCID: PMC7920087. Disponível: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7920087/. Acesso em: 27 jul. 2026.

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

QMSW 4 - Sudoeste,  Brasília - DF

Telefone(61) 2196-5300

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100

Telefone(11) 3040-8000

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010

Telefone(11) 3821-5300

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096

Telefone(21) 2729-1000