InícioSaúdeSaúde da criança

Revisado em: 29/07/2026

Icterícia neonatal: tratamento disponível e o que esperar durante as semanas

Se o seu bebê nasceu com a pele um pouco amarelada, saiba que você não está sozinha: a icterícia neonatal é uma das condições mais comuns entre recém-nascidos e, na grande maioria das vezes, é passageira

Resumo
  • Existem alguns tipos de icterícia neonatal, mas a fisiológica tende a desaparecer de maneira natural com o passar dos dias;
  • Um dos tratamentos disponíveis é a fototerapia, que se apresenta eficaz;
  • Geralmente, a icterícia se apresenta porque o corpinho do bebê ainda está se desenvolvendo e não está pronto para lidar com os níveis de bilirrubina no sangue.

 

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google
icterícia neonatal tratamento​1.jpg

É normal que, nos primeiros dias depois do parto, muitas mães fiquem preocupadas quando percebem que a pele do bebê está com um tom amarelado. Essa reação é compreensível, principalmente para quem está vivendo a maternidade pela primeira vez e ainda está aprendendo a reconhecer o que é esperado nessa fase e o que precisa de atenção médica.

A icterícia neonatal é extremamente comum: estima-se que ela afete a maioria dos recém-nascidos na primeira semana de vida, sendo ainda mais frequente entre os prematuros. 

De acordo com dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Pediatria, estima-se que 60% dos bebês recém-nascidos possam manifestar a icterícia. Esse quadro é conhecido como icterícia fisiológica.

Existem situações em que os níveis de bilirrubina no sangue do bebê ficam mais altos do que o esperado. São nesses casos que o acompanhamento médico é necessário, assim como o tratamento.

Pediatras são os especialistas que acompanham o desenvolvimento do recém-nascido. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

Hospital

Endereço

Agendamento

Hospital Christóvão da Gama Diadema

Rua São Jorge, 98

Agende sua consulta com um pediatra em Diadema.

Hospital Brasília

SHIS QI 15

Marque sua consulta com um pediatra em Brasília.

Complexo Hospitalar de Niterói

Tv. Lasalle, 12

Consulte um pediatra em Niterói.

Encontre um pediatra perto de você.

O que é a icterícia neonatal?

A icterícia é o nome dado à coloração amarelada que aparece na pele e no branco dos olhos do bebê. Ela é causada pelo acúmulo de uma substância chamada bilirrubina no sangue. Já a bilirrubina é produzida naturalmente quando os glóbulos vermelhos são quebrados e substituídos. Essa situação acontece com bastante frequência nos primeiros dias de vida.

Normalmente, o fígado é responsável por processar essa bilirrubina para que ela seja eliminada pela urina e pelas fezes. Mas, como o fígado do recém-nascido ainda está amadurecendo, esse processo pode ser mais lento no início. Nesses casos, a bilirrubina termina se acumulando temporariamente no sangue e dando à pele aquele tom amarelado característico.

Vale reforçar: a icterícia não é uma doença. Ela é um sinal de que o corpo do bebê ainda está se ajustando e essa situação é considerada como parte do processo natural de adaptação. Ainda assim, o acompanhamento médico nos primeiros dias é importante, já que ele é quem vai avaliar se os níveis de bilirrubina estão dentro do esperado ou se precisam de atenção.

Leia também: O que a icterícia pode causar em bebês?

Quais são os sintomas da icterícia neonatal?

O principal sinal da icterícia é a coloração amarelada, que costuma aparecer primeiro no rosto do bebê. 

À medida que os níveis de bilirrubina sobem, essa coloração pode se espalhar gradualmente para o tronco, os bracinhos e perninhas do recém-nascido. Esse padrão de progressão é um dos critérios que os profissionais de saúde observam durante os exames físicos do bebê.

Em geral, a icterícia fisiológica costuma surgir entre o segundo e o terceiro dia de vida. Ela tende a atingir o pico nesse período e vai desaparecendo naturalmente até o final da primeira semana.

Alguns sinais de icterícia no bebê que merecem atenção redobrada e que a equipe médica costuma orientar as mães a observar, são:

  • a coloração amarelada muito intensa ou que se espalha rapidamente para braços e pernas,
  • sonolência excessiva que atrapalha as mamadas,
  • dificuldade para se alimentar,
  • poucas fraldas molhadas ou sujas ao longo do dia,
  • o bebê parecendo “mole” ou pouco responsivo.

Esses sinais não significam necessariamente um quadro grave, mas são o momento certo de conversar com o pediatra. É importante investigar o que está gerando esses sinais e entender se estão ou não associados à icterícia.

Leia também: Veja quais hospitais da Rede América contam com pronto-socorro infantil

Qual é o tratamento contra a icterícia neonatal disponível?

Na maioria dos casos leves, a icterícia não precisa de nenhum tratamento específico: ela se resolve sozinha à medida que o fígado do bebê amadurece. O acompanhamento com o pediatra nas primeiras consultas é suficiente.

Manter a amamentação frequente também ajuda bastante, já que ela estimula o intestino do bebê e facilita a eliminação da bilirrubina pelas fezes.

Quando os níveis de bilirrubina estão mais elevados, o tratamento recomendado é a fototerapia, popularmente conhecida como “banho de luz”. Esse procedimento é considerado seguro, eficaz e é o padrão-ouro no tratamento da icterícia neonatal.

A fototerapia consiste em expor a pele do bebê a uma luz especial, dirigida para o corpo de bebê durante um período definido pela equipe médica. Durante esse processo, a bilirrubina é transformada em uma forma que o corpo do recém-nascido consegue eliminar mais facilmente pela urina e pelas fezes.

Os primeiros efeitos da fototerapia já podem ser observados poucas horas após o início do tratamento e a duração total varia de bebê para bebê, dependendo de como o organismo responde.

Em casos bem mais raros e graves, quando a fototerapia não é suficiente, pode ser necessário um procedimento chamado exsanguineotransfusão. Nesse tipo de tratamento, é feita uma troca parcial do sangue do bebê. Hoje em dia, com a fototerapia sendo tão eficaz, esse procedimento tornou-se bastante incomum.

Quando o tratamento com fototerapia é iniciado em bebês com icterícia?

A decisão de iniciar a fototerapia não é tomada apenas com base na aparência da pele do bebê, mas sim através da medição dos níveis de bilirrubina no sangue, feita por meio de exames simples. Essa avaliação leva em conta diversos fatores, como a idade do bebê em horas de vida, se ele nasceu prematuro ou a termo, o peso ao nascer e o estado clínico geral.

Além dos níveis de bilirrubina, alguns fatores de risco também influenciam essa decisão, como:

  • a incompatibilidade sanguínea entre mãe e bebê,
  • a presença de hematomas do parto,
  • cefalohematoma ou equimoses,
  • idade gestacional entre 35 e 37 semanas,
  • mãe diabética,
  • bebês do sexo masculino,
  • momento do clampeamento de cordão umbilical,
  • perda de peso significativa após o nascimento ou
  • sinais de que o bebê não está se alimentando bem.

Nesses casos, o médico pode indicar o tratamento e o período que o bebê receberá essas luzes. É importante ressaltar que a fototerapia é indolor, ou seja, não causa nenhum tipo de incômodo ou sofrimento para o recém-nascido.

Quando o tratamento com fototerapia não é recomendado para bebês?

Assim como existem critérios para iniciar a fototerapia, também existem situações em que o tratamento simplesmente não é necessário.

Quando os níveis de bilirrubina estão dentro da faixa considerada normal para a idade do bebê (em horas ou dias de vida) e para o seu peso ao nascer, a orientação costuma ser apenas acompanhar a evolução, sem qualquer intervenção.

Essa recomendação acontece porque a fototerapia, apesar de segura, também tem alguns efeitos que precisam ser monitorados quando utilizada. É possível que a fototerapia gere uma maior perda de líquido pela pele ou alterações temporárias na temperatura corporal.

Por isso, ela só é indicada quando os benefícios superam claramente a necessidade de exposição do bebê ao tratamento, sempre com base nos exames e na avaliação clínica.

Ou seja, cada caso é avaliado individualmente pela equipe de saúde. Por isso que o acompanhamento nos primeiros dias após o parto é tão importante: ele garante que qualquer decisão sobre o tratamento seja tomada com segurança, no tempo certo, sem excessos e sem demora.

Uma última palavra de tranquilidade para as mamães

Se o seu bebê está com icterícia, saiba que essa é uma das situações mais comuns e mais bem compreendidas pela medicina neonatal atual.

A equipe de saúde que acompanha vocês dois está preparada para identificar rapidamente qualquer sinal que precise de atenção e a grande maioria dos bebês passa por essa fase sem qualquer complicação.

Confiar no acompanhamento médico e manter as consultas em dia é o melhor caminho para atravessar esse período com tranquilidade.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • Governo de São Paulo. Prefeitura de São Paulo. Secretaria Municipal da Saúde. Icterícia neonatal: conheça o tratamento oferecido pelo SUS da capital. 2022. Disponível: https://prefeitura.sp.gov.br/web/saude/w/noticias/334693. Acesso em: 29 jul. 2026.
  • Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de Orientação. Hiperbilirrubinemia indireta no período neonatal. Disponível: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/23176c-MO_Hiperbilirrubinemia_indireta_periodo_neo.pdf. Acesso em: 29 jul. 2026.
  • MSD Manuals. Icterícia no recém-nascido. Disponível: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-infantil/problemas-do-trato-gastrointestinal-gi-e-do-f%C3%ADgado-em-rec%C3%A9m-nascidos/icter%C3%ADcia-no-rec%C3%A9m-nascido#Tratamento_v34448217_pt. Acesso em: 29 jul. 2026.
  • Freitas, J. C.; et. Al. Icterícia em recém-nascido com presença de anti-b no eluato levando à exasanguineo transfusão: relato de caso. 2024. Disponível: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924016808. Acesso em: 29 jul. 2026.
  • ABC Med. Fototerapia para a icterícia do recém-nascido. 2017. Disponível: https://www.abc.med.br/exames-e-procedimentos/fototerapia-para-a-ictericia-do-recem-nascido. Acesso em: 29 jul. 2026.
  • BRASIL. Instituto Fiocruz. Atenção ao recém-nascido. Portal de boas práticas em saúde da mulher, da criança e do adolescente. Principais questões sobre tratamento do recém-nascido ictérico. 2021. Disponível: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-recem-nascido/principais-questoes-sobre-tratamento-do-recem-nascido-icterico/. Acesso em: 29 jul. 2026.

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

QMSW 4 - Sudoeste,  Brasília - DF

Telefone(61) 2196-5300

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100

Telefone(11) 3040-8000

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010

Telefone(11) 3821-5300

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096

Telefone(21) 2729-1000