Se o seu bebê nasceu com a pele um pouco amarelada, saiba que você não está sozinha: a icterícia neonatal é uma das condições mais comuns entre recém-nascidos e, na grande maioria das vezes, é passageira
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É normal que, nos primeiros dias depois do parto, muitas mães fiquem preocupadas quando percebem que a pele do bebê está com um tom amarelado. Essa reação é compreensível, principalmente para quem está vivendo a maternidade pela primeira vez e ainda está aprendendo a reconhecer o que é esperado nessa fase e o que precisa de atenção médica.
A icterícia neonatal é extremamente comum: estima-se que ela afete a maioria dos recém-nascidos na primeira semana de vida, sendo ainda mais frequente entre os prematuros.
De acordo com dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Pediatria, estima-se que 60% dos bebês recém-nascidos possam manifestar a icterícia. Esse quadro é conhecido como icterícia fisiológica.
Existem situações em que os níveis de bilirrubina no sangue do bebê ficam mais altos do que o esperado. São nesses casos que o acompanhamento médico é necessário, assim como o tratamento.
Pediatras são os especialistas que acompanham o desenvolvimento do recém-nascido. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A icterícia é o nome dado à coloração amarelada que aparece na pele e no branco dos olhos do bebê. Ela é causada pelo acúmulo de uma substância chamada bilirrubina no sangue. Já a bilirrubina é produzida naturalmente quando os glóbulos vermelhos são quebrados e substituídos. Essa situação acontece com bastante frequência nos primeiros dias de vida.
Normalmente, o fígado é responsável por processar essa bilirrubina para que ela seja eliminada pela urina e pelas fezes. Mas, como o fígado do recém-nascido ainda está amadurecendo, esse processo pode ser mais lento no início. Nesses casos, a bilirrubina termina se acumulando temporariamente no sangue e dando à pele aquele tom amarelado característico.
Vale reforçar: a icterícia não é uma doença. Ela é um sinal de que o corpo do bebê ainda está se ajustando e essa situação é considerada como parte do processo natural de adaptação. Ainda assim, o acompanhamento médico nos primeiros dias é importante, já que ele é quem vai avaliar se os níveis de bilirrubina estão dentro do esperado ou se precisam de atenção.
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O principal sinal da icterícia é a coloração amarelada, que costuma aparecer primeiro no rosto do bebê.
À medida que os níveis de bilirrubina sobem, essa coloração pode se espalhar gradualmente para o tronco, os bracinhos e perninhas do recém-nascido. Esse padrão de progressão é um dos critérios que os profissionais de saúde observam durante os exames físicos do bebê.
Em geral, a icterícia fisiológica costuma surgir entre o segundo e o terceiro dia de vida. Ela tende a atingir o pico nesse período e vai desaparecendo naturalmente até o final da primeira semana.
Alguns sinais de icterícia no bebê que merecem atenção redobrada e que a equipe médica costuma orientar as mães a observar, são:
Esses sinais não significam necessariamente um quadro grave, mas são o momento certo de conversar com o pediatra. É importante investigar o que está gerando esses sinais e entender se estão ou não associados à icterícia.
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Na maioria dos casos leves, a icterícia não precisa de nenhum tratamento específico: ela se resolve sozinha à medida que o fígado do bebê amadurece. O acompanhamento com o pediatra nas primeiras consultas é suficiente.
Manter a amamentação frequente também ajuda bastante, já que ela estimula o intestino do bebê e facilita a eliminação da bilirrubina pelas fezes.
Quando os níveis de bilirrubina estão mais elevados, o tratamento recomendado é a fototerapia, popularmente conhecida como “banho de luz”. Esse procedimento é considerado seguro, eficaz e é o padrão-ouro no tratamento da icterícia neonatal.
A fototerapia consiste em expor a pele do bebê a uma luz especial, dirigida para o corpo de bebê durante um período definido pela equipe médica. Durante esse processo, a bilirrubina é transformada em uma forma que o corpo do recém-nascido consegue eliminar mais facilmente pela urina e pelas fezes.
Os primeiros efeitos da fototerapia já podem ser observados poucas horas após o início do tratamento e a duração total varia de bebê para bebê, dependendo de como o organismo responde.
Em casos bem mais raros e graves, quando a fototerapia não é suficiente, pode ser necessário um procedimento chamado exsanguineotransfusão. Nesse tipo de tratamento, é feita uma troca parcial do sangue do bebê. Hoje em dia, com a fototerapia sendo tão eficaz, esse procedimento tornou-se bastante incomum.
A decisão de iniciar a fototerapia não é tomada apenas com base na aparência da pele do bebê, mas sim através da medição dos níveis de bilirrubina no sangue, feita por meio de exames simples. Essa avaliação leva em conta diversos fatores, como a idade do bebê em horas de vida, se ele nasceu prematuro ou a termo, o peso ao nascer e o estado clínico geral.
Além dos níveis de bilirrubina, alguns fatores de risco também influenciam essa decisão, como:
Nesses casos, o médico pode indicar o tratamento e o período que o bebê receberá essas luzes. É importante ressaltar que a fototerapia é indolor, ou seja, não causa nenhum tipo de incômodo ou sofrimento para o recém-nascido.
Assim como existem critérios para iniciar a fototerapia, também existem situações em que o tratamento simplesmente não é necessário.
Quando os níveis de bilirrubina estão dentro da faixa considerada normal para a idade do bebê (em horas ou dias de vida) e para o seu peso ao nascer, a orientação costuma ser apenas acompanhar a evolução, sem qualquer intervenção.
Essa recomendação acontece porque a fototerapia, apesar de segura, também tem alguns efeitos que precisam ser monitorados quando utilizada. É possível que a fototerapia gere uma maior perda de líquido pela pele ou alterações temporárias na temperatura corporal.
Por isso, ela só é indicada quando os benefícios superam claramente a necessidade de exposição do bebê ao tratamento, sempre com base nos exames e na avaliação clínica.
Ou seja, cada caso é avaliado individualmente pela equipe de saúde. Por isso que o acompanhamento nos primeiros dias após o parto é tão importante: ele garante que qualquer decisão sobre o tratamento seja tomada com segurança, no tempo certo, sem excessos e sem demora.
Se o seu bebê está com icterícia, saiba que essa é uma das situações mais comuns e mais bem compreendidas pela medicina neonatal atual.
A equipe de saúde que acompanha vocês dois está preparada para identificar rapidamente qualquer sinal que precise de atenção e a grande maioria dos bebês passa por essa fase sem qualquer complicação.
Confiar no acompanhamento médico e manter as consultas em dia é o melhor caminho para atravessar esse período com tranquilidade.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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