Dor intensa e inchaço podem indicar ruptura ligamentar no joelho; estalo e instabilidade são sinais frequentes após a lesão
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O joelho, uma das articulações mais complexas do corpo humano, é fundamental para a mobilidade e sustentação. A sua complexidade o torna suscetível a lesões, sendo o rompimento de um ligamento uma das mais debilitantes.
Geralmente, o rompimento de um ligamento do joelho ocorre após torções, mudanças bruscas de direção, quedas ou impactos diretos. Os sintomas de ligamento do joelho rompido variam significativamente conforme o ligamento lesionado e a gravidade da lesão.
As manifestações clínicas mais frequentes incluem dor intensa, inchaço, instabilidade e limitação dos movimentos, que podem impactar drasticamente a qualidade de vida do indivíduo. Cada lesão exige uma abordagem diferente. Agende uma consulta na Rede Américas para definir o tratamento mais indicado para você.
Os ligamentos do joelho são estruturas fibrosas e resistentes que conectam o fêmur (osso da coxa) à tíbia e fíbula (ossos da perna). Eles desempenham um papel essencial na estabilização da articulação, impedindo movimentos excessivos e rotações anormais do joelho.
Uma lesão ligamentar ocorre quando essas fibras são estiradas além de sua capacidade ou rompidas, parcial ou totalmente. De acordo com a gravidade, as lesões são classificadas em três graus:
O rompimento ocorre quando a força aplicada sobre essas fibras supera sua capacidade elástica.
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O joelho possui quatro ligamento principais que podem ser lesionados, cada um com uma função específica na estabilidade da articulação.
O LCA está localizado na parte central do joelho, e tem como função impedir que a tíbia se sobreponha ao fêmur. Ele controla a rotação do joelho. Por isso é o tipo que costuma ser mais lesionado, principalmente entre atletas de esporte de alto impacto como futebol e basquete.
O ligamento cruzado posterior impede que a tíbia vá para atrás do fêmur, também estando localizado na parte central. O número de lesões isoladas é menor para ele.
Ele compõe a parte interna do joelho e tem como função resistir a forças que empurram a região para dentro (valgo). Assim como o LCA, o número de traumas nele também é considerável.
O LCL compõe a parte externa do joelho, resistindo a forças que empurram para fora (varo). Traumas isolados nessa parte são considerados raros, eles ocorrem em conjunto com outros problemas ligamentares.
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Os sintomas de ligamento do joelho rompido podem variar em intensidade e manifestação, a depender do ligamento afetado e da gravidade da lesão. Mas alguns sinais são comuns a diversas rupturas, como a dor.
Ela geralmente é súbita e intensa no momento em que ocorre o impacto, podendo diminuir e depois retornar à medida em que ocorre a movimentação corporal. A sua localização pode deixar claro qual o ligamento foi atingido.
O inchaço (edema) ocorre rapidamente após a ocorrência devido ao sangramento interno na articulação (hemartrose). Ele pode ser visível e palpável. O paciente pode ter a sensação de que o joelho ‘vai falhar’ ou ‘sair do lugar’, principalmente ao tentar pegar peso, mudar de direção ou realizar movimentos específicos.
Muitos indivíduos relatam ouvir ou sentir um ‘estalo’ no momento da lesão. O que acontece mais claramente em rupturas do LCA. Também pode haver limitação de movimento, com dificuldade em dobrar ou esticar completamente o joelho. Essas manifestações ocorrem devido à dor, inchaço ou bloqueio mecânico.
A área sobre o ligamento lesionado pode estar dolorida ao toque e podem surgir hematomas dias após a lesão, o que indica a presença de sangramento interno.
Os sintomas de ligamento do joelho rompido possuem algumas especificidades a depender do tipo que for acometido. Veja detalhadamente a seguir:
Caracteriza-se principalmente por um ‘pop’ audível na hora da lesão, seguido de dor intensa e inchaço rápido. A instabilidade também é um sintoma claro, com a sensação de que o joelho ‘sai do lugar’ durante atividades ou ao tentar suportar peso.
Aqui o paciente pode sentir dor na parte de trás da região, sobretudo ao descer escadas ou ajoelhar. A instabilidade pode ser sentida com um “afundamento” da tíbio para trás. Lesões do LCP costumam ser associadas a traumas diretos na parte frontal do joelho, como em acidentes de carro.
Na ruptura do LCM a dor sentida está localiza na parte interna do joelho. O inchaço pode ser menor do que aquela observado nas rupturas de LCA. Já a instabilidade é sentida principalmente ao tentar girar o joelho ou quando há estresse lateral (valgo) na articulação. Quando a gravidade é de grau I, o indivíduo pode conseguir andar mesmo com dor.
Aqui a dor se manifesta na parte externa do joelho. A instabilidade é percebida em movimentos laterais, com a sensação de que a articulação pode ceder para fora. Assim como o LCM, o inchaço pode ser menos severo em comparação com as lesões do LCA.
As causas podem ser traumas diretos ou indiretos que forçam o joelho além de sua amplitude normal de movimento. Então pode acontecer por causa de torções, que ocorrem quando são realizados movimentos bruscos de rotação enquanto o pé está fixo no chão.
Mudança de direção, com desacelerações rápidas também podem predispor ao problema. Assim como as quedas, principalmente aquelas que resultam em hiperextensão ou torção do joelho. Colisões na lateral do joelho ou na parte central também estão entre as causas.
Para ter certeza de que realmente há uma ruptura ligamentar, o diagnóstico envolve a combinação de histórico clínico, exame físico e exames de imagem. No histórico clínico o médico pergunta sobre como a lesão ocorreu, os sintomas experimentados e a intensidade da dor.
Já durante o exame físico ele faz testes específicos para avaliar a estabilidade de cada ligamento. Podendo se utilizar do teste de Lachman e do teste de estresse. Dentre os exames de imagem estão as radiografias. Elas geralmente são realizadas para descartar fraturas ósseas, sobretudo se houver dor significativa ou incapacidade de suportar peso.
Também pode ser realizada uma ressonância magnética, com o objetivo de confirmar o rompimento, avaliar a extensão da lesão e identificar possíveis danos a outras estruturas como o menisco ou cartilagem. Em alguns casos, como para determinar a gravidade da rotura, o ultrassom pode ser utilizado.
Como modo de minimizar os danos e otimizar a recuperação, é importante adotar o protocolo RICE entre as primeiras 48 e 72 horas. Ele inclui as seguintes medidas:
Além delas, a busca por atendimento médico especializado o mais rápido possível também deve ocorrer. O ortopedista realizará um exame físico detalhado e solicitará exames de imagem para estabelecer um diagnóstico preciso, a fim de indicar o tratamento mais adequado para o caso do paciente.
A automedicação ou a tentativa de ignorar os sintomas podem levar a complicações e dificultar a recuperação completa do joelho.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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