Dor ao engolir e febre podem indicar infecção na garganta; os sintomas variam conforme o agente causador
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Dor ao engolir, garganta vermelha, febre e dificuldade para falar ou se alimentar são sintomas comuns de uma infecção na garganta. Na maioria das vezes, o problema é causado por vírus e tem uma evolução benigna. Em algumas outras, as infecções são bacterianas e exigem diagnóstico e tratamento adequados para evitar complicações.
Os principais tipos de inflamação são a laringite, amigdalite e faringite. O diagnóstico deles passa por uma avaliação clínica, exame físico, laboratorial, e por vezes, de imagem. Definir precisamente qual a disfunção é fundamental para escolher a abordagem terapêutica ideal. Se os sintomas não melhoram em poucos dias ou se tornam mais intensos, procure atendimento especializado na Rede Américas.
Uma infecção na garganta é caracterizada pela inflamação da faringe, das amígdalas ou da laringe. Elas são estruturas localizadas na parte posterior da boca e do nariz, que desempenham um papel fundamental nos sistemas respiratório e digestivo.
As amígdalas, por exemplo, contêm tecido linfoide que faz parte do sistema imunológico, interceptando microrganismos infecciosos. Por isso, os principais tipos de inflamação na garganta são:
A faringe e as amígdalas podem inflamar simultaneamente, resultando em um quadro conhecido como faringoamigdalite.
Leia também: Amigdalite ou faringite: qual a diferença? Sintomas e causas
Existem diversos tipos de infecção na garganta e as suas causas podem ser de origem viral, bacteriana ou não infecciosa. Veja mais detalhes a seguir:
As infecções virais são as mais frequentes e geralmente são provocadas por vírus comuns do resfriado, como rinovírus, adenovírus, vírus influenza e vírus sincicial respiratório. Outros patógenos menos comuns incluem o Epstein-Barr (causador da mononucleose) e o vírus da imunodeficiência humana (HIV).
A bactéria Streptococcus pyogenes (estreptococos do Grupo A) é a mais comum. Sendo ela responsável por causar a faringite estreptocócica, que afeta principalmente crianças entre 5 e 15 anos. A inflamação da garganta também pode ocorrer por causas de outros microrganismos como a Corynebacterium diphtheriae (difteria) e Neisseria gonorrhoeae (gonorreia).
A dor de garganta pode não ser causada por nenhum patógeno e ter outras origens. Sendo assim, ela pode ter alergias, refluxo gastroesofágico, irritação por fumaça de cigarro ou álcool e trauma como responsáveis.
A exposição a compostos químicos, uso excessivo da voz, frio e baixa umidade do ar e ressecamento da mucosa também caracterizam as causas não infecciosas. Assim como tumores de laringe ou orofaringe e doenças autoimunes (como doença de Kawasaki ou síndrome de Behçet).
Leia também: Laringite e faringite: sintomas, diferenças e quando se preocupar
Os sintomas de infecção na garganta podem variar de acordo com a parte que atingem e com o agente causador. O sinal mais característico é a dor de garganta intensa, sobretudo ao engolir e falar.
Além de garganta seca e irritada, febre (baixa ou alta a depender da causa), dor de cabeça, dores pelo corpo e náuseas. Os pacientes também podem apresentar inchaço ou vermelhidão das amígdalas, às vezes com manchas brancas ou pus.
Os linfonodos (ínguas) no pescoço podem estar inchados e sensíveis e pode haver diminuição do apetite devido ao desconforto de engolir e sensação de sede excessiva e boca seca.
A diferenciação do agente causador ajuda a definir o tratamento mais adequado para o processo infeccioso. Muitos dos sintomas de infecção na garganta são semelhantes, mas alguns pontos ajudam na diferenciação.
Quando a infecção é viral a febre costuma ser baixa ou moderada e a dor de garganta menos intensa. Além disso, a pessoa apresenta tosse, coriza, espirros, congestão nasal, rouquidão e mal-estar geral.
Já quando a origem é bacteriana, a febre geralmente é alta e não há presença de tosse. As amígdalas apresentam secreção purulenta ou petéquias (manchas avermelhadas) e pode haver dor abdominal e dor de cabeça. Aqui também os linfonodos se apresentam inchados e doloridos, a dor de garganta é intensa.
O diagnóstico de garganta inflamada é feito principalmente por meio de avaliação clínica, que inclui a análise dos sintomas e um exame visual da garganta. Na maioria dos casos, exames complementares não são necessários .
O médico pode solicitar exames para identificar o agente causador, já que a aparência da garganta pode ser semelhante em infecções virais e bacterianas. O teste rápido para
Streptococcus pyogenes é uma das opções. A secreção da garganta é coletada e testada para avaliar a presença da bactéria. O resultado é obtido em cerca de 10 a 15 minutos.
Na cultura de secreções da garganta, uma amostra é enviada para análise laboratorial, que pode levar de 48 a 72 horas para identificar o agente infeccioso. O profissional de saúde também pode solicitar exames laboratoriais como hemograma e PCR, pois eles podem indicar a presença de infecção e inflamação.
Na presença de complicações, exames de imagem como radiografia ou tomografia podem ser úteis.
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A abordagem terapêutica depende diretamente do que está causando a inflamação na garganta. Para a maioria das disfunções virais o tratamento é sintomático e visa aliviar o desconforto.
Então beber bastante líquido e descansar é bom para melhorar a infecção. Fazer uso de medicamentos como paracetamol ou anti-inflamatório não esteroides (AINEs) pode ajudar a reduzir a dor e a febre. Fazer gargarejo com água morna e sal pode ajudar a aliviar a dor de garganta temporariamente.
Tomar mel também é uma opção para quem deseja aliviar a tosse em adultos e crianças. Além disso, fazer uso de umidificador ou vaporizador ajuda a manter a garganta úmida, principalmente durante o sono.
Já para infecções bacterianas, como a faringite estreptocócica, o uso de antibióticos é essencial. A penicilina ou amoxicilina podem ser prescritas pelo médico. É importante completar o esquema terapêutico, a fim de evitar complicações graves como febre reumática e glomerulonefrite.
A automedicação é desaconselhada, pois pode piorar o quadro e levar à resistência bacteriana. Em casos de amigdalite recorrente, a remoção cirúrgica das amígdalas pode ser recomendada.
Caso a infecção na garganta não seja tratada adequadamente, algumas complicações graves podem surgir, como: febre reumática, glomerulonefrite pós-estreptocócica, otite média, sinusite e obstrução das vias aéreas. Nos casos em que os sintomas ficam mais graves ou não melhoram após alguns dias, buscar atendimento médico é fundamental para prevenir essas complicações.
Os sintomas de infecção na garganta são um sinal de que algo não está bem, podendo ser causados por vírus ou bactérias. Embora muitas infecções virais se resolvam sozinhas, as infecções bacterianas exigem tratamento específico com antibióticos para evitar complicações graves.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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