Uma dor de garganta que persiste, mesmo sem tosse ou febre, pode ser mais do que um simples resfriado. Entenda o que é a gonorreia faríngea.
Resuma este artigo com IA:
Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

Começa com um incômodo na garganta. Você atribui ao ar condicionado, a uma bebida gelada ou a um resfriado que está por vir. Os dias passam e a dor persiste, mas não há febre, tosse ou coriza. Essa situação, aparentemente comum, pode esconder um diagnóstico que muitas pessoas não consideram: uma infecção sexualmente transmissível. Isso ocorre porque, frequentemente, seus sinais são semelhantes aos de infecções comuns, como uma amigdalite.
Infectologistas são os especialistas indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A gonorreia na garganta, tecnicamente chamada de faringite gonocócica, é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. A mesma bactéria que causa a infecção nos órgãos genitais ou no reto pode também se alojar na mucosa da faringe.
Diferente de uma dor de garganta viral ou bacteriana comum, a origem da gonorreia faríngea está ligada ao contato sexual. Por isso, seu diagnóstico e tratamento seguem protocolos específicos para ISTs, fundamentais para evitar a transmissão e complicações.
Leia também: Quais são os sintomas de gonorreia em mulheres?
Um dos maiores desafios da gonorreia na garganta é que, na maioria dos casos, ela é assintomática. De fato, a infecção costuma ser silenciosa e sem sintomas, tornando sua identificação um desafio. A pessoa pode ter a bactéria e não apresentar qualquer sinal, tornando-se uma fonte de transmissão silenciosa. Quando os sintomas se manifestam, eles são facilmente confundidos com os de outras doenças da garganta.
Os principais sinais incluem:
Leia também: Quais são os tratamentos disponíveis para gonorreia em homens
A principal razão é a ausência de sintomas em grande parte dos infectados. Essa dificuldade de identificação sem exames específicos faz com que a maioria dos casos passe despercebida e sem tratamento imediato.
Além disso, quando os sinais aparecem, eles podem ser facilmente confundidos com uma amigdalite comum, levando muitas pessoas a se automedicarem ou a não procurarem um médico, acreditando ser um problema simples e passageiro. Sem a informação sobre o risco de contágio via sexo oral, o paciente pode não mencionar essa prática ao médico, e o profissional pode não investigar a possibilidade de uma IST. Por isso, a comunicação clara durante a consulta é fundamental.
Leia também: Quanto tempo depois do tratamento de gonorreia pode ter relações
A forma de transmissão primária da gonorreia para a garganta é através do sexo oral desprotegido com um parceiro que tenha a bactéria nos genitais, ânus ou na própria garganta. A bactéria é transmitida pelo contato direto da boca com as secreções infectadas.
Estudos recentes, como os mencionados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), investigam a possibilidade de transmissão também pelo beijo de língua, embora este seja considerado um risco menor e menos comum. A bactéria não é transmitida por talheres, copos ou assentos de banheiro.
Leia também: Veja as formas de transmissão da gonorreia e como se prevenir
O diagnóstico da gonorreia na garganta não pode ser feito apenas com a observação dos sintomas, justamente por serem inespecíficos ou inexistentes. De fato, a infecção exige exames específicos para ser corretamente identificada. Se você teve uma exposição de risco e apresenta sintomas, é vital procurar um médico e relatar o ocorrido.
O procedimento padrão envolve a coleta de uma amostra da secreção da garganta com um swab, uma espécie de cotonete longo e estéril. Esse método de coleta é essencial para o diagnóstico correto, sendo a amostra enviada para análise.
Existem dois tipos principais de testes para identificar a bactéria:
Para a gonorreia faríngea, o teste de PCR (NAAT) é geralmente o mais recomendado por sua alta sensibilidade, reduzindo a chance de um resultado falso negativo. Testes de swab molecular, como o PCR, são particularmente importantes para a confirmação do diagnóstico, especialmente devido à natureza muitas vezes silenciosa da infecção.
A gonorreia na garganta tem cura. O tratamento é realizado com antibióticos, geralmente uma combinação de um medicamento injetável e um oral, para combater a bactéria de forma eficaz. É fundamental seguir rigorosamente a prescrição médica e não interromper o tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam.
A automedicação é extremamente perigosa. A Neisseria gonorrhoeae tem demonstrado crescente resistência a diversos antibióticos, o que torna a escolha do medicamento correto um ato exclusivamente médico, baseado em diretrizes de saúde pública.
Assim, é essencial que os parceiros sexuais também sejam testados e tratados, mesmo sem sintomas, para quebrar o ciclo de transmissão. Recomenda-se a abstinência sexual até a finalização do tratamento e a liberação médica.
Uma gonorreia faríngea não tratada mantém a pessoa como um vetor de transmissão da bactéria para outros parceiros. Embora complicações sérias a partir de uma infecção restrita à garganta sejam raras, a bactéria pode, em alguns casos, se espalhar pela corrente sanguínea e causar uma condição grave conhecida como infecção gonocócica disseminada, que afeta articulações, pele e coração.
O principal risco, no entanto, é o de saúde coletiva, contribuindo para a disseminação de uma IST e para o aumento da resistência bacteriana aos antibióticos disponíveis.
A prevenção é a ferramenta mais eficaz contra a gonorreia e outras ISTs. As medidas são simples e diretas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES