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A cirurgia para diverticulite pode envolver a retirada de parte do intestino e a reconexão do órgão; a indicação depende de como o paciente responde aos primeiros tratamentos

A cirurgia para diverticulite é indicada para retirar partes do intestino grosso que estão inflamadas ou infectadas. Os médicos podem recomendar a operação quando o tratamento com antibióticos não funciona ou quando há complicações, como perfuração ou abscessos.
Durante a cirurgia, o cirurgião remove o trecho afetado do cólon e conecta as partes saudáveis para restabelecer o trânsito intestinal. Em casos de emergência, pode ser necessário criar uma ostomia temporária para proteger o intestino enquanto ocorre a cicatrização.
O procedimento pode ser feito por técnicas menos invasivas, como a laparoscopia, ou por cirurgia aberta, dependendo da gravidade do caso. Depois da operação, a recuperação envolve repouso, alimentação gradual e acompanhamento médico. O cuidado com a alimentação e com a cicatrização é importante para evitar infecções.
Gastroenterologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com diverticulite. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A cirurgia para tratar a diverticulite geralmente é chamada de colectomia. Esse nome se refere à retirada da parte do cólon (intestino grosso) que está afetada pelos divertículos inflamados ou pelas complicações da doença.
Na maioria dos casos, a parte removida é o cólon sigmoide, a região final do intestino grosso antes do reto, onde a diverticulite é mais comum. Depois da retirada do segmento doente, o cirurgião reconecta as duas partes saudáveis do intestino. Esse processo é chamado de anastomose e permite que o funcionamento do intestino seja restabelecido.
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A decisão pela cirurgia depende da gravidade dos sintomas, da frequência das crises e da presença de complicações. As indicações costumam ser divididas em dois tipos principais: urgência e cirurgia eletiva.
A cirurgia de emergência é indicada quando a diverticulite provoca complicações graves que podem colocar a vida em risco, como:
Nessas situações, a cirurgia precisa ser feita rápido para controlar a inflamação, tratar a infecção e estabilizar o paciente.
A cirurgia eletiva é planejada com antecedência e feita quando não há uma crise ativa da diverticulite. O objetivo é evitar novas crises e complicações no futuro, melhorando a qualidade de vida. Assim, ela pode ser indicada para pacientes que apresentam:
É importante que o paciente saiba que adiar a cirurgia eletiva depois das primeiras crises nem sempre evita uma situação de emergência. A decisão pela cirurgia é sempre individual, considerando fatores como idade, estado geral de saúde e o impacto da doença.
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A colectomia para diverticulite pode ser feita de duas formas principais, e a escolha depende do estado de saúde do paciente e da experiência da equipe médica.
Considerada uma técnica menos invasiva, a cirurgia laparoscópica ou robótica é feita por pequenas incisões no abdômen. Uma câmera e instrumentos cirúrgicos finos são colocados para retirar a parte do intestino afetada. Esse método pode ser feito com segurança e ajuda a diminuir o risco de novas crises de diverticulite, com alguns benefícios, como:
Essa é a técnica mais usada na maioria das cirurgias eletivas, quando não há uma inflamação forte no intestino.
Na cirurgia aberta, o cirurgião faz um corte maior no abdômen para acessar o cólon. Essa técnica costuma ser usada em casos de emergência, como peritonite generalizada, ou quando a cirurgia menos invasiva não é possível, por exemplo, em pessoas que já fizeram várias cirurgias ou têm uma inflamação muito grande.
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A colostomia é um procedimento em que uma parte do intestino é direcionada para fora do abdômen, permitindo a saída das fezes para uma bolsa externa. Ela pode ser usada para proteger a emenda entre as partes do intestino ou para ajudar a controlar uma infecção grave.
A colostomia não é a regra. Em cirurgias planejadas, na maioria dos casos, o intestino é religado no mesmo procedimento. A necessidade de uma colostomia, muitas vezes temporária, é mais comum em cirurgias de urgência, quando há inflamação ou infecção.
Quando a colostomia é temporária, uma nova cirurgia costuma ser programada alguns meses depois, depois da recuperação completa, para restabelecer o funcionamento normal do intestino.
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A recuperação da cirurgia para diverticulite varia de acordo com o tipo de procedimento e as condições de cada paciente. Ainda assim, alguns cuidados costumam ser parecidos em todos os casos.
Depois da cirurgia, o paciente fica internado para acompanhamento. A equipe médica controla a dor, incentiva a movimentação ainda no início para evitar trombose e retoma a alimentação de forma gradual, começando com líquidos e avançando conforme a tolerância e o funcionamento do intestino volta ao normal.
A alta hospitalar geralmente acontece entre três e sete dias depois da cirurgia. Em casa, é importante seguir as orientações médicas, como manter repouso relativo e evitar levantar peso ou fazer esforço físico intenso por cerca de quatro a seis semanas.
Também é importante cuidar dos cortes cirúrgicos para prevenir infecções e fazer caminhadas leves, que ajudam na recuperação e na prevenção de complicações.
A alimentação é retomada aos poucos. No começo, costuma-se indicar uma dieta com pouca fibra para ajudar na cicatrização do intestino. Com o acompanhamento médico, as fibras são incluídas aos poucos, até que o intestino volte a funcionar do jeito certo.
Como qualquer cirurgia, a colectomia para diverticulite tem riscos e vantagens que precisam ser avaliados junto ao cirurgião. A retirada da parte do cólon afetada costuma trazer bons resultados no longo prazo, com baixa chance de a diverticulite voltar.
Quando feita por profissionais experientes, a cirurgia para diverticulite costuma ser segura e apresenta boas taxas de sucesso, ajudando a melhorar o bem-estar e a qualidade de vida do paciente.
Se a cirurgia eletiva for indicada, a preparação é uma etapa importante. O médico pode pedir exames antes do procedimento, como exames de sangue e avaliação do coração. Em alguns casos, também é preciso fazer preparo intestinal com laxantes e seguir uma dieta líquida.
Esse preparo ajuda a reduzir o risco de infecções e complicações na cirurgia, além de contribuir para uma recuperação mais segura. Também é importante conversar com a equipe médica, esclarecer dúvidas sobre o procedimento e entender como será o pós-operatório.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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