O derrame pleural causa acúmulo de líquido ao redor do pulmão e pode provocar falta de ar e dor no peito; o tratamento busca aliviar os sintomas e controlar a causa do problema
Resuma este artigo com IA:
Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

Os tratamentos para derrame pleural dependem da causa do problema, da quantidade de líquido acumulado e dos sintomas apresentados. O quadro acontece quando há excesso de líquido ao redor do pulmão, o que pode causar falta de ar, dor no peito e tosse.
Infecções, problemas no coração, câncer, tuberculose e outras doenças estão entre as principais causas do derrame pleural. O tratamento pode incluir uso de remédios, retirada do líquido e cuidados voltados para a doença que causou o problema.
O diagnóstico costuma envolver exames de imagem, como raio-X e tomografia, além da avaliação dos sintomas e do histórico de saúde do paciente. A análise do líquido retirado da região ao redor do pulmão também pode ajudar a identificar a causa e definir o tratamento.
Pneumologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com derrame pleural. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Para entender o derrame pleural, é importante saber o que é a pleura. Ela é uma membrana que fica ao redor dos pulmões e na parte interna do tórax. Entre essas estruturas, existe uma pequena quantidade de líquido que ajuda os pulmões a se mexerem na respiração.
O derrame pleural acontece quando há acúmulo excessivo de líquido nesse espaço. O quadro não é uma doença, mas um sinal de que existe outro problema de saúde no organismo, como infecções, doenças cardíacas, câncer e outras condições.
A análise do líquido acumulado ao redor do pulmão é uma etapa importante para definir o tratamento. A partir desse exame, os médicos conseguem identificar o tipo de líquido presente na região, e os principais incluem:
Em alguns casos, o exame de análise do líquido também pode mostrar sinais de infecção, alterações nas células e outros problemas ligados ao estado de saúde da pessoa.
Leia também: Tuberculose é doença contagiosa: quando deixa de ser um risco?
Além da avaliação dos sintomas, o pneumologista pode pedir exames de imagem para confirmar a presença de líquido ao redor do pulmão e verificar a quantidade acumulada. Os exames mais usados nesses casos são o raio-X do tórax e a ultrassonografia.
Em algumas situações, a tomografia do tórax pode mostrar mais detalhes da região dos pulmões e da pleura. Para confirmar o diagnóstico e analisar o tipo de líquido presente no local, o médico pode fazer uma toracocentese, procedimento que retira uma pequena amostra do líquido para exames laboratoriais.
Leia também: Derrame pleural bilateral: o que significa ter água nos dois pulmões?
No geral, o tratamento dos pacientes diagnosticados com derrame pleural varia de acordo com a causa do problema, da quantidade de líquido acumulado, dos sintomas apresentados e do estado de saúde.
A principal etapa do tratamento é cuidar da doença que causou o derrame pleural. Sem esse controle, o líquido pode voltar a se acumular ao redor do pulmão, e o tratamento muda de acordo com a causa do problema:
Em alguns casos, o paciente pode precisar de internação, acompanhamento com médicos especialistas e exames frequentes para acompanhar a evolução do quadro.
Quando há grande quantidade de líquido ao redor do pulmão e sintomas como falta de ar forte, pode ser preciso retirar o excesso para aliviar o desconforto e melhorar a respiração. Os procedimentos mais usados nesses casos são a toracocentese e a drenagem torácica.
A toracocentese, também chamada de punção pleural, é um procedimento feito com anestesia local para tirar o líquido acumulado ao redor do pulmão. No procedimento, o médico põe uma agulha fina ou um pequeno tubo entre as costelas para aspirar o líquido.
O processo costuma ser rápido e pode aliviar a falta de ar logo depois da retirada do líquido. Além disso, a amostra coletada ajuda na identificação da causa do derrame pleural e na definição do tratamento mais adequado para evitar novos episódios.
Quando há grande quantidade de líquido ao redor do pulmão ou quando o problema volta em pouco tempo, o médico pode indicar a colocação de um dreno torácico. Esse procedimento usa um tubo inserido na região da pleura para retirar o líquido de forma contínua. O dreno fica ligado a um sistema de coleta e pode seguir no local por alguns dias.
A drenagem ajuda o pulmão a voltar a se expandir e melhora sintomas como falta de ar e desconforto no peito. Em alguns casos, o procedimento também prepara a pessoa para tratamentos que ajudam a evitar novos acúmulos de líquido.
Em situações específicas, principalmente quando o derrame pleural volta com frequência, como pode acontecer em pessoas com câncer, outros procedimentos podem ajudar a evitar novos acúmulos de líquido.
Além da drenagem, os médicos podem usar substâncias para unir camadas da pleura e impedir que o líquido volte a se formar. Outra possibilidade são cateteres de longa permanência, que ajudam na retirada do líquido sem precisar de procedimentos repetidos.
A pleurodese é um procedimento usado para evitar que o líquido volte a se acumular ao redor do pulmão. Nesse método, os médicos usam uma substância, como talco estéril, para unir as duas camadas da pleura e fechar o espaço onde o líquido costuma se formar.
Essa substância provoca uma reação controlada no organismo, fazendo com que as membranas cicatrizem e fiquem aderidas uma à outra.
Quando o acúmulo de líquido acontece várias vezes, alguns pacientes podem usar drenos internos implantáveis para fazer a retirada do líquido em casa. Esse tipo de dispositivo ajuda a reduzir a necessidade de idas frequentes ao hospital para novos procedimentos.
Os drenos também podem trazer mais conforto durante o tratamento da doença que causou o derrame pleural e ajudar no controle dos sintomas ao longo do acompanhamento médico.
A videotoracoscopia, também chamada de pleuroscopia, é uma cirurgia minimamente invasiva feita com pequenos cortes no tórax. Durante o procedimento, o médico usa uma microcâmera e instrumentos cirúrgicos para visualizar a região ao redor do pulmão.
A técnica permite retirar o líquido acumulado, coletar amostras para biópsia e realizar procedimentos para evitar novos episódios de derrame pleural com mais precisão.
Leia também: Tratamento para pneumonia: veja as opções e saiba como se recuperar
A fisioterapia respiratória pode ajudar na recuperação de pessoas com derrame pleural, principalmente depois da retirada de grande quantidade de líquido. Em alguns casos, o pulmão pode ficar comprimido por um período, e os exercícios ajudam a melhorar o quadro.
As técnicas também contribuem para melhorar a capacidade respiratória, fortalecer os músculos usados para respirar e diminuir o risco de complicações, como o colapso de partes do pulmão.
O derrame pleural pode voltar a acontecer, principalmente quando a doença que causou o problema não está controlada. Insuficiência cardíaca, câncer e outras condições podem favorecer o novo acúmulo de líquido ao redor do pulmão.
Por isso, o acompanhamento médico é importante durante todo o tratamento. Consultas, exames e cuidados contínuos ajudam no controle da doença de base e reduzem o risco de o derrame pleural acontecer novamente.
Na maioria dos casos, o derrame pleural melhora sem deixar sequelas quando o tratamento é feito do jeito certo. A recuperação costuma depender mais da doença que causou o problema do que do acúmulo de líquido em si.
Em algumas situações, principalmente depois de infecções mais graves ou quadros prolongados, a pleura pode ficar mais espessa. Isso pode dificultar um pouco a expansão do pulmão em alguns pacientes.
A fisioterapia respiratória pode ajudar na recuperação e reduzir esse risco. O tempo de melhora varia de acordo com a causa e o tratamento escolhido, mas os sintomas respiratórios costumam aliviar depois da retirada do líquido.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES