A candidíase de repetição acontece quando a infecção volta várias vezes; situações como imunidade baixa e mudanças hormonais podem facilitar o aparecimento de novas crises
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O tratamento da candidíase de repetição costuma envolver o uso de remédios orais por um período mais longo, que pode chegar a seis meses, sempre com orientação médica. A condição é considerada quando a mulher apresenta quatro ou mais episódios em um ano.
Diferente de um episódio isolado, as infecções recorrentes indicam que o fungo Candida encontra condições para se manter no organismo. Fatores como estresse, variações hormonais e uso frequente de antibióticos podem alterar o equilíbrio da flora vaginal.
A repetição dos sintomas pode causar desgaste físico e afetar a qualidade de vida. Ginecologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de candidíase de repetição. A Rede Américas conta com profissionais renomados.
A candidíase vulvovaginal recorrente) é um diagnóstico usado quando a infecção aparece várias vezes ao longo do tempo. As diretrizes de saúde definem o quadro quando acontecem quatro ou mais episódios com sintomas confirmados por exames em um ano.
A condição atinge muitas mulheres e precisa de uma abordagem diferente da candidíase isolada. O uso repetido do mesmo creme ou de uma dose de antifúngico oral nem sempre resolve o problema, porque não atua nos fatores que favorecem o crescimento do fungo.
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A candidíase que volta costuma indicar um desequilíbrio no organismo. O fungo Candida albicans, principal responsável pela infecção, faz parte da microbiota do corpo e passa a causar problema quando encontra condições que favorecem seu crescimento em excesso.
A recorrência pode estar ligada a mudanças na microbiota vaginal, além de pontos como:
O tratamento precisa considerar esses fatores e pode envolver o uso de antifúngicos por mais tempo, além de ajustes de acordo com cada caso. O acompanhamento médico ajuda a escolher a melhor conduta e a diminuir a chance de novas crises.
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O tratamento da candidíase recorrente costuma ser feito em duas etapas, seguindo orientações de órgãos de saúde, como o Ministério da Saúde do Brasil. Primeiro, controla-se a infecção ativa, e, depois, o foco passa a ser evitar que ela volte.
Essa primeira fase tem como objetivo eliminar o fungo durante a crise e aliviar os sintomas. Em casos de candidíase de recorrência, o tratamento costuma ser mais longo do que em episódios isolados.
Pode incluir o uso de antifúngicos em forma de creme ou óvulo vaginal, como miconazol ou clotrimazol, por cerca de sete a 14 dias. Em muitos casos, o médico também associa antifúngicos por via oral, como o fluconazol, em mais de uma dose, aplicada com intervalo.
Essa fase de manutenção é importante para interromper o ciclo de novas infecções. Depois que a crise é controlada, entra um tratamento de manutenção para manter o fungo sob controle e ajudar o equilíbrio da flora vaginal.
O esquema mais usado é o fluconazol por via oral uma vez por semana, por até seis meses, o que ajuda a reduzir sintomas e diminuir a chance de novas crises. Esse tipo de tratamento precisa ser indicado e acompanhado por um médico, que avalia a resposta, ajusta doses quando necessário e observa possíveis efeitos colaterais.
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Quando a candidíase continua mesmo depois do tratamento, é importante fazer uma avaliação mais detalhada com o ginecologista para entender o que está impedindo a melhora e ajustar a abordagem.
O primeiro passo é fazer uma cultura da secreção vaginal com antifungigrama. Esse exame identifica qual tipo de fungo está causando a infecção e mostra quais medicamentos têm melhor efeito contra ele.
Quando são encontradas espécies mais resistentes, como Candida glabrata ou Candida krusei, o médico pode ajustar o tratamento e indicar um antifúngico mais adequado para o caso da paciente.
Outros tipos de remédios também podem ser usados, dependendo do caso. Entre eles estão o itraconazol, que é tomado por via oral, e opções de uso local, como nistatina e isoconazol.
Em situações mais resistentes e específicas, o médico pode indicar fórmulas manipuladas, como óvulos vaginais com ácido bórico. Esse tipo de substância exige muito cuidado e só deve ser usado com prescrição médica, já que pode ser tóxico se ingerido.
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O tratamento com remédios é a base do cuidado, mas mudar alguns hábitos da rotina ajudam a manter os resultados por mais tempo. Essas medidas de apoio fortalecem o organismo e dificultam a volta da infecção, e podem incluir:
Essas mudanças não substituem o tratamento com remédios e acompanhamento médico, mas ajudam a manter o controle da infecção e a diminuir a chance de os sintomas voltarem.
É importante procurar um ginecologista sempre que os sintomas de candidíase aparecerem. E, quando as infecções se repetem muito com o passar dos meses, o acompanhamento médico se torna ainda mais necessário.
O uso de remédios por conta própria pode aliviar os sintomas, mas também pode dificultar o diagnóstico correto e atrapalhar o tratamento adequado. O ginecologista pode confirmar o diagnóstico, pedir exames quando necessário e indicar um tratamento ajustado ao histórico de saúde, com o objetivo de interromper a recorrência das infecções.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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