A candidíase de repetição pode acontecer quando há um desequilíbrio na proteção natural da região íntima; roupas apertadas, calor e umidade favorecem novas crises
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A candidíase de repetição tem tratamento e controle das crises. O problema acontece quando a infecção na região íntima volta várias vezes em pouco tempo, causando sintomas como coceira, ardência ao urinar, vermelhidão e corrimento branco.
Na maioria dos casos, o quadro está ligado ao aumento do fungo Candida, que vive naturalmente no corpo sem causar problemas. Alterações hormonais, baixa imunidade, diabetes sem controle e excesso de calor e umidade na região íntima podem facilitar crises.
O controle da candidíase de repetição depende da identificação da causa, do uso certo dos remédios e de alguns cuidados na rotina. Em alguns casos, o tratamento pode durar mais tempo para diminuir o risco de a infecção voltar.
Ginecologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de mulheres com o quadro. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A candidíase vulvovaginal é uma infecção causada pelo crescimento exagerado de fungos do gênero Candida, que já vive naturalmente na região íntima feminina junto com outros microrganismos, em equilíbrio. O problema começa quando esse equilíbrio é alterado.
A condição é chamada de candidíase vulvovaginal recorrente quando a mulher apresenta quatro ou mais episódios da infecção em um período de 12 meses, com sintomas confirmados. Em geral, isso indica que existe algum fator que favorece o retorno das crises e que precisa ser investigado.
Os sintomas de uma crise de candidíase costumam ser bem típicos e podem aparecer com intensidade diferente em cada pessoa, sendo os principais:
Ao perceber esses sinais, principalmente quando eles começam a aparecer com frequência, é importante procurar um ginecologista. A avaliação médica ajuda a confirmar o diagnóstico e a descartar outros problemas que podem causar sintomas parecidos.
Leia também: Candidíase de repetição: tratamento certo e como evitar novas crises
A volta frequente da candidíase raramente acontece porque o remédio não funcionou na crise anterior. Na maioria das vezes, ela está ligada a fatores que fazem o fungo, mesmo depois do tratamento, voltar a crescer de forma descontrolada.
Quando o sistema imunológico está mais enfraquecido, o corpo tem mais dificuldade para manter o fungo Candida sob controle. Situações como diabetes sem tratamento, uso de corticoides ou remédios que reduzem a imunidade e períodos de estresse prolongado podem diminuir as defesas do organismo e facilitar o surgimento de novas crises.
A saúde da região íntima depende do equilíbrio da microbiota vaginal, que é formada por bactérias “boas”, como os lactobacilos. Essas bactérias ajudam a produzir ácido lático, que mantém o pH da vagina mais ácido e dificulta o crescimento de fungos.
O uso de antibióticos de amplo espectro pode reduzir essas bactérias protetoras e facilitar a proliferação da Candida. O equilíbrio da flora intestinal também influencia, já que alterações no intestino podem afetar a microbiota vaginal.
Sendo assim, o controle da candidíase de repetição envolve restaurar esse equilíbrio e reduzir fatores que favorecem o crescimento do fungo, como o excesso de açúcares na alimentação.
Nesse cenário, o uso de probióticos junto ao tratamento convencional pode ajudar, já que eles contribuem para restabelecer a flora vaginal e reduzir o risco de novas crises.
Alguns hábitos da rotina podem favorecer o crescimento do fungo Candida, já que ele se desenvolve melhor em ambientes quentes e úmidos, como:
A região íntima da mulher tem defesas naturais, como o equilíbrio da flora vaginal e o controle do pH. Quando esse equilíbrio é alterado por calor, umidade ou uso de produtos, as defesas ficam mais fracas e o fungo consegue se multiplicar com mais facilidade.
Leia também: Candidíase e diabetes: qual a relação?
O tratamento da candidíase recorrente não é o mesmo de uma crise isolada. Ele costuma ser feito em duas etapas, com o objetivo de aliviar os sintomas atuais e, ao mesmo tempo, diminuir a chance de novas crises acontecerem.
A indução é a primeira fase do tratamento, voltada para controlar a infecção e aliviar os sintomas. Nela, o médico costuma indicar antifúngicos, que podem ser usados diretamente na região íntima, em forma de creme ou óvulo vaginal, ou por via oral, em comprimidos. O tipo de remédio e o tempo de uso variam conforme cada caso e a avaliação médica.
Depois de controlar os sintomas, começa a etapa que ajuda a evitar que as crises voltem. O tratamento de manutenção usa antifúngicos em doses menores e com maior intervalo entre as aplicações, por um tempo mais longo, que pode chegar a cerca de seis meses.
A ideia é manter o fungo em quantidade baixa, sem causar sinais, enquanto os fatores que favorecem as crises vão sendo ajustados. Quando feito certo, esse tratamento costuma ter bons resultados na redução das recorrências e no controle dos sintomas.
Em alguns casos, a infecção é causada por outros tipos do fungo Candida, que não são o Candida albicans. No geral, essas espécies podem responder pior a alguns antifúngicos mais comuns.
Quando o tratamento não funciona como esperado, o médico pode pedir um exame da secreção vaginal para identificar qual é o tipo de fungo. Esse exame também ajuda a ver quais remédios têm melhor ação, permitindo ajustar o tratamento.
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A mudança do estilo de vida faz parte do tratamento e não deve ser deixada de lado. Como hábitos mais saudáveis ajudam o corpo a funcionar melhor e dificultam o crescimento do fungo na região íntima, é importante que a paciente se atente a alguns aspectos, como:
Além dos hábitos do dia a dia, outras condições do corpo também podem influenciar o equilíbrio da região íntima. Por isso, o controle da candidíase de repetição não envolve só cuidados na rotina, mas o acompanhamento dessas condições de saúde.
O estresse e a ansiedade não causam a infecção, mas podem contribuir para o surgimento das crises. Isso acontece porque o corpo libera hormônios, como o cortisol, que podem reduzir a eficiência do sistema imunológico.
Com as defesas mais baixas, o organismo da mulher tem mais dificuldade para controlar o crescimento exagerado do fungo Candida. Por isso, cuidar da saúde mental também faz parte da prevenção.
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O uso de remédios por conta própria pode aliviar os sintomas por um tempo, mas também pode dificultar o diagnóstico certo e até reduzir a resposta do fungo aos tratamentos. A avaliação com ginecologista é importante sempre que os sintomas aparecem, principalmente quando as crises passam a se repetir com frequência.
Só o profissional de saúde consegue investigar as causas, confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento certo, incluindo a fase de manutenção quando necessário. Com acompanhamento médico, é possível controlar as crises e reduzir o retorno dos sintomas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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