O HPV em homens pode ser silencioso e não causar sintomas; verrugas genitais podem ser um dos sinais mais comuns
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Notar uma pequena e inesperada alteração na pele durante o banho ou ao se vestir pode gerar um alerta imediato. Para muitos homens, a descoberta de uma lesão na região genital é o primeiro contato com a possibilidade de uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), como o HPV (papilomavírus humano). Percebeu verrugas, manchas ou qualquer alteração na região genital? Agende uma consulta com um especialista da Rede América para realizar uma avaliação adequada.
Embora a infecção seja frequentemente silenciosa, quando os sintomas aparecem eles são majoritariamente cutâneos (atingem a pele). O sinal mais característico é o surgimento de lesões verrucosas, tecnicamente chamadas de condilomas acuminados.
As verrugas causadas pelo HPV podem variar em aparência. Sintomas como verrugas no pênis e escroto são comuns, sendo uma das manifestações visíveis mais frequentes. Elas podem ser pequenas ou grandes, únicas ou múltiplas, planas ou elevadas. Frequentemente, as lesões agrupadas adquirem um aspecto semelhante a uma couve-flor.
As áreas mais comuns para o aparecimento delas incluem:
Além das verrugas clássicas, o HPV pode se manifestar de outras formas, embora menos comuns. Lesões planas ou manchas de cor esbranquiçada ou avermelhada também podem indicar a presença do vírus.
Em alguns casos, pode haver coceira leve ou desconforto na área afetada. Quando a transmissão ocorre por via oral, podem surgir lesões na boca e na garganta (orofaringe), com aparência similar às verrugas genitais.
Esta é uma das características mais importantes do processo infeccioso. A grande maioria dos homens não desenvolve qualquer sinal ou sintoma visível. O patógeno frequentemente se manifesta de forma totalmente invisível, sendo detectável apenas por exames específicos.
O sistema imunológico consegue combater e eliminar o vírus em até dois anos na maioria dos casos, sem que a pessoa sequer saiba que foi infectada. Essa característica permite a sua transmissão silenciosa.
Um homem pode ser portador e transmitir a seus parceiros ou parceiras sexuais sem saber. Por isso, as medidas de prevenção são fundamentais.
Leia também: HPV em meninos: saiba como prevenir e conheça sintomas
A transmissão do papilomavírus humano ocorre principalmente por contato direto com a pele ou mucosa infectada, sendo a via sexual a forma mais comum. Isso inclui contato genital-genital, oral-genital e manual-genital.
O uso de preservativos (camisinha) é importante e reduz significativamente o risco de contágio, mas não o elimina por completo, pois o microrganismo pode estar presente em áreas não cobertas pelo látex, como a bolsa escrotal ou a virilha.
Leia também: Sintomas hpv na boca: o que fazer e como se prevenir
Existem mais de 200 tipos de HPV. A maioria é considerada de "baixo risco", sendo responsável pelo surgimento das verrugas genitais. Lesões que são benignas em geral.
No entanto, alguns tipos são classificados como de "alto risco" oncogênico. A infecção persistente por esses subtipos está associada a um risco aumentado para o desenvolvimento de certos tipos de câncer, como o câncer de pênis, de ânus e de orofaringe (garganta).
O diagnóstico é primariamente clínico. Um médico urologista, proctologista ou dermatologista realiza um exame físico detalhado da região genital e anal para identificar lesões suspeitas. A identificação do vírus depende da busca ativa por meio de exames, pois ele pode estar presente sem manifestações visíveis a olho nu.
Em alguns casos, pode ser aplicado ácido acético na pele para ajudar a visualizar lesões muito pequenas, um procedimento conhecido como peniscopia. Se houver uma lesão atípica ou suspeita de malignidade, o médico pode solicitar uma biópsia, que consiste na remoção de um pequeno fragmento da lesão para análise em laboratório.
É fundamental esclarecer que o tratamento em homens visa remover as lesões (verrugas), e não eliminar o vírus do organismo. Uma vez que as lesões são tratadas, o próprio sistema imunológico se encarrega de combater a infecção viral.
As opções de tratamento variam conforme o tamanho, a quantidade e a localização. E podem incluir a aplicação de medicamentos tópicos, procedimentos de cauterização química, eletrocauterização ou remoção a laser.
A escolha do método mais adequado deve ser feita exclusivamente por um médico. Sendo ele é necessário para prevenir o risco de complicações do HPV como o aumento no tamanho e multiplicação das verrugas genitais.
A prevenção é a estratégia mais eficaz contra o microrganismos e suas complicações. As principais medidas são focadas em reduzir a exposição viral e fortalecer a proteção do organismo.
A vacina contra o HPV é a forma mais segura e eficaz de prevenção. No Brasil, ela está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de outros grupos com condições clínicas específicas. Ela também pode ser encontrada na rede privada para outras faixas etárias.
O uso correto da camisinha em todas as relações sexuais diminui o risco de transmissão, embora não ofereça proteção total. É uma medida importante para a prevenção de diversas outras ISTs.
Consultar um urologista regularmente é essencial para a saúde masculina geral. O profissional pode identificar lesões suspeitas precocemente e orientar sobre as melhores formas de prevenção e cuidado.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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