Pneumonia e meningite estão entre as doenças evitadas pela vacina pneumocócica; a imunização reduz hospitalizações e sequelas
Resuma este artigo com IA:
Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

Uma simples infecção respiratória pode parecer algo comum, mas em determinados casos ela pode evoluir para complicações graves. Crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis a condições como pneumonia e meningite.
Elas podem gerar hospitalizações e resultar em sequelas significativas. A vacinação é uma das formas mais eficazes de fortalecimento do organismo. Entre os imunizantes disponíveis, a vacina pneumocócica desempenha um papel fundamental na proteção contra essas doenças causadas pelo pneumococo.
A vacina contra pneumonia, chamada de vacina pneumocócica, é um imunizante desenvolvido para proteger o organismo contra infecções causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo).
Ela é considerada uma vacina inativada, o que significa dizer que não contém a bactéria viva, impossibilitando que o indivíduo desenvolva doenças ao tomá-la. Os fragmentos do patógeno ao serem introduzidos no organismos, agem estimulando o sistema imunológico a produzir anticorpos.
Os anticorpos são responsáveis por reconhecer e combater o microrganismo caso haja alguma exposição futura. Dessa maneira eles promovem proteção contra a infecção.
O pneumococo é uma bactéria que pode causar uma série de doenças, desde processos infecciosos mais leves até condições graves e invasivas. Dentre elas estão:
Elas podem levar a hospitalizações e sequelas permanentes. Em casos mais graves, podem resultar em óbito. As crianças pequenas, idosos e pessoas com o sistema imune comprometido estão entre o grupo mais vulnerável.
A sua taxa de letalidade é considerada superior a 30%, segundo o Ministério da Saúde. Em 3 anos (2023 a 2025) foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos no Brasil. Desses, 616 casos e 188 mortes foram de crianças menores de 5 anos.
Leia também: Vacina bronquiolite: bebê pode tomar? Veja indicações
A principal função da vacina pneumocócica é conferir imunidade contra os sorotipos (microrganismos que pertencem à mesma família e causam as mesmas doenças) mais agressivos do pneumococo. A imunização em larga escala atua na redução significativa da incidência de doenças pneumocócicas invasivas, como a pneumonia e meningite.
Além de prevenir consequências mais severas: hospitalização, sequelas e óbitos. De acordo com o Ministério da Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que a doença pneumocócica é a maior causa de mortalidade infantil por doença prevenível.
Existem diversos tipos de vacinas pneumocócicas, que variam conforme a quantidade de sorotipos da bactéria que conseguem combater. No Brasil, estão disponíveis as vacinas conjugadas 10-valente (VPC10), 13-valente (VPC13), 15-valente (VPC15) e 20-valente (VPC20), além da vacina polissacarídica 23-valente (VPP23).
O número delas representa a quantidade de subtipos. Por exemplo, a VPC-10, oferece proteção para 10 subtipos do Streptococcus pneumoniae.
Leia também: Vacina VSR gestante: quando tomar e para que serve o imunizante
A vacina contra pneumonia é recomendada para diversos grupos, visando proteger os mais vulneráveis às infecções graves. Os bebês e as crianças fazem parte do grupo prioritário. O imunizante faz parte do calendário de vacinação infantil de rotina, a partir dos 2 meses de idade.
Pessoas com doenças crônicas também devem ser imunizadas, independentemente da idade. Principalmente aquelas com doenças cardíacas, pulmonares e hepáticas, diabetes, doença renal crônica e síndrome nefrótica.
O imunizante também deve ser administrado em indivíduos com o sistema imunológico enfraquecido (imunocomprometido). Então quem tem HIV, leucemia, linfoma, câncer avançado ou faz uso de medicamentos imunossupressores ou fez transplante de órgãos se enquadra nas indicações.
Assim como os povos indígenas maiores de 5 anos de idade, sem histórico vacinal com pneumo conjugada. Além de idosos a partir de 60 anos de idade, sendo considerada uma recomendação de rotina para esse público.
Os efeitos colaterais costumam ser leves e temporários. Os mais comuns incluem dores musculares e nas articulações, inchaço e vermelhidão no local da injeção. Outras reações podem ser irritabilidade, sonolência, perda de apetite e febre.
Elas podem durar cerca de 3 dias. Para aliviar o desconforto, é possível aplicar compressas frias no local de aplicação da vacina. Reações alérgicas graves (anafilaxia) à substância são consideradas raras..
A vacina pneumocócica é contraindicada para quem apresenta reação alérgica grave a qualquer componente do líquido preventivo ou a uma dose anterior. Caso o indivíduo esteja doente, o ideal é esperar a recuperação total para então se vacinar.
Leia também: Vacina da gripe tetravalente: entenda a diferença e proteção
A proteção contra doenças respiratórias pode ser adquirida por meio da manutenção da vacinação em dia. Além de manter a higienização das mãos, lavando frequentemente com água e sabão ou usando álcool em gel.
Em épocas de maior circulação de vírus e bactérias, é importante evitar aglomerações. Assim a propagação dos microrganismos e o risco de contaminação diminui consideravelmente.
Adotar hábitos saudáveis também é necessário para prevenir doenças respiratórias. Então é bom manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente e não fumar para fortalecer o sistema imunológico.
A resposta direta para a pergunta: “para que serve a vacina pneumocócica?” é: oferecer uma proteção robusta contra pneumonia, meningite, otite e outras infecções causadas pelo pneumococo. As recomendações de vacinação, de acordo com a faixa etária e as condições de saúde individuais, são fundamentais para garantir a proteção coletiva e individual.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES