InícioSaúdeDoenças

Revisado em: 11/06/2026

Qual a diferença entre IST e DST? Entenda a mudança das siglas e importância

A mudança de DST para IST vai além da sigla: reflete uma nova abordagem sobre diagnóstico, prevenção e o combate ao estigma.

Resumo
  • IST (Infecção) refere-se à presença do agente infeccioso (vírus, bactéria) no corpo, que pode ou não causar sintomas.
  • DST (Doença) é a fase em que a infecção evolui e manifesta sinais e sintomas visíveis no organismo.
  • A mudança de termo enfatiza que uma pessoa sem sintomas (assintomática) pode transmitir a infecção.
  • A nova terminologia busca reduzir o estigma e incentivar a testagem regular como forma de cuidado.
  • A prevenção, principalmente com o uso de preservativos, continua sendo a medida mais eficaz contra as ISTs.

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google
qual a diferença entre ist e dst1.jpg

Você provavelmente cresceu ouvindo falar sobre DSTs em campanhas de saúde e aulas de biologia. No entanto, de alguns anos para cá, um novo termo ganhou destaque: IST. Embora pareçam sinônimos, a substituição de "Doença" por "Infecção" Sexualmente Transmissível representa uma evolução importante no entendimento científico e na abordagem da saúde pública.

Infectologistas são os especialistas indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

Hospital

Endereço

Agendamento

Hospital Samaritano Higienópolis

R. Conselheiro Brotero, 1486

Agende sua consulta com um infectologista em São Paulo.

Hospital Brasília

SHIS QI 15

Marque uma consulta com um infectologista em Brasília.

Complexo Hospitalar de Niterói

Tv. Lasalle, 12

Consulte um infectologista em Niterói.

Encontre um infectologista perto de você.

Por que o termo DST foi substituído por IST?

A principal razão para a mudança, adotada pelo Ministério da Saúde do Brasil e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é a precisão científica. 

Essa alteração na nomenclatura reflete o entendimento de que muitas dessas infecções podem ser assintomáticas, ou seja, a pessoa pode estar infectada e transmitir o agente infeccioso sem apresentar sinais ou sintomas visíveis de doença. 

Assim, a nova terminologia destaca que a transmissão pode ocorrer mesmo sem que o indivíduo esteja "doente".

Leia também: Como se pega a tricomoníase e quais são os sintomas?

O que é uma infecção?

Uma infecção ocorre quando um microrganismo, como vírus, bactéria ou fungo, entra no corpo e começa a se multiplicar. Nesse estágio inicial, o sistema imunológico pode controlar o agente infeccioso ou ele pode permanecer latente por semanas, meses ou até anos, sem causar alterações perceptíveis no corpo.

Leia também: Veja quais são os sintomas de gonorreia e tratamentos

O que é uma doença?

A doença é a manifestação da infecção. Ela ocorre quando a multiplicação do agente infeccioso causa danos às células e tecidos, resultando em sinais clínicos e sintomas. Por exemplo, uma pessoa pode estar infectada com o vírus HPV por muito tempo sem saber, mas a doença se manifesta com o surgimento de verrugas genitais ou alterações no colo do útero.

Leia também: A clamídia é sinal de infidelidade na relação?

A principal diferença: a presença de sintomas

Portanto, a grande diferença é que o termo IST abrange um espectro mais amplo, incluindo os casos assintomáticos onde a pessoa transmite o agente infeccioso sem manifestar sintomas visíveis. Toda DST começa como uma IST, mas nem toda IST evolui para uma DST. 

Uma pessoa pode ser portadora de uma infecção, como clamídia ou HIV em fase inicial, sentir-se perfeitamente saudável e, ainda assim, ser capaz de transmiti-la a outras pessoas durante relações sexuais desprotegidas.

Quais são as implicações práticas dessa mudança?

A alteração da sigla tem consequências diretas na forma como a sociedade e os profissionais de saúde encaram a prevenção e o diagnóstico. A abordagem se torna mais abrangente e focada no cuidado contínuo.

Combate ao estigma e incentivo ao diagnóstico

A palavra "doença" carrega um peso social e um estigma maiores. Falar em "infecção" ajuda a normalizar a condição como um evento de saúde que precisa de atenção, e não como um rótulo. Isso pode encorajar mais pessoas a procurarem testagem regular, mesmo sem sintomas, quebrando o ciclo de transmissão silenciosa.

Foco na prevenção e na responsabilidade

Ao entender que a ausência de sintomas não significa ausência de risco, a importância da prevenção se torna ainda mais evidente. O uso de preservativos em todas as relações sexuais (vaginal, anal e oral) é a estratégia mais eficaz para evitar a transmissão da maioria das ISTs.

Quais são as principais ISTs?

As ISTs são causadas por diversos agentes e podem se manifestar de formas variadas. É fundamental conhecer as mais comuns para buscar ajuda médica ao primeiro sinal de alteração. Vale dizer que muitas delas podem não apresentar sintomas por longos períodos.

IST

Agente Causador

Sintomas Comuns (quando presentes)

HPV (Papilomavírus Humano)

Vírus

Verrugas genitais, lesões no colo do útero (associado ao câncer)

Herpes Genital

Vírus

Bolhas e feridas dolorosas na região genital, que podem reaparecer

Sífilis

Bactéria

Ferida indolor (cancro duro), manchas no corpo, febre, mal-estar

Gonorreia e Clamídia

Bactérias

Corrimento, dor ao urinar, dor pélvica (muitas vezes assintomáticas)

HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana)

Vírus

Sintomas semelhantes aos da gripe na fase aguda; pode ser assintomático por anos

Hepatites B e C

Vírus

Cansaço, febre, náuseas, pele e olhos amarelados (icterícia)

Como é feito o diagnóstico e tratamento das ISTs?

O diagnóstico da maioria das ISTs é realizado por meio de exames de sangue, urina ou análise de secreções. A testagem regular é recomendada para todas as pessoas com vida sexual ativa, especialmente ao iniciar um novo relacionamento ou em caso de relação desprotegida.

O tratamento varia conforme o agente causador. Infecções bacterianas, como sífilis e gonorreia, geralmente são tratadas com antibióticos e têm cura. Já as infecções virais, como HIV e herpes, não têm cura, mas podem ser controladas com medicamentos que reduzem a carga viral e melhoram a qualidade de vida. O acompanhamento médico é indispensável para definir a melhor conduta terapêutica.

Prevenção continua sendo a melhor estratégia?

A mudança de DST para IST reforça que a prevenção é um ato de cuidado consigo e com os outros. As principais medidas incluem:

  • Uso de preservativo: utilize camisinha (masculina ou feminina) em todas as relações sexuais.
  • Vacinação: as vacinas contra o HPV e a Hepatite B estão disponíveis no sistema público de saúde e são altamente eficazes.
  • Testagem regular: faça exames para ISTs periodicamente, conforme orientação médica.
  • Diálogo: converse abertamente com suas parcerias sobre a saúde sexual e a importância dos testes.

A compreensão da diferença entre IST e DST é um passo fundamental para uma vida sexual mais segura e consciente. Ao focar na infecção, e não apenas na doença, ampliamos a visão sobre saúde, prevenção e responsabilidade compartilhada.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • ASRES, A. W.; ENDALEW, M. M.; MENGISTU, S. Y. Prevalence and trends of sexually transmitted infections among pregnant women in Mizan Tepi University Teaching Hospital, Southwest Ethiopia: a cross-sectional study. The Pan African Medical Journal, [S. l.], v. 42, n. 111, jun. 2022. DOI: https://www.panafrican-med-journal.com/content/article/42/111/full/. Acesso em: 3 jun. 2026.
  • KASSIE, B. A. et al. Prevalence of sexually transmitted infections and associated factors among the University of Gondar students, Northwest Ethiopia: a cross-sectional study. Reproductive Health, [S. l.], nov. 2019. DOI: https://link.springer.com/article/10.1186/s12978-019-0815-5. Acesso em: 3 jun. 2026.
  • RISK factors of sexually transmitted infections among female sex workers in Republic of Korea. Infectious Diseases of Poverty, [s. l.], p. 1-11, jan. 2019. DOI: https://link.springer.com/article/10.1186/s40249-019-0516-x. Acesso em: 3 jun. 2026.
  • SHARMA, M. et al. Control of sexually transmitted infections and global elimination targets, South-East Asia Region. Bulletin of the World Health Organization, [S. l.], abr. 2021. DOI: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8085629/. Acesso em: 3 jun. 2026.
  • WAGENLEHNER, F. M. E. et al. The presentation, diagnosis, and treatment of sexually transmitted infections. Deutsches Ärzteblatt International, [s. l.], p. 11–22, jan. 2016. DOI: https://di.aerzteblatt.de/int/archive/article/173439. Acesso em: 3 jun. 2026.

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010

Telefone(11) 3821-5300

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100

Telefone(11) 3040-8000

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096

Telefone(21) 2729-1000

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

QMSW 4 - Sudoeste,  Brasília - DF

Telefone(61) 2196-5300

Ícone do WhatsAppÍcone médicoAgende sua consulta