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Revisado em: 22/05/2026

Tricomoníase: como se pega? Como ocorre o contágio e como prevenir e tratar

A tricomoníase é considerada a IST mais comum no mundo, sendo 70% dos casos assintomáticos. Saiba como tratar.

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A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) muito comum, mas pouco conhecida. Ela é causada por um microrganismo parasita da classe dos protozoários, o Trichomonas vaginalis.

Esta infecção afeta os órgãos sexuais e urinários, e os sintomas costumam ser bem desagradáveis. A tricomoníase é tão comum que é considerada a IST curável mais prevalente no Brasil e no mundo.

De acordo com informações do Ministério da Saúde (2023), estima-se que afete anualmente cerca de 140 milhões de pessoas globalmente.

Ginecologistas, quando a suspeita é em mulheres; e urologistas, quando em homens são os especialistas indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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Tricomoníase: como se pega? Entenda como acontece o contágio

A tricomoníase é transmitida quase que exclusivamente pela relação sexual desprotegida, sem o uso de preservativo. O contágio acontece quando há o contato íntimo de pele com pele ou muco com muco na região genital.

O protozoário Trichomonas vaginalis pode ser transmitido em qualquer relação sexual. A transmissão é mais comum entre mulher e homem, homem e mulher e mulher e mulher. A infecção entre homens é considerada rara, uma vez que o protozoário tem baixa viabilidade no trato masculino.

É fundamental entender que a infecção pode ser transmitida mesmo quando a pessoa infectada não apresenta nenhum sintoma aparente. Em muitos casos, o homem é um portador assintomático. Ele não sente nada, mas transmite a doença. Por isso, o tratamento do casal deve ser sempre simultâneo.

É possível pegar tricomoníase sem ter relação?

Trichomonas vaginalis até pode sobreviver em ambientes úmidos por um curto período, como toalhas molhadas ou assentos sanitários. Mas a transmissão por vias não sexuais é considerada extremamente rara e não é a principal via de contágio.

A tricomoníase está ligada ao contato sexual, na maioria dos casos. Se uma pessoa foi diagnosticada, há a indicação de que houve uma relação sexual desprotegida com alguém infectado em algum momento.

No contexto de fidelidade no relacionamento, a confirmação do diagnóstico não é por si só um sinal de traição. O período de contágio e o aparecimento dos sintomas pode variar de 5 a 28 dias.

Existem casos em que a pessoa fica assintomática por meses ou anos. Esse padrão torna impossível definir a data exata da infecção e concluir que houve alguma infidelidade apenas por essa infecção.

A tricomoníase é contagiosa?

A tricomoníase é uma doença altamente contagiosa. É considerada a IST curável mais comum no mundo, o que demonstra sua alta capacidade de transmissão.

Sua taxa de contágio é elevada porque o protozoário é facilmente transmitido durante a relação sexual desprotegida. Além da alta transmissão, a infecção pode permanecer ativa e transmitida por muito tempo, especialmente nos homens. E eles raramente apresentam sintomas.

Principais sintomas da tricomoníase

Os sintomas costumam ser mais perceptíveis em mulheres e podem variar em intensidade. Cerca de 70% das pessoas infectadas podem não apresentar sintomas ou ter apenas sintomas leves. 

Os principais sinais são:

  • Corrimento amareladoamarelo-esverdeado ou acinzentado. É geralmente abundante e pode ser espumoso;
  • O corrimento frequentemente apresenta um cheiro forte e desagradável como se fosse "cheiro de peixe";
  • Vermelhidão e coceira intensa na vulva, a parte externa da vagina, e na vagina;
  • Sensação de ardência ou queimação ao fazer xixi;
  • Desconforto ou dor durante o contato íntimo;
  • Em casos mais avançados, pode haver dor na parte baixa da barriga.

Nos homens, a infecção geralmente atinge a uretra, que é o canal por onde sai a urina. Os sintomas são mais discretos e ausentes na maioria das vezes. Quando ocorrem, podem ser: irritação no pênis, secreção leve na uretra e dor ou ardência ao urinar.

Quem é mais vulnerável à tricomoníase?

Qualquer pessoa sexualmente ativa está vulnerável à tricomoníase, mas a infecção é mais comum em:

  • Pessoas que têm múltiplos parceiros sexuais;
  • Indivíduos que não usam sempre o preservativo e de forma correta;
  • Pessoas com histórico de outras IST, como clamídia e gonorreia;
  • Pessoas que já tiveram tricomoníase anteriormente.

A vulnerabilidade também aumenta se a pessoa não realiza o diagnóstico e tratamento adequado, facilitando a recorrência e a transmissão da doença.

Como diagnosticar e tratar a tricomoníase?

O diagnóstico da tricomoníase deve ser sempre feito por um profissional de saúde, como ginecologista ou urologista. O médico vai avaliar os sintomas e realizar um exame físico ginecológico, no caso das mulheres. Ele pode notar uma inflamação e coletar uma amostra da secreção.

A amostra dessa secreção vaginal ou uretral é analisada em laboratório. O método mais comum é a microscopia, que permite visualizar o parasita em movimento. Testes como o de Amplificação de Ácido Nucleico (NAATs) também podem ser usados por serem mais sensíveis.

O tratamento da tricomoníase é simples e muito eficaz. É feito com o uso de medicamentos antibióticos como o Metronidazol ou o Tinidazol.

Tanto a pessoa infectada quanto seu parceiro sexual devem ser tratados ao mesmo tempo, mesmo que o parceiro não apresente sintomas. Isso é essencial para evitar a reinfecção.

É recomendada a abstinência de relações sexuais até que o tratamento seja concluído para ambos os parceiros e a cura seja confirmada.

Tricomoníase tem cura?

A tricomoníase tem cura completa quando o tratamento é seguido corretamente por ambos os parceiros.

No entanto, ter sido curado da tricomoníase não garante imunidade. A pessoa pode ser facilmente reinfectada se voltar a ter contato sexual desprotegido com alguém que esteja com o parasita.

A prevenção com o uso de camisinha nas relações é a medida mais importante a longo prazo.

Como prevenir a tricomoníase e outras ISTs?

A prevenção da tricomoníase e da maioria das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) é muito simples:

Sempre use preservativo em todas as relações sexuaissejam elas vaginal, anal e oral. A camisinha pode ser tanto a masculina quanto a feminina, desde que usada corretamente.

Realize exames preventivos regularmente e busque tratamento imediatamente ao notar qualquer sintoma. Tratar a infecção rapidamente interrompe a cadeia de transmissão.

Adotar estas práticas de sexo seguro protege não só contra a tricomoníase, mas também contra outras ISTs importantes, como HIV, sífilis, gonorreia e clamídia.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • EINSTEIN. Tricomoníase: tratamento do casal deve ser simultâneo. 2024. Disponível em: https://vidasaudavel.einstein.br/tricomoniase-tratamento-do-casal-deve-ser-simultaneo/. Acesso em: 15 out. 2025.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE (Brasil). Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Tricomoníase. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-br/assuntos/ist/tricomoniase. Acesso em: 15 out. 2025.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE (Brasil). Tricomoníase é a IST curável mais comum no mundo. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/fevereiro/tricomoniase-e-a-ist-curavel-mais-comum-no-mundo. Acesso em: 15 out. 2025.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE (Brasil). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis – IST. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/pcdts/2022/ist/pcdt-ist-2022_isbn-1.pdf. Acesso em: 15 out. 2025.

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