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Como identificar a diverticulite intestinal e prevenir novas crises 

Descubra o que causa a dor abdominal no lado esquerdo, como diferenciar diverticulose de diverticulite e as melhores abordagens para o cuidado

Resumo
  • Diverticulite é a inflamação de bolsas no intestino, a diverticulose é a presença dessas bolsas sem inflamação
  • A dor abdominal no lado esquerdo é o sintoma mais comum, acompanhada de febre e alterações intestinais
  • Dieta rica em fibras previne a diverticulose e a diverticulite; na crise, a dieta deve ser líquida ou pobre em fibras
  • O diagnóstico é feito por exames de imagem como tomografia, e o tratamento pode incluir antibióticos e repouso
  • Casos graves podem necessitar de internação e cirurgia para evitar complicações sérias
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Você já sentiu uma dor persistente no lado esquerdo do abdômen, acompanhada de febre e mudanças no ritmo intestinal? Esses podem ser sinais de diverticulite intestinal, uma condição que afeta o intestino grosso e gera preocupação. 

É fundamental compreender o que é essa doença e como diferenciá-la de outras condições para buscar o tratamento adequado. Evite complicações: procure atendimento médico na REde Américas.

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O que é diverticulite intestinal?

A diverticulite intestinal é uma condição gastrointestinal caracterizada pela inflamação ou infecção de pequenas bolsas, chamadas divertículos, que se formam na parede do intestino grosso. Essas bolsas, semelhantes a pequenos balões, se desenvolvem em pontos fracos da musculatura intestinal, onde a pressão interna do cólon é maior.

O processo inflamatório pode causar dor intensa e requer tratamento médico com antibióticos. Ele pode variar de leve, sendo tratada em casa, a grave, exigindo intervenção médica imediata.

Como diferenciar diverticulose de diverticulite?

É preciso entender a diferença entre diverticulose e diverticulite, pois são fases distintas da mesma condição. A diverticulose refere-se à presença de divertículos no intestino, sem que haja inflamação ou sintomas. Muitas pessoas podem ter diverticulose por anos e nunca desenvolver a diverticulite.

O quadro inflamatório, por sua vez, é a complicação da diverticulose, ou seja, quando esses divertículos se tornam inflamados ou infectados. O quadro gera sintomas mais intensos e requer atenção médica. A distinção é importante para determinar a abordagem terapêutica e preventiva.

Quais são as causas e fatores de risco da diverticulite?

A formação de divertículos (diverticulose) está intimamente ligada a fatores como a idade e a dieta. Após os 40 anos, a incidência da condição aumenta. A causa exata da inflamação (diverticulite) ainda é estudada, mas vários fatores de risco são reconhecidos.

Uma dieta pobre em fibras é um dos principais fatores, contribuindo para a inflamação das bolsas intestinais. A falta de fibras torna as fezes mais duras e dificulta seu trânsito intestinal, aumentando a pressão no cólon durante a evacuação. 

Essa pressão excessiva contribui para a formação das pequenas bolsas e pode favorecer sua inflamação. Outros fatores de risco incluem:

  • Idade avançada: A musculatura intestinal tende a enfraquecer com o tempo
  • Obesidade: O excesso de peso corporal está associado a maior risco
  • Sedentarismo: A falta de atividade física pode afetar o trânsito intestinal
  • Tabagismo: Fumantes apresentam maior risco de complicações
  • Uso de alguns medicamentos: Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e corticoides podem aumentar o risco

Como identificar os sintomas da diverticulite?

Os sintomas da diverticulite surgem quando a inflamação ou infecção se instala. É importante estar atento aos sinais que o corpo apresenta para buscar ajuda médica rapidamente.

A dor abdominal é o sintoma mais comum. Ela costuma ser intensa e localizada no lado inferior esquerdo do abdômen. Quando ocorre do lado esquerdo geralmente causa inflamação mais severa, exige acompanhamento médico rigoroso e possui alto risco de novos episódios. Esta dor pode ser constante ou surgir em cólicas.

Já a diverticulite do lado direito, mais comum em populações asiáticas, frequentemente apresenta um curso clínico mais brando. Ela tem uma taxa de recorrência menor e menos complicações graves, como abscesso ou perfuração, comparada à forma do lado esquerdo. Além da dor, outras manifestações clínicas frequentes incluem:

  • Febre e calafrios, indicando um processo inflamatório ou infeccioso
  • Náuseas e vômitos, que podem acompanhar a dor abdominal
  • Alterações nos hábitos intestinais, como constipação, diarreia ou alternância entre os dois
  • Sensibilidade abdominal ao toque na região afetada

Como fica a barriga de quem tem diverticulite?

A barriga dos pacientes geralmente apresenta dor abdominal localizada, mais frequentemente no quadrante inferior esquerdo. Ao toque, a região pode estar sensível e dolorida. Em alguns casos, pode haver inchaço ou distensão abdominal, devido à inflamação e ao comprometimento da função intestinal. A presença de febre é um sinal importante.

Como é feito o diagnóstico da diverticulite?

O diagnóstico da diverticulite exige uma avaliação médica cuidadosa para diferenciar a condição de outras causas de dor abdominal. O médico fará uma análise do histórico clínico e um exame físico detalhado. Exames complementares são essenciais para confirmar a diverticulite e avaliar sua gravidade:

Exames de sangue

Podem indicar sinais de inflamação e infecção, como aumento de glóbulos brancos e proteína C reativa. A análise desses parâmetros ajuda a decidir entre tratamento domiciliar ou cirurgia. Além disso, a largura de distribuição dos monócitos (MDW) pode ser útil para diferenciar casos simples de casos mais complicados.

Tomografia computadorizada (TC) do abdômen

É o exame mais eficaz para estabelecer o diagnóstico. A TC consegue identificar a inflamação dos divertículos, a presença de abscessos ou outras complicações, como perfurações.

Colonoscopia

Geralmente não é realizada durante a fase aguda da diverticulite devido ao risco de perfuração. Após a melhora do quadro agudo, uma colonoscopia pode ser recomendada para verificar a extensão da diverticulose, excluir outras condições e monitorar o intestino.

Quais são os tratamentos para diverticulite?

O tratamento da diverticulite varia de acordo com a gravidade dos sintomas. O objetivo principal é controlar a infecção, aliviar a dor e prevenir complicações.

Para casos leves, é possível tratar em casa, com repouso, dieta líquida ou pobre em fibras e antibióticos. O médico pode prescrever analgésicos para controle da dor. É fundamental seguir rigorosamente as orientações médicas e comunicar qualquer piora dos sintomas.

Em situações mais graves, como em casos de febre alta, dor intensa, incapacidade de ingerir líquidos ou sinais de complicações, a internação hospitalar pode ser necessária. No hospital, os antibióticos são administrados por via intravenosa, e o paciente pode receber líquidos para hidratação. A intervenção médica imediata é essencial para casos complicados.

Como se cura uma diverticulite?

A diverticulite aguda é curada com o tratamento adequado, que inclui repouso, antibióticos e, em alguns casos, dieta líquida. No entanto, os divertículos em si não desaparecem. A cura refere-se à resolução da inflamação ou infecção aguda. 

Para evitar novas crises, é crucial adotar medidas preventivas, como uma dieta rica em fibras e mudanças no estilo de vida. Em casos específicos de diverticulite recorrente ou complicações graves, a cirurgia pode ser indicada para remover a parte afetada do intestino.

Leia também: Cirurgia para diverticulite: entenda como é feita e qual a recuperação

Qual a importância da dieta na diverticulite?

A dieta desempenha um papel central tanto na abordagem terapêutica da diverticulite aguda quanto na prevenção de novas crises e na gestão da diverticulose.

O que comer na crise?

Durante uma crise, o objetivo é dar repouso ao intestino para reduzir a inflamação. O médico geralmente recomenda uma dieta líquida por alguns dias, que pode incluir:

  • Água, chás e sucos de frutas coados (sem bagaço)
  • Caldo de carne ou vegetais coado
  • Gelatinas e picolés sem pedaços de frutas

Conforme os sintomas melhoram, a dieta progride gradualmente para alimentos de baixo resíduo (pobre em fibras), como:

  • Arroz branco, pão branco e macarrão simples
  • Carnes magras (frango sem pele, peixe), cozidas e desfiadas
  • Ovos
  • Vegetais cozidos e sem casca (batata, cenoura, abobrinha), bem amassados
  • Frutas sem casca e sem sementes (banana, melão)

É fundamental seguir as orientações do médico ou nutricionista para a reintrodução gradual de alimentos e evitar piora do quadro.

Como prevenir novas crises com a alimentação?

Após a resolução da crise aguda, a dieta deve ser rica em fibras para prevenir a formação de novos bolsas e reduzir o risco de futuras inflamações. Uma ingestão adequada de fibras torna as fezes mais macias e volumosas, facilitando o trânsito intestinal e diminuindo a pressão no cólon. Alimentos ricos em fibras incluem:

  • Grãos integrais: Pão integral, arroz integral, aveia, quinoa
  • Frutas: Maçãs com casca, peras, ameixas, frutas vermelhas
  • Vegetais: Brócolis, espinafre, couve-flor, cenoura, batata-doce
  • Leguminosas: Feijão, lentilha, grão-de-bico

A ingestão de água também é necessária, pois ajuda as fibras a formarem um bolo fecal macio. É importante beber bastante líquido ao longo do dia. 

Quais os perigos e complicações?

A diverticulite, se não tratada adequadamente, pode levar a complicações sérias que exigem intervenção médica imediata. Entender esses riscos é preciso para valorizar o diagnóstico precoce e o tratamento correto. As principais complicações incluem:

  • Perfuração: Um divertículo inflamado pode se romper, permitindo que o conteúdo intestinal, incluindo fezes e bactérias, se espalhe pela cavidade abdominal
  • Peritonite: É a inflamação grave do peritônio, a membrana que reveste a cavidade abdominal, geralmente causada por uma perfuração. É uma condição de emergência que pode ser fatal
  • Abscesso: A abertura pode levar à formação de uma coleção de pus (abscesso) na região próxima ao divertículo inflamado
  • Fístula: Uma fístula é uma conexão anormal que se forma entre o intestino e outro órgão, como a bexiga, a vagina ou a pele, resultando na passagem de conteúdo intestinal para esses locais
  • Obstrução intestinal: Inflamação e cicatrização repetidas podem causar o estreitamento do cólon, levando à obstrução do trânsito intestinal
  • Sangramento: Embora menos comum na diverticulite, a diverticulose pode causar sangramento, que geralmente é indolor, mas pode ser intenso

Estes problemas são graves e frequentemente requerem internação hospitalar e, em muitos casos, cirurgia de emergência.

Quando procurar um médico para a diverticulite?

É fundamental procurar um médico se você apresentar sintomas sugestivos, especialmente se houver dor abdominal intensa e persistente, febre, náuseas, vômitos ou alterações significativas nos hábitos intestinais. A avaliação de um especialista é necessária para um diagnóstico preciso e para iniciar o tratamento adequado, prevenindo uma evolução grave.

Mesmo após tratar uma crise, o acompanhamento médico é importante para orientar sobre a dieta preventiva e monitorar a condição intestinal a longo prazo. A Rede Américas dispõe de profissionais qualificados para cuidar da sua saúde intestinal.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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