Doenças infecciosas podem impedir o cadastro de forma definitiva; a idade para cadastro no REDOME vai de 18 a 35 anos
Resuma este artigo com IA:
Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

Você vê uma campanha na televisão, ouve a história de um amigo e sente o chamado para ajudar. A decisão está tomada: você quer se cadastrar como doador de medula óssea. Mas antes de ir ao hemocentro, uma dúvida surge: será que eu posso?
Essa é uma pergunta fundamental, pois o processo de doação é protegido por critérios rigorosos. Quer saber se você pode se tornar um doador de medula óssea? Agende uma consulta na Rede Américas e receba uma avaliação personalizada.
O objetivo principal das regras de doação é garantir a segurança e o bem-estar de duas pessoas: o doador voluntário e o paciente que receberá o transplante. As células-tronco hematopoiéticas, que compõem a medula óssea, são a base do sistema imunológico. Por isso, a triagem precisa ser minuciosa.
A compatibilidade entre doador e receptor é testada por marcadores genéticos específicos, conhecidos como antígenos leucocitários humanos (HLA). A presença de anticorpos específicos no doador que sejam incompatíveis com o receptor pode levar à rejeição do transplante de medula, sendo um fator de contraindicação.
Qualquer condição de saúde no doador que possa ser transmitida ao receptor ou que coloque o próprio doador em risco durante o procedimento de coleta é um fator de exclusão. As diretrizes são estabelecidas pelo Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), seguindo padrões internacionais.
Algumas condições de saúde representam um impedimento permanente para doar medula óssea. Elas são divididas em categorias principais para facilitar o entendimento.
A idade é o primeiro critério de elegibilidade. Para se cadastrar no REDOME, o voluntário deve ter entre 18 e 35 anos. Essa faixa etária foi definida porque doadores mais jovens tendem a oferecer melhores resultados para os pacientes após o transplante.
Uma vez cadastrada, a pessoa pode ser chamada para doar até os 60 anos. A atualização dos dados cadastrais anualmente é fundamental para garantir que o doador seja localizado caso haja um paciente compatível.
Uma série de diagnósticos impede o cadastro de forma definitiva, visando proteger a saúde de todos os envolvidos. A seguir, listamos os principais grupos de doenças.
Pessoas com diagnóstico de infecções que podem ser transmitidas por transfusão não são elegíveis. As principais são:
Infecções graves, como sepse (infecção generalizada), tuberculose ativa e outras doenças infecciosas em fase ativa, também são impedimentos para o procedimento. Indivíduos que utilizam imunossupressores também são excluídos para a segurança do receptor.
Qualquer tipo de câncer, seja ele atual ou passado, é um critério de exclusão. Isso inclui leucemias, linfomas e tumores sólidos. A regra existe para evitar a transferência de células malignas ao receptor e proteger o doador de uma eventual reativação da doença.
Existem duas exceções muito específicas, que podem ser avaliadas caso a caso pela equipe médica do REDOME:
Condições em que o sistema imunológico ataca o próprio corpo são impeditivas. O transplante de células de um doador com doença autoimune poderia transferir essa condição ao paciente. Entre as principais, estão:
Doenças que afetam o sangue, a coagulação ou a própria medula óssea também são critérios de exclusão. Exemplos incluem anemias graves (como a falciforme), distúrbios de coagulação hereditários e outras condições que comprometam a produção normal de células sanguíneas.
Além das doenças, outras condições físicas podem impedir a doação. Por exemplo, ter um peso corporal abaixo de 50 kg é considerado um critério de exclusão definitivo. Cardiopatias graves (doenças cardíacas sérias) também são impeditivos, pois representam um risco significativo para a saúde do doador durante o procedimento de coleta.
Nem todas as condições são um "não" definitivo para o transplante de medula óssea. Algumas situações exigem uma avaliação médica detalhada ou apenas adiam a possibilidade de cadastro e doação.
O processo começa com um pré-cadastro online ou presencial em um hemocentro autorizado. No local, é coletada uma pequena amostra de sangue (cerca de 5 a 10 ml) para o teste de histocompatibilidade (HLA), que é o exame que determina a compatibilidade entre doador e paciente.
Seus dados genéticos e de contato são inseridos no REDOME. Caso você seja compatível com algum paciente, a equipe do registro entrará em contato para iniciar a segunda fase: os exames de confirmação e a avaliação clínica detalhada. É nesse momento que seu estado de saúde geral é verificado para garantir que a doação seja segura.
Leia também: Como é feito o transplante de medula óssea? Entenda o processo
Descobrir que não pode ser um doador de medula óssea pode ser frustrante, mas seu desejo de ajudar ainda é muito valioso. Existem muitas outras formas de contribuir com a causa:
Cada gesto de solidariedade, seja na doação ou na conscientização, faz uma enorme diferença na vida de milhares de pessoas que aguardam por um transplante.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES