O transplante de medula óssea (TMO) é um procedimento médico avançado e essencial para tratar doenças hematológicas graves.
Segundo o responsável pelo Transplante de Medula Óssea (TMO) do Hospital 9 de Julho, Dr. Celso Massumoto, o transplante é uma forma de imunoterapia que elimina as células antigas, doentes, para que a medula receba as novas, com menor risco de rejeição.
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"Após a realização do procedimento, o paciente precisa ficar em isolamento para não correr risco de infecção, já que o sistema imunológico está comprometido", diz Dr. Celso Massumoto.
De acordo com informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca), existem no Brasil 77 centros para transplante de medula óssea. Além disso, o Brasil possui 5.784.307 doadores cadastrados no REDOME (Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea).
"O transplante haploidêntico (que utiliza um doador parcialmente compatível com o paciente) surgiu há pouco tempo nos Estados Unidos e aumentou muito a possibilidade de doadores", explica Massumoto.
O transplante de medula óssea é uma forma de tratamento utilizado em casos de doenças graves que afetam as células sanguíneas, como leucemias, linfomas e anemia aplástica grave. Esse tratamento é recomendado quando outras opções, como medicamentos ou terapias convencionais, não são eficazes.
O procedimento consiste na substituição da medula óssea doente por células-tronco saudáveis, que são responsáveis pela regeneração da medula e pelo repovoamento das células sanguíneas essenciais para o bom funcionamento do corpo. O nome técnico para o transplante de medula óssea é transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH), que refere-se às células progenitoras presentes na medula óssea.
Existem diferentes tipos de transplante de medula óssea:
O processo do transplante de medula óssea envolve várias etapas. Primeiro, é identificado um doador compatível por meio de testes de compatibilidade com amostras de sangue.
O paciente recebe uma dose alta de quimioterapia para destruir as células doentes. Depois, a medula saudável é infundida no paciente, e as células-tronco hematopoiéticas migram para a medula óssea do receptor, iniciando a regeneração celular.
Após o transplante, o paciente deve ser monitorado devido ao risco de infecções e complicações como a doença enxerto contra hospedeiro (DECH), onde as células do doador atacam o receptor. Contudo, a rejeição do transplante por parte do organismo do receptor não é comum.
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