A peritonite é uma condição grave que exige diagnóstico rápido. Saiba diferenciar seus sinais de uma dor abdominal comum.
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Aquela dor de barriga que parece diferente de todas as outras. Não é uma cólica, não é uma pontada passageira. É uma dor constante, forte e que se espalha, fazendo com que até mesmo respirar fundo seja um esforço. Esse cenário pode indicar uma condição séria que requer atenção imediata.
Cirurgiões gerais são os médicos indicados para esse tipo de atendimento. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A peritonite é a inflamação do peritônio, uma fina camada de tecido que reveste internamente a parede do abdômen e recobre a maioria dos órgãos abdominais. Essa condição causa uma inflamação grave com rápido acúmulo de células inflamatórias e danos ao peritônio. A membrana que reveste o abdômen é estéril, ou seja, livre de micro-organismos.
Quando bactérias ou fungos chegam a essa área, geralmente por uma perfuração em algum órgão como o apêndice ou o intestino, ocorre uma infecção séria que exige atenção urgente.
Essa inflamação pode se espalhar rapidamente, levando a uma infecção generalizada, conhecida como sepse. A sepse é uma condição com risco de vida que pode causar falência de múltiplos órgãos.
Por isso, identificar os sintomas da peritonite, como a dor abdominal súbita que pode indicar uma perfuração de órgão, é importante para evitar complicações graves como o choque séptico. Procurar ajuda médica sem demora é fundamental.
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A peritonite quase sempre é secundária a outro problema médico que permite a entrada de bactérias na cavidade abdominal. As causas mais comuns incluem:
Os sinais de peritonite costumam ser intensos e de início rápido. A combinação de alguns deles cria um quadro clínico muito característico que deve acionar um alerta máximo para buscar um pronto-socorro.
Este é o sintoma cardinal. A dor da peritonite não se parece com um desconforto comum. Geralmente, ela apresenta as seguintes características:
Este é um dos sinais mais específicos e graves. A musculatura da parede abdominal se contrai de forma involuntária e persistente como um mecanismo de defesa para proteger os órgãos inflamados.
Ao tocar a barriga do paciente, ela está endurecida, rígida como uma prancha de madeira. A presença desse sinal indica irritação peritoneal significativa e é um forte indicativo de peritonite.
A inflamação intensa do peritônio paralisa os movimentos normais do intestino, uma condição chamada íleo paralítico ou íleo reativo. Entre os graves sintomas, destacam-se a distensão abdominal e a paralisia intestinal.
A distensão abdominal ocorre porque a barriga fica visivelmente inchada e estufada, principalmente devido ao acúmulo de gases e líquidos inflamatórios. Consequentemente, a pessoa sente uma parada na eliminação de gases e fezes, ficando incapaz de soltar gases ou evacuar.
Além dos sintomas abdominais clássicos, o corpo reage à infecção sistêmica com uma série de outros sinais. Eles reforçam a gravidade do quadro e a necessidade de uma avaliação médica urgente.
A febre, geralmente acima de 38°C, e os calafrios são respostas diretas do organismo à invasão bacteriana na corrente sanguínea. São indicadores claros de que o corpo está lutando contra uma infecção importante.
A paralisia intestinal e a irritação dos órgãos abdominais frequentemente causam náuseas e vômitos. Diferente de um mal-estar gástrico comum, esses vômitos podem ser persistentes e não trazem alívio.
Quando a peritonite avança, podem surgir sinais de que a infecção está se tornando generalizada. Estes são sinais de extrema gravidade:
Embora a maioria dos casos de peritonite tenha origem em problemas gastrointestinais, um grupo específico de pacientes precisa ficar atento a um sinal particular.
Pacientes com insuficiência renal que realizam diálise peritoneal em casa utilizam o peritônio como um filtro. Nesses casos, a peritonite pode ser causada pela contaminação durante o procedimento.
Na diálise peritoneal, a peritonite manifesta-se pela perda rápida da capacidade de filtrar líquidos e pelo aumento de células inflamatórias no abdômen. O principal sinal de alerta é a alteração no líquido drenado, que se torna turvo, opaco ou com flocos de fibrina, em vez de sua aparência normal transparente e amarelada.
O diagnóstico é baseado principalmente no exame físico, onde o médico identifica a dor intensa e a rigidez abdominal. Exames de imagem, como radiografias e tomografia computadorizada do abdômen, são essenciais para identificar a causa, como ar livre na cavidade (indicando perfuração) ou a presença de abscessos.
Exames de sangue são realizados para avaliar o grau de infecção e a função dos órgãos. Nesses exames, a gravidade da peritonite é sinalizada por uma forte reação inflamatória, com aumento de leucócitos e da proteína C-reativa no sangue. Em alguns casos, uma punção do líquido abdominal pode ser necessária para análise.
A peritonite não é uma condição que permite esperar. Atrasar o tratamento aumenta significativamente o risco de complicações graves e morte.
Procure atendimento de emergência se você ou alguém próximo apresentar a seguinte combinação de sintomas:
Não tente tratar esses sintomas em casa com analgésicos comuns, pois isso pode mascarar a gravidade do quadro e atrasar o diagnóstico correto. O tratamento da peritonite geralmente envolve cirurgia de urgência para corrigir a causa base e o uso de antibióticos potentes.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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