A congestão nasal intensa pode levar a uma dor por pressão na face, conhecida como cefaleia rinogênica. Saiba como identificá-la.
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A crise de rinite começa com os sintomas clássicos: espirros em sequência, coriza e uma coceira insistente no nariz e nos olhos. Mas, com o passar das horas, um novo incômodo surge: uma dor de cabeça surda, uma sensação de peso e pressão no rosto que parece não ter fim. Se essa cena é familiar, você não está sozinho.
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A relação entre rinite e dor de cabeça é direta e tem uma explicação mecânica. A rinite, seja alérgica ou não, é uma inflamação da mucosa que reveste o interior do nariz. Esse processo inflamatório provoca inchaço (edema) e aumenta a produção de muco, resultando na conhecida congestão nasal.
Esse inchaço pode obstruir os óstios, que são os pequenos canais de drenagem que conectam o nariz aos seios da face. Com a drenagem bloqueada, a pressão dentro dessas cavidades ósseas aumenta, gerando uma dor de cabeça por pressão, tecnicamente chamada de cefaleia rinogênica. A congestão nasal da rinite, ao obstruir a drenagem dos seios da face, causa diretamente essa dor de cabeça por pressão.
A dor de cabeça pode ter origem nasal devido ao contato entre as estruturas internas do nariz, o que gera desconforto e pressão facial. A obstrução e o aperto nessas estruturas também criam a dor de cabeça rinogênica, que é uma dor por pressão física, e não por infecção.
Quando a rinite provoca uma congestão nasal extrema, ela entope os canais de drenagem facial, culminando na dor por pressão que caracteriza a cefaleia rinogênica. Essa condição pode ocorrer mesmo sem a presença de uma infecção, como a sinusite, e raramente se trata de uma sinusite bacteriana.
Além disso, a obstrução nasal dificulta a respiração, o que pode piorar a qualidade do sono. Noites mal dormidas são um gatilho conhecido para diversos tipos de dor de cabeça, criando um ciclo de desconforto.
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A dor de cabeça causada pela rinite tem características bem específicas, geralmente concentradas na região facial. É comum sentir:
Diferente de uma enxaqueca, a cefaleia da rinite raramente vem acompanhada de fotofobia (sensibilidade à luz) ou fonofobia (sensibilidade ao som). O sintoma principal é a sensação de pressão associada à congestão nasal.
Essa é uma dúvida muito comum, pois os sintomas podem ser parecidos. A principal diferença está na causa e em alguns sinais associados. Enquanto a dor da rinite é causada pela pressão do inchaço, a sinusite geralmente envolve uma infecção bacteriana ou viral nos seios da face.
É crucial entender que a cefaleia rinogênica, causada pela rinite, é uma dor por pressão física e não por infecção. A congestão extrema na rinite pode gerar essa pressão na face mesmo sem a presença de uma infecção, como a sinusite. Em muitos casos, a dor de cabeça causada pela rinite não está ligada a uma sinusite bacteriana, mas sim à pressão gerada pela obstrução nasal.
Para ajudar na diferenciação, observe os seguintes pontos:
É importante destacar que uma rinite mal controlada pode evoluir para um quadro de sinusite. Por isso, a avaliação de um médico otorrinolaringologista é essencial para o diagnóstico correto.
O tratamento da dor de cabeça da rinite foca em aliviar a causa do problema: a inflamação e a congestão nasal. Medidas simples podem trazer grande alívio.
Algumas ações podem ser tomadas imediatamente para reduzir o desconforto:
Se a dor de cabeça for intensa, persistente ou acompanhada de outros sintomas como febre, secreção nasal espessa e amarelada ou dor de garganta, é fundamental procurar avaliação médica. Um especialista poderá indicar o tratamento mais adequado.
O tratamento medicamentoso, sempre sob prescrição, pode incluir o uso de anti-histamínicos (antialérgicos), sprays nasais com corticoides e, em alguns casos, analgésicos para controle da dor. A automedicação nunca é recomendada.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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