As influenzas A e B causam surtos de gripe todos os anos, principalmente nos meses frios; crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas têm maior risco de ter complicações
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A influenza A costuma estar relacionada aos casos mais graves de gripe e às pandemias registradas ao longo da história. A influenza B, por sua vez, também causa gripe e pode levar a complicações, mas tem menor capacidade de sofrer mutações.
A principal diferença entre os vírus está na forma como circulam e mudam. A influenza A pode infectar humanos e alguns animais, o que favorece o aparecimento de novos subtipos, como H1N1, enquanto a B circula só entre pessoas e passa por menos mudanças.
Dados atuais do Ministério da Saúde mostram que a influenza A costuma responder pela maior parte dos casos graves de gripe registrados no Brasil. Ainda assim, a influenza B também pode causar complicações, principalmente entre crianças, idosos e gestantes.
Infectologistas são os médicos que atendem de forma primária quadros como influenza A e influenza B, fazendo o diagnóstico e indicando o tratamento certo. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A influenza A é um dos vírus que causam gripe e circula entre pessoas e alguns animais. Ela está por trás da maioria dos surtos de gripe registrados no mundo e faz parte dos vírus influenza que afetam o sistema respiratório.
Esse vírus se espalha com facilidade e continua circulando porque passa por mudanças ao longo do tempo. Essas alterações permitem o aparecimento de novas variantes, o que explica por que a gripe continua sendo um problema de saúde pública todos os anos.
A influenza A pode afetar pessoas de qualquer idade, mas, ainda assim, crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas têm maior risco de desenvolver complicações relacionadas à infecção, como pneumonia bacteriana e insuficiência respiratória.
A influenza A pode ser dividida em vários subtipos, e essa classificação leva em conta características presentes na estrutura do vírus. Entre os subtipos que circulam atualmente entre humanos, os mais conhecidos são:
Os cientistas já identificaram outros subtipos de influenza A em animais, principalmente em aves e porcos. Porém, H1N1 e H3N2 são os que mais aparecem entre os humanos e, sendo assim, fazem parte do monitoramento feito pelo Ministério da Saúde.
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A influenza B é um dos vírus que causam gripe em seres humanos, e faz parte da mesma família da influenza A, podendo provocar infecções que afetam o sistema respiratório.
Esse vírus circula só entre pessoas e é responsável por milhares de casos de gripe registrados todos os anos. Por isso, ele faz parte do monitoramento feito pelas autoridades de saúde e também está incluído na composição da vacina da gripe.
A influenza B também pode afetar pessoas de qualquer idade, mas costuma ser mais frequente entre crianças e adolescentes. Ainda assim, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas também podem ter complicações e precisam de atenção especial.
O vírus da influenza B também passa por mudanças, mas elas costumam acontecer com menos frequência do que na influenza A. Por isso, ele apresenta menos variações e não é dividido em subtipos como H1N1 e H3N2.
No lugar dos subtipos, a influenza B é organizada em duas linhagens chamadas B/Victoria e B/Yamagata. Nos últimos anos, a linhagem B/Victoria tem sido a mais encontrada entre os casos de gripe, e há anos não existem registros de B/Yamagata circulando no mundo.
Mesmo assim, a influenza B segue sendo monitorada, já que esse acompanhamento ajuda a identificar quais versões do vírus estão circulando e contribui para a atualização da vacina da gripe.
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Os sintomas da influenza A e da influenza B são considerados idênticos.
Assim, na maioria dos casos, não dá para saber qual dos dois vírus causou a gripe só observando os sinais apresentados pela pessoa. Os sintomas costumam aparecer de repente, geralmente entre um e quatro dias depois da infecção, e podem incluir:
Em alguns casos, a gripe também pode causar falta de ar e evoluir para complicações Por isso, é importante procurar atendimento médico quando os sintomas são fortes, duram vários dias ou vêm acompanhados de sinais de agravamento.
Cientificamente, não dá para dizer que a influenza A ou a influenza B seja sempre mais grave do que a outra, porque o impacto da doença varia de acordo com fatores como idade, estado de saúde, presença de doenças crônicas e resposta do organismo à infecção.
Mesmo assim, a influenza A costuma representar um desafio maior para a saúde pública, já que ela esteve envolvida nas principais pandemias de gripe registradas e costuma aparecer com mais frequência entre os casos graves acompanhados no Brasil.
Isso não significa, porém, que a influenza B seja menos importante. Ela também pode causar complicações, internações e até mortes. Por esse motivo, os dois vírus exigem os mesmos cuidados de prevenção e atenção médica quando necessário.
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A influenza A e a influenza B são transmitidas de uma pessoa para outra, principalmente por meio das gotículas liberadas ao falar, tossir ou espirrar. Quando alguém entra em contato com essas partículas, o vírus pode chegar às vias respiratórias e causar a infecção.
A transmissão também pode acontecer ao tocar superfícies contaminadas e, em seguida, levar as mãos aos olhos, ao nariz ou à boca. Por isso, o Ministério da Saúde afirma que a higiene das mãos continua sendo uma das principais formas de prevenção dos quadros.
Uma pessoa com gripe pode transmitir o vírus antes mesmo de perceber os primeiros sintomas e continuar espalhando a infecção por alguns dias. Ambientes fechados e com pouca circulação de ar favorecem esse processo e aumentam o risco de contágio.
O diagnóstico da gripe geralmente começa no consultório do médico, com a avaliação dos sintomas e do histórico de saúde do paciente. Como a influenza A e a influenza B causam sinais muito parecidos, nem sempre é possível identificar o tipo do vírus só pela consulta.
Sendo assim, pode ser que o infectologista ou o clínico geral peçam:
No geral, os exames costumam ser mais indicados para pessoas com maior risco de complicações, pacientes hospitalizados ou situações que exigem a identificação do vírus, porque as informações ajudam a confirmar o diagnóstico e a orientar o tratamento médico.
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O tratamento da influenza A e da influenza B é muito parecido. Na maioria dos casos, o médico leva em consideração os sintomas, o estado de saúde do paciente e o risco de complicações para definir quais cuidados são necessários, que podem incluir:
No geral, a maior parte dos pacientes melhora com repouso, hidratação e acompanhamento médico, mas pessoas com mais risco de complicações ou com sinais de agravamento podem precisar de cuidados mais intensivos para evitar problemas de saúde mais graves.
Algumas pessoas têm mais risco de desenvolver complicações da gripe porque o organismo pode ter mais dificuldade para combater a infecção ou se recuperar. Nesses casos, a influenza A e a influenza B podem aumentar o risco de problemas respiratórios.
No geral, os grupos que apresentam mais risco são:
Diante disso, essas pessoas precisam de atenção especial quando apresentam sintomas de gripe. A indicação é procurar atendimento médico diante de sinais de agravamento, como falta de ar ou febre persistente, para ajudar a reduzir o risco de complicações e internações.
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A principal forma de prevenir a influenza A e a influenza B é a vacinação anual, já que a vacina da gripe é atualizada todos os anos para proteger contra os vírus que têm maior chance de circular em cada período e ajuda a reduzir o impacto da doença na população.
No Brasil, a vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os vírus influenza A (H1N1 e H3N2) e contra a influenza B. Ela faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para alguns grupos, como crianças, idosos e gestantes.
Mesmo não impedindo todos os casos de gripe, a vacinação reduz o risco de complicações, internações e mortes. Assim, a recomendação é se vacinar todos os anos, visto que os vírus passam por mudanças e a proteção da vacina precisa ser atualizada.
Outros cuidados também ajudam a diminuir o risco de infecção, como lavar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e evitar contato próximo com pessoas que estejam com sintomas de gripe.
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Nem toda gripe precisa de atendimento médico na hora, mas existem situações em que a avaliação de um profissional é importante para evitar complicações, o que vale tanto para casos de influenza A quanto de influenza B.
De forma geral, é recomendado procurar um especialista em casos de falta de ar, dificuldade para respirar, dor no peito, febre alta que não melhora, sinais de desidratação, confusão mental, sonolência excessiva ou piora do estado geral.
A avaliação também é indicada para pessoas que fazem parte dos grupos com maior risco de complicações. Nesses casos, o médico pode acompanhar a evolução da doença mais de perto e avaliar a necessidade de tratamentos específicos.
Além disso, procurar atendimento logo no início dos sintomas pode ser importante para alguns pacientes, já que os remédios antivirais costumam ter melhores resultados quando começam a ser usados nas primeiras 48 horas depois do início da gripe.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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