A formação de pedras na vesícula acontece quando há desequilíbrio na bile; o quadro pode atrapalhar a digestão e causar dor abdominal, náuseas e sensação de estômago pesado
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A pedra na vesícula acontece quando a bile, um líquido produzido pelo fígado para ajudar na digestão, perde o equilíbrio. Quando isso ocorre, substâncias como colesterol e bilirrubina podem se acumular e formar cristais dentro do órgão.
O problema está relacionado a vários fatores, como genética, idade, gênero e hábitos. Mulheres acima dos 40 anos, pessoas com obesidade e quem perde peso muito rápido, por exemplo, têm mais chance de desenvolver o quadro.
A prevenção envolve cuidados como manter o peso estável, diminuir o consumo de gorduras saturadas e aumentar a ingestão de fibras. A prática de exercícios também ajuda, já que contribui para equilibrar a composição da bile e reduz a formação desses cristais.
Cirurgiões gerais são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pessoas com pedras na vesícula. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A pedra na vesícula, também chamada de cálculo biliar, é uma formação que aparece dentro da vesícula biliar. A vesícula é um órgão localizado abaixo do fígado, que armazena a bile, líquido produzido pelo fígado e usado na digestão de gorduras no intestino.
Quando a composição da bile perde o equilíbrio, parte dos seus componentes pode se solidificar. Com isso, aparecem desde pequenos cristais, parecidos com grãos de areia, até pedras maiores, que podem chegar a alguns centímetros de diâmetro.
Leia também: Como é a dor de pedra na vesícula: veja os sintomas e sinais de atenção
A formação de pedras na vesícula não tem uma única causa. No geral, ela acontece quando vários fatores alteram o equilíbrio da bile, deixando o líquido com excesso de substâncias que podem se cristalizar.
Nessa situação, problemas como colesterol alto no sangue e alterações hormonais, como o hipotireoidismo, podem deixar a bile mais “grossa” e favorecer a formação dessas pedras.
A bile é formada principalmente por água, sais biliares, colesterol e um pigmento chamado bilirrubina. Os sais funcionam como uma espécie de “detergente”, ajudando a manter o colesterol dissolvido, e o problema começa quando há um desequilíbrio nisso, com:
O envelhecimento também pode influenciar esse processo, já que, com o passar do tempo, o colesterol tende a se acumular com mais facilidade e a vesícula pode perder parte da capacidade de se contrair, o que facilita a formação de pedras.
As pedras na vesícula podem ter composições diferentes, dependendo de como se formam. No geral, essas diferenças ajudam a entender o processo que leva ao aparecimento dos cálculos e como eles se comportam dentro da vesícula biliar.
As pedras de colesterol correspondem a cerca de 80% dos casos, segundo dados do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK), dos Estados Unidos. Na maioria dos casos, elas têm coloração amarelada e se formam pelo excesso de colesterol que não consegue se dissolver na bile.
As pedras de pigmento são menos comuns e costumam ser menores e mais escuras. Formadas principalmente por uma substância chamada bilirrubinato de cálcio, aparecem com mais frequência em pessoas que têm problemas no fígado, como cirrose, infecções nas vias biliares ou doenças do sangue de origem hereditária, como a anemia falciforme.
Algumas pessoas têm mais chance de desenvolver pedras na vesícula por causa de características do corpo e do estilo de vida. Sendo assim, esses fatores de risco costumam ser organizados em três grupos principais:
Certos aspectos relacionados ao aparecimento de pedras na vesícula não podem ser controlados pelos pacientes, pois estão ligados a características do corpo e a condições que não mudam com hábitos da rotina, como:
Ter esses fatores não quer dizer que a pessoa vai, obrigatoriamente, desenvolver pedras na vesícula, mas aumenta a chance ao longo da vida. Por isso, observar sinais do corpo e buscar avaliação médica quando necessário ajuda a identificar o problema mais cedo.
Alguns hábitos adotados pelas pessoas na rotina e algumas condições de saúde podem influenciar o funcionamento da vesícula e a composição da bile. Esses fatores variam de pessoa para pessoa, mas, no geral, incluem:
Quando essas condições aparecem juntas, o risco de formação de pedras pode aumentar ainda mais, já que o equilíbrio da bile fica mais prejudicado. O acompanhamento médico ajuda a identificar esses riscos e orientar os cuidados necessários com a saúde.
As variações hormonais, principalmente do estrogênio, têm influência no processo de formação das pedras. Esse hormônio pode aumentar a quantidade de colesterol na bile e reduzir os movimentos da vesícula biliar, o que favorece a formação de pedras.
Sendo assim, o risco é maior em:
No geral, essas mudanças nos hormônios não costumam agir sozinhas e podem se somar a outros fatores de risco. Nesses casos, a avaliação médica ajuda a entender o que está acontecendo com o paciente e a definir a melhor orientação.
Leia também: Pedra na vesícula é perigoso? Entenda os riscos e quando buscar ajuda
Nenhum alimento sozinho causa pedra na vesícula, mas a alimentação como um todo pode aumentar o risco quando não é equilibrada.
Dietas com excesso de frituras e alimentos gordurosos, carnes processadas como salsicha, linguiça e bacon, carboidratos refinados como pão branco, massas e doces, além de grande consumo de laticínios integrais, podem favorecer o desequilíbrio da bile.
Além disso, a baixa ingestão de fibras é um ponto importante, pois frutas, vegetais e grãos integrais ajudam a controlar o colesterol e a manter o bom funcionamento do intestino.
A prevenção do aparecimento de pedras na vesícula depende de hábitos que ajudam a manter a bile equilibrada e a vesícula funcionando do jeito certo, como:
Esses cuidados não eliminam totalmente o risco, mas ajudam a diminuir a chance de formação de pedras na vesícula ao manter a bile em equilíbrio e o sistema digestivo funcionando de forma mais regular.
Leia também: Quais são os sintomas de problema na vesícula e quando ir ao médico
Muitas pessoas com pedras na vesícula não apresentam sintomas por um longo período. Porém, quando um cálculo bloqueia a passagem da bile, pode aparecer uma dor forte e repentina, chamada de cólica biliar.
Nesses casos, é importante procurar um médico ao notar dor na parte superior direita do abdômen, especialmente quando ela se espalha para as costas ou para o ombro direito, além de náuseas, vômitos, febre, calafrios ou pele e olhos amarelados.
O diagnóstico costuma ser confirmado por exames de imagem, como a ultrassom abdominal. A partir da avaliação médica, o tratamento pode variar conforme a gravidade do caso, indo desde o acompanhamento até a indicação de cirurgia para retirada da vesícula.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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