Lesão muscular na panturrilha pode causar dor súbita e dificuldade ao andar; o tratamento varia conforme a gravidade da lesão muscular
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A lesão muscular na panturrilha pode manifestar-se desde um leve desconforto até uma dificuldade significativa para caminhar. Sendo muito comum em praticantes de atividades físicas, sobretudo em esportes que exigem acelerações, saltos e mudanças bruscas de direção.
Ela também pode ocorrer em pessoas sedentárias após esforços repentinos ou movimentos inadequados. A dor surge de forma súbita e intensa, em muitos casos. Sendo acompanhada da sensação de um estalo ou de ter recebido uma pancada na parte de trás da perna.
Algumas lesões são leves e permitem uma recuperação rápida, outras podem envolver rupturas musculares importantes, exigindo tratamento especializado e um período mais prolongado de reabilitação. Não ignore os sinais de uma possível lesão muscular. Marque sua consulta na Rede Américas e receba um diagnóstico preciso para iniciar o tratamento adequado.
A lesão muscular na panturrilha ocorre quando há um estiramento excessivo ou ruptura das fibras musculares localizadas na parte posterior da perna, abaixo do joelho. A panturrilha é composta principalmente por três músculos: o gastrocnêmio, o sóleo e o plantar.
O gastrocnêmio e o sóleo são aqueles mais comuns de serem afetados, principalmente em atividades que envolvem aceleração súbita ou mudanças rápidas de direção. O primeiro é ainda mais suscetível devido à sua função biarticular, que atravessa tanto o joelho quanto o tornozelo. As lesões podem ser parciais ou completas, dependendo da extensão do dano às fibras.
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As lesões na panturrilha costumam ser causadas por movimentos súbitos que sobrecarregam os músculos. Alguns exemplos são acelerações rápidas, saltos ou paradas abruptas durante a prática esportiva.
Outras causas incluem o trabalho muscular em excesso ao longo do tempo ou o retorno precoce à atividade física após uma lesão anterior. Dentre os fatores de riscos está a idade. Pessoas acima de 40 anos podem ter músculos da panturrilha enfraquecidos ou menos flexíveis.
A falta de condicionamento físico também é considerado um fator. Isso porque músculos curtos ou tensos, ou a ausência de aquecimento e alongamento adequados antes da atividade física podem resultar no problema.
Para aqueles com histórico de lesão, as chances de reincidência são maiores. Atletas de esportes que exigem movimentos de parada e arranque (basquete e futebol) são mais vulneráveis. Assim como pessoas que usam calçados que não oferecem suporte necessário durante a atividade física.
O aumento repentino na intensidade ou duração do exercício sem o devido condicionamento é uma das causas da lesão muscular na panturrilha. Da mesma maneira que esticar o músculo para além de sua capacidade elástica e não realizar o aquecimento antes da atividade física. Músculos cansados também são mais predispostos a lesionar.
Os graus da lesão influenciam diretamente o tratamento e o tempo de recuperação. Eles são classificados de acordo com a extensão dos danos.
Ocorre o estiramento ou ruptura de poucas fibras musculares. O indivíduo pode manifestar dor aguda no momento ou após o exercício e uma sensação de aperto. Mas ainda assim pode continuar a se movimentar com um desconforto leve. Um pequeno edema pode aparecer e não há nenhuma ou quase nenhuma perda de força e restrição de movimentos.
Quando a lesão é do tipo moderada, os danos ao músculo são mais significativos, já que ocorre um rompimento de um número maior de fibras.
Ao contrário do grau 1, uma característica do trauma de grau 2 é que a dor aguda impede a continuidade da atividade. Ocorre também uma perda de função, inchaço e hematoma discreto. Pode haver também contusões de leves a moderadas.
A lesão na panturrilha grau 3 é a mais grave de todas. Sendo caracterizada pelo rompimento muscular completo. O indivíduo frequentemente apresenta manchas roxas extensas (equimose) e incapacidade de contrair o músculo. Dentre as manifestações clínicas estão a dor intensa e imediata e hematomas e inchaços consideráveis.
Os sintomas podem variar de acordo com a gravidade, mas um dos primeiros sinais apresentados é a dor súbita e intensa na parte de trás da perna. Ela muitas vezes é descrita como uma sensação de “estalo” ou como se alguém tivesse chutado a panturrilha.
O indivíduo também pode apresentar inchaço e hematomas na área afetada, que podem se desenvolver nas horas seguintes à lesão. Assim como pode ter dificuldade para caminhar, apoiar o peso na perna lesionada ou ficar na ponta dos pés. A fraqueza, os espasmos e as cãibras musculares também podem estar presentes.
A história clínica e um exame físico detalhados do trauma são essenciais. No exame físico o médico costuma inspecionar e palpar a panturrilha para identificar áreas de sensibilidade, inchaço e defeitos musculares.
É importante que o indivíduo descreva como a lesão ocorreu e quais foram os sintomas após o incidente.
Para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão da área lesionada são utilizados exames de imagem. A ressonância oferece imagens mais detalhadas dos tecidos moles. O que permite diferenciar lesões musculares de problemas nos tendões e ligamentos.
A lesão na panturrilha pode ser confundida com outras condições, como a ruptura do tendão de Aquiles, síndrome compartimental ou trombose venosa profunda. Por isso, o ultrassom com doppler é outro exame que pode ser utilizado.
Ele utiliza ondas sonoras para criar imagens dos tecidos e verificar o fluxo sanguíneo, ajudando a descartar as chances do paciente ter alguma outra condição.
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O tratamento depende diretamente do grau da lesão muscular. Quando ela é considerada de leve a moderada, o tratamento inicial geralmente segue o protocolo PRICE (Proteção, Repouso, Gelo, Compressão e Elevação).
Também podem ser prescritos medicamentos analgésicos ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), a fim de diminuir a dor e a inflamação. A fisioterapia é um opção após a fase aguda, uma vez que auxilia a restaurar a força, a flexibilidade e a amplitude de movimento.
Em caso de rompimento total do músculo, a cirurgia pode ser indicada. O que ocorre principalmente em atletas jovens que desejam retornar a esportes de alto impacto ou quando há complicações como hematomas extensos.
Para as lesões de grau 1, a recuperação geralmente é mais rápida, variando de 10 a 12 dias. O tempo pode ser maior quando a classificação é grau 2. Ele se estende de 16 a 21 dias para que o paciente possa retornar gradualmente às atividades físicas.
Para o grau 3, o período de reparo da lesão é mais longo e complexo. É possível que dure de 4 a 6 semanas para a cicatrização inicial, e exige reabilitação intensa por 3 a 4 meses. Em casos com procedimento cirúrgico, o retorno completo pode levar até 6 meses.
O tempo de cicatrização deve ser respeitado, pois a pressa aumenta significativamente o risco de reincidência e complicações.
A prevenção é sempre a melhor estratégia. Por isso medidas como realizar um aquecimento antes de qualquer atividade física ajuda a preparar os músculos para o exercício.
É importante também manter a flexibilidade dos músculos da panturrilha através de alongamentos frequentes. E fazer exercícios de fortalecimento, a fim de preparar os músculos para suportar cargas maiores.
Uma outra forma de prevenção é evitar a sobrecarga repentina. A intensidade, duração e frequência dos exercícios devem aumentar de forma progressiva. O indivíduo também deve respeitar o tempo de descanso dos músculos e que se recuperem adequadamente entre os treinos.
Os tênis também oferecem proteção contra lesões. A escolha deve ser feita por um calçado que ofereça bom suporte e amortecimento adequado para o tipo de atividade praticada.
A lesão muscular na panturrilha é uma condição comum que pode afetar tanto atletas quanto pessoas sedentárias, variando de estiramentos leves a rupturas graves. É fundamental compreender que insistir na atividade física sem o tratamento adequado pode prolongar significativamente a recuperação e aumentar o risco de complicações.
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