Entenda a diferença entre detectar o vírus e os anticorpos e conheça os métodos diagnósticos corretos para a saúde masculina.
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A situação é comum: um homem recebe a notícia de que uma parceira foi diagnosticada com HPV. A primeira reação, muitas vezes, é pensar em fazer um check-up completo, e a pergunta que surge é quase sempre a mesma: "Qual exame de sangue devo fazer para saber se tenho HPV?".
Infectologistas são os especialistas indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Não há um exame de sangue que sirva para diagnosticar uma infecção ativa pelo Papilomavírus Humano (HPV) no público masculino. Estudos científicos reiteram que não existe um exame de sangue para detectar o HPV em homens, pois o diagnóstico real envolve métodos específicos.
Essa é uma das principais dúvidas e fontes de confusão sobre o tema, por isso é fundamental esclarecer os papéis de cada tipo de teste. A infecção pelo HPV é localizada nas células da pele ou das mucosas, e o vírus não circula em quantidade suficiente no sangue para ser diagnosticado por um exame de sangue.
O que um exame de sangue pode fazer é identificar a presença de anticorpos contra certos tipos de HPV. Isso é chamado de sorologia. Ter anticorpos significa apenas que o sistema imunológico teve contato com o vírus no passado ou que a pessoa foi vacinada, mas não indica se o vírus ainda está presente e ativo no organismo.
Leia também: Para que serve o exame PCR e o que ele detecta?
Para simplificar, a infecção pelo HPV é localizada, ou seja, o vírus age diretamente nas células da pele ou das mucosas, não circulando em quantidade suficiente no sangue para ser detectado. Já os anticorpos são a "memória" do sistema de defesa do corpo, que circulam pelo sangue.
Veja a tabela abaixo para entender a função de cada exame:
Como não há um exame de rastreio de rotina para homens assintomáticos, como o Papanicolau para mulheres, o diagnóstico masculino depende de outros métodos. O diagnóstico real é feito por análise clínica e testes de DNA em amostras coletadas diretamente do local afetado.
Isso geralmente é iniciado após o surgimento de sinais ou em contextos específicos. O diagnóstico correto requer exame visual, peniscopia e raspagem local para testes laboratoriais, ou exames moleculares de PCR na mucosa.
Leia também: Veja as consequências do HPV em homens
O principal método diagnóstico é a avaliação clínica por um médico especialista, como um urologista ou dermatologista. O profissional realiza uma inspeção detalhada da região genital, perianal e oral em busca de lesões características do HPV, como as verrugas genitais (condiloma acuminado).
Em alguns casos, o médico pode utilizar um instrumento com lentes de aumento, chamado colposcópio, para examinar o pênis. O procedimento, conhecido como peniscopia, permite a visualização de lesões muito pequenas, que não seriam visíveis a olho nu, após a aplicação de reagentes como o ácido acético.
Se uma lesão suspeita for encontrada durante o exame clínico, o médico pode realizar uma biópsia. Nesse procedimento, um pequeno fragmento da lesão é retirado e enviado para análise laboratorial (exame histopatológico), que pode confirmar a presença de alterações celulares causadas pelo HPV.
Os testes de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) são altamente sensíveis e específicos para detectar o DNA do HPV. O teste molecular de PCR é considerado o método mais sensível para a detecção do vírus.
Em homens, a coleta pode ser feita com uma espécie de "cotonete" (swab) que esfrega a superfície da glande, o interior da uretra ou a região anal para coletar células. Este exame identifica a presença do vírus e pode, inclusive, especificar o tipo (genotipagem), diferenciando os de baixo risco (associados a verrugas) dos de alto risco (associados a cânceres).
É fundamental procurar um especialista se você notar qualquer um dos seguintes sinais ou situações:
A vacinação é a principal e mais eficaz forma de prevenção contra o HPV. A vacina protege contra os tipos de HPV mais comuns, incluindo os que causam a maioria dos casos de verrugas genitais e de cânceres relacionados ao vírus, como câncer de pênis, ânus e orofaringe.
No Brasil, a vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de grupos com condições clínicas especiais. Mesmo homens que já iniciaram a vida sexual podem se beneficiar da imunização. Converse com seu médico sobre essa possibilidade.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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