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Saiba como tomar pílula do dia seguinte e garantir maior eficácia

A pílula do dia seguinte evita gravidez e não causa aborto. Ela não protege contra ISTs e não deve ser usada com frequência

Resumo
  • A pílula deve ser tomada o mais rápido possível após a relação desprotegida, idealmente nas primeiras 24 horas
  • A eficácia é maior no primeiro dia e diminui progressivamente, com um prazo máximo de 72 horas para a maioria dos medicamentos
  • Existem formulações de dose única (1 comprimido) ou dose fracionada (2 comprimidos), ambas com o mesmo objetivo
  • Este é um método de emergência e não deve ser usado como contraceptivo de rotina
  • É comum ocorrerem alterações no ciclo menstrual, como adiantamento ou atraso da menstruação, além de outros efeitos colaterais
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Aconteceu. Seja por um preservativo que rompeu, o esquecimento do anticoncepcional habitual ou uma relação sexual desprotegida, a dúvida sobre uma gravidez não planejada pode gerar grande ansiedade. 

Nesse momento, a pílula do dia seguinte surge como uma importante opção de contracepção de emergência. Evite novas emergências e utilize o método contraceptivo adequado para o seu caso. Prevenir é sempre o melhor caminho. Agende sua consulta com um ginecologista da Rede Américas mais próximo de você.

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O que é a pílula do dia seguinte e como ela funciona?

A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência hormonal. Seu principal componente é o levonorgestrel, uma versão sintética do hormônio progesterona. Este método age impedindo ou atrasando a liberação do óvulo, sendo uma medida segura para evitar a gravidez após falhas contraceptivas.

De forma simples, ela atua para que o ovário não libere o óvulo, evitando assim que ele seja fecundado pelo espermatozoide. Pode também dificultar o transporte do óvulo e do espermatozoide pelas trompas. É fundamental entender que a pílula do dia seguinte não é abortiva, pois age antes que uma possível gestação se inicie.

Quando se deve tomar a pílula do dia seguinte?

O remédio deve ser utilizado em situações emergenciais e específicas, após uma relação sexual em que houve falha do método contraceptivo usual ou que ocorreu sem proteção. Algumas situações incluem:

  • Rompimento ou deslize da camisinha;
  • Esquecimento de tomar a pílula anticoncepcional regular;
  • Expulsão do DIU;
  • Cálculo incorreto do período fértil em métodos comportamentais;
  • Casos de violência sexual.

Este método não deve, em hipótese alguma, substituir um método contraceptivo de rotina, como a pílula diária, o DIU, o implante ou o preservativo.

Leia também: Esqueci de tomar o anticoncepcional: o que fazer?

Qual o prazo máximo para tomar a pílula?

O tempo é o fator mais crítico para a eficácia. Embora o nome sugira o "dia seguinte", o ideal é tomá-la o mais rápido possível após a relação desprotegida. A sua ação diminui a cada hora que passa. 

Para garantir uma maior eficiência, a pílula deve ser tomada o quanto antes. A preferência é de que seja nas primeiras horas e em até 72 horas (três dias) após a relação desprotegida.

Tempo após a relação

Nível de eficácia (estimado)

Nas primeiras 24 horas

Muito alta

Entre 24 e 48 horas

Alta

Entre 48 e 72 horas

Reduzida

Após 72 horas (3 dias), a eficácia da maioria das pílulas de levonorgestrel é consideravelmente baixa, não sendo mais indicada. É fundamental buscar orientação médica se o prazo for ultrapassado.

Como tomar pílula do dia seguinte?

A forma de tomar depende da apresentação do medicamento adquirido, que pode ser de dose única ou fracionada. É necessário ler a bula antes de usar e, se possível, buscar a orientação de um farmacêutico. 

É importante notar que a dose, seja única (1,5mg) ou em duas doses com intervalo de 12 horas (0,75mg cada), pode ser orientada por um profissional de saúde, considerando fatores individuais.

Pílula de dose única

A versão mais comum disponível hoje contém 1,5 mg de levonorgestrel em um único comprimido. Ele deve ser ingerido de uma só vez, com um pouco de água, o mais rápido possível após a relação sexual desprotegida.

Pílula de dose fracionada

Essa apresentação vem com dois comprimidos, cada um com 0,75 mg de levonorgestrel. O primeiro deve ser tomado logo após a relação e o segundo, 12 horas depois do primeiro. Alguns especialistas e bulas já recomendam tomar os dois comprimidos juntos, em dose única, para evitar esquecimento e garantir a mesma eficácia.

E se ocorrer vômito após tomar?

Caso você vomite em um período de 3 a 4 horas após ter ingerido o comprimido, é provável que o medicamento não tenha sido absorvido pelo organismo. Nessa situação, é recomendado tomar uma nova dose. Procure um serviço de saúde para receber a orientação correta.

Quais são os possíveis efeitos colaterais?

A alta dose hormonal pode causar reações adversas em algumas mulheres, embora nem todas as apresentem. Os efeitos mais comuns costumam ser leves e desaparecer em poucos dias. Entre eles, estão:

  • Náuseas e vômitos;
  • Dor de cabeça e tontura;
  • Sensibilidade nos seios;
  • Cansaço e fadiga;
  • Alterações no sangramento menstrual, que podem incluir adiantamento ou atraso da menstruação seguinte;

Como saber se a pílula do dia seguinte funcionou?

A única maneira de confirmar a efetividade da pílula do dia seguinte é esperar a vinda da menstruação. Se a menstruação ocorrer na data esperada ou com poucos dias de variação (até 7 dias de atraso é considerado comum), é um forte indicativo de que o método funcionou.

Se o período menstrual atrasar por mais de uma semana em relação à data prevista, é fundamental realizar um teste de gravidez e procurar um médico para avaliação, independentemente do resultado.

A pílula do dia seguinte pode falhar?

Nenhum método contraceptivo é 100% eficaz, e a pílula de emergência não é exceção. A principal causa de falha é a demora em tomar o medicamento. Se a ovulação já tiver ocorrido no momento da relação ou logo após, a pílula pode não ser capaz de impedir a fecundação.

O que pode cortar o efeito da pílula?

Alguns medicamentos podem interagir com o levonorgestrel e reduzir os seus resultados. É importante informar ao médico ou farmacêutico sobre o uso de qualquer outro remédio, especialmente:

  • Certos antibióticos, como a rifampicina;
  • Anticonvulsivantes;
  • Antirretrovirais usados no tratamento de HIV;
  • Remédios fitoterápicos, como a Erva-de-São-João.

O consumo de álcool não corta o efeito, mas o excesso pode provocar vômito, o que anula a ação do medicamento se ocorrer logo após a ingestão.

Com que frequência se pode usar o método?

A pílula do dia seguinte não foi desenvolvida para uso frequente. O uso repetido em um mesmo ciclo menstrual pode desregular completamente o sistema hormonal, reduzir a eficácia contraceptiva e aumentar a incidência de efeitos colaterais. Ela é uma ferramenta para emergências, não para o planejamento familiar rotineiro.

A pílula do dia seguinte protege contra ISTs?

É preciso reforçar que a pílula do dia seguinte oferece proteção apenas contra uma possível gravidez. Ela não previne Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como HIV, sífilis, gonorreia e HPV. O uso de preservativo (camisinha) em todas as relações sexuais continua sendo o método mais eficaz para a dupla proteção.

Quando é preciso procurar um médico?

Sempre que houver dúvidas, é importante buscar ajuda profissional. No entanto, a procura por um ginecologista é essencial nas seguintes situações:

  • Se a menstruação atrasar mais de uma semana;
  • Se houver suspeita de gravidez, mesmo após o sangramento;
  • Se ocorrer dor abdominal intensa e persistente;
  • Para conversar sobre métodos contraceptivos de rotina mais adequados ao seu perfil.

Um profissional de saúde poderá oferecer o melhor aconselhamento para sua segurança e bem-estar.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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