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A pílula do dia seguinte serve para quantas relações? Saiba como ela age

A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência usado depois de relações desprotegidas; quando usada com frequência, pode ter menos eficácia

Resumo
  • A pílula do dia seguinte age só sobre a última relação sem proteção e não protege relações que acontecem depois de tomar o medicamento;
  • O remédio contém levonorgestrel, que impede ou atrasa a liberação do óvulo e diminui a chance de gravidez;
  • Quanto mais rápido a pílula é usada depois de uma relação, maior a eficácia, especialmente nas primeiras horas;
  • O uso é indicado só em situações de emergência, já que o uso frequente pode desregular o ciclo e aumentar efeitos colaterais do remédio;
  • A chegada da menstruação indica se o método funcionou, então um atraso maior que alguns dias pede um teste de gravidez e avaliação médica.
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pílula do dia seguinte protege contra a gravidez só da última relação sexual desprotegida. Isso significa que ela não mantém o efeito para novas relações que aconteçam depois da ingestão, mesmo que no mesmo dia.

O remédio age com o hormônio levonorgestrel, que pode atrasar ou impedir a liberação do óvulo depois da relação. Esse mecanismo reduz a chance de fecundação, mas não atua em exposições posteriores, que exigem uma nova dose.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde indicam esse tipo de contracepção de emergência como uso pontual. A eficácia varia conforme o tempo de uso após a relação, com maior efeito quando tomada nas primeiras 24 horas.

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O que é e como funciona a pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte é um método de contracepção de emergência usado para diminuir o risco de gravidez depois de uma relação sexual desprotegida. Ela contém hormônios, como o levonorgestrel, que atuam no organismo de várias formas.

O principal efeito desse hormônio é atrasar ou impedir a ovulação, ou seja, evitar que o ovário da mulher libere o óvulo que poderia ser fecundado. A substância também pode alterar o muco do colo do útero, dificultando a movimentação dos espermatozoides.

É importante saber que o método não interrompe uma gravidez já estabelecida. Segundo a OMS, se a fecundação e a implantação no útero já aconteceram, a pílula não tem efeito algum.

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A pílula protege contra uma ou mais relações?

A pílula do dia seguinte foi criada para agir sobre a relação sexual sem proteção que já aconteceu antes da ingestão. Sendo assim, o remédio atua para reduzir a chance de gravidez ligada a esse episódio específico.

Esse método contraceptivo, então, não protege relações sexuais que acontecem depois do uso e não deve ser usado como anticoncepcional de rotina. A indicação é sempre para situações pontuais, como relações sexuais em que o preservativo furou, por exemplo.

Quando tem mais de uma relação sem proteção em um curto intervalo, como no mesmo dia, antes da tomada, uma única dose pode agir sobre esses eventos. O tempo entre a relação e o uso influencia a eficácia, que diminui conforme as horas passam.

Uma dose da pílula protege contra relações futuras?

A dúvida sobre a dose da pílula do dia seguinte proteger contra relações sexuais futuras é comum, e a resposta é que o remédio não cria proteção contínua após o uso. A dose hormonal age por um período curto e depois é eliminada pelo organismo da mulher.

Assim, a pílula age sobre a relação sexual que já aconteceu antes da ingestão, com foco em atrasar ou impedir a ovulação naquele momento do ciclo, e relações sexuais depois do uso não entram nessa proteção.

Após a ingestão, a ovulação pode acontecer em outro momento. Cada nova relação sem proteção depois disso passa a ter risco de gravidez. Além disso, relações desprotegidas em um mesmo ciclo aumentam a chance de engravidar.

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Qual a janela de eficácia para tomar a pílula?

O tempo depois da relação sexual sem proteção influencia o resultado da pílula do dia seguinte. Quanto mais rápido ela é usada, maior a chance de evitar a gravidez. Então, a eficácia diminui conforme as horas passam após a relação, e o uso imediato é indicado.

Assim, uma pesquisa publicada na revista científica The Lancet estima que a eficácia seja:

Tempo após a relação

Eficácia aproximada

Primeiras 12 horas

 

Entre 13 e 24 horas

Cerca de 95%

Entre 25 e 48 horas

Cerca de 85%

Entre 49 e 72 horas

Cerca de 58%

Mesmo que algumas versões da pílula do dia seguinte possam ser usadas até 120 horas, o que equivale a cinco dias após a relação, o uso logo nas primeiras horas aumenta a chance de eficácia, então essa é a principal recomendação.

Quais são os principais efeitos colaterais?

Por ter uma dose alta de hormônios, a pílula do dia seguinte pode provocar algumas reações no organismo. Esses efeitos costumam ser passageiros e tendem a desaparecer em poucos dias. Os mais comuns incluem

  • Náuseas e vômitos;
  • Dor de cabeça e tontura;
  • Fadiga e cansaço;
  • Sensibilidade nos seios;
  • Sangramento irregular ou escape (spotting);
  • Alteração na data da próxima menstruação, que pode adiantar ou atrasar.

Se a mulher tiver vômito até duas horas depois de tomar a pílula, é importante procurar orientação médica, especialmente de um ginecologista. Em alguns casos, pode ser preciso repetir a dose.

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Como saber se a pílula do dia seguinte funcionou?

A confirmação da eficácia da pílula do dia seguinte acontece com a chegada da próxima menstruação. O ciclo pode sofrer atraso de alguns dias ou até cerca de uma semana. Então, se a menstruação não vier até sete dias depois da data prevista, é indicado fazer um teste de gravidez e procurar um ginecologista.

Por que a pílula de emergência não deve ser rotina?

A pílula do dia seguinte é um recurso de emergência, não um método de uso contínuo. O uso frequente não é indicado, porque ela não funciona como anticoncepcional de rotina e não protege relações sexuais que acontecem depois da ingestão. O método é indicado só para situações pontuais depois do sexo sem proteção, já que tem:

  • Menor eficácia em comparação com métodos de uso contínuo, como pílula diária, injeção anticoncepcional, DIU, implante, adesivo e anel vaginal;
  • Alteração do ciclo menstrual com uso frequente, o que pode dificultar prever o período fértil e identificar uma gravidez;
  • Repetição de efeitos colaterais, o que pode causar desconforto e afetar o bem-estar e a saúde da mulher.

Em qualquer caso, o mais indicado é buscar orientação de um profissional de saúde para escolher um método contraceptivo seguro e adequado para uso regular, de acordo com o corpo e a rotina da paciente.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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  • UOL. Qual a eficácia da pílula do dia seguinte? Saiba quando pode falhar. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2023/08/11/qual-a-eficacia-da-pilula-do-dia-seguinte-saiba-quando-pode-falhar.htm. Acesso em: 23 abr. 2026.
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